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Política

18/07/2018 às 00h06 - atualizada em 19/07/2018 às 15h23

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Redacao

Palmas / TO

Bens de ex-governador são liberados após MPF perder prazo para apresentar ação
Sandoval Cardoso e outros políticos são investigados pela PF por supostos desvios em obras de rodovias. Juiz disse que a medida era temporária e que não poderia ficar
Bens de ex-governador são liberados após MPF perder prazo para apresentar ação
Bens de Sandoval Cardoso foram liberados pela Justiça (Foto: Assembleia Legislativa/Divulgação)

Os bens do ex-governador do Tocantins, Sandoval Cardoso, foram desbloqueados pela Justiça Federal nesta terça-feira (17). O bloqueio havia sido determinado em 2017 após o político ser alvo de uma investigação da Polícia Federal sobre supostos desvios em obras de rodovias. A decisão foi revogada porque o Ministério Público Federal perdeu o prazo para apresentar a ação principal contra o ex-gestor.


Sandoval Cardoso chegou a ser preso pelas suspeitas, mas sempre negou todas as acusações. O político foi solto após pagar fiança. A defesa disse que já esperava o desbloqueio e agora tenta a anulação completa do inquérito no Supremo Tribunal Federal já que encontrou irregularidades na investigação.


Na sentença, o juiz disse que o sequestro dos bens era temporário e que a Justiça "não pode permanecer indefinidamente, à espera da boa vontade ou das conveniências do Ministério Público Federal ajuizar a ação principal". Ele acrescentou que o MPF extrapolou o que poderia ser considerado um prazo razoável.


A ação deveria ter sido apresentada até 30 dias após o bloqueio dos bens, mas já se passou mais de um ano e isso ainda não aconteceu.


Portal Agência Tocantins procurou o MPF para comentar o caso e aguarda resposta.


Além do ex-governador, também foram liberados os bens do ex-presidente da Agência Tocantinense de Transportes e Obras (então Agetrans, atual Ageto). O valor total liberado pela Justiça é de R$ 134,5 milhões


Obras investigadas na Operação Ápia são de rodovias (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)


O caso


A Operação Ápia, da Polícia Federal, investiga dezenas de políticos, funcionários públicos e empresários por supostas fraudes em obras. A suspeita é de que recursos liberados para a construção de rodovias no Tocantins tenham sido desviados e aplicados em campanhas eleitorais. O valor total das obras é de mais de R$ 1,2 bilhão.


No dia 28 de março do ano passado a Justiça bloqueou mais de R$ 430 milhões em bens de 38 pessoas e quatro empresas. Entre os atingidos estavam dois ex-governadores e um deputado estadual.


A PF afirma que o esquema funcionou entre 2013 e 2014, nos governos de Siqueira Campos e Sandoval Cardoso. O caso ainda não se tornou um processo judicial.


O sequestro dos bens era para evitar a dissipação ou ocultação do patrimônio adquirido de forma ilícita, além de possibilitar a retomada de bens. 


Veja mais notícias da região no Portal Agência Tocantins.


 

FONTE: REDAÇÃO

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Comentários
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RAPIDINHAS
Postada em 06/08/2018 ás 07h33

Tocantins estado para onde muitas pessoas vieram na década dos anos 90, atrás de conseguir realizar seus sonhos e conseguir a tão sonhada casa própria e mudar de vida, em meio a um cerrado ainda sendo desbravado por nortistas, sulistas, nordestinos, pessoas vindas de todas as regiões do país, para uma terra que antes era conhecida como o corredor da miséria, pelos então moradores da região sul do Estado de Goiás.[

Terra essa, que durante alguns anos fora comandada por verdadeiros coronéis, que interromperam as realizações dos sonhos de diversos pioneiros que aqui acreditaram, é nesse pleito querem retornar ao poder no intuito de alimentar as suas ganâncias e realizar seus desejos individuais, estarão indo às ruas, batendo de porta em porta, na televisão, nos rádios e nas redes sociais para mais uma vez enganarem os sofridos pioneiros que no passado acreditara em suas promessas, que até hoje nunca ser responsabilizaram em cumprir e realmente trabalhar em prol de todos.

Postada em 03/08/2018 ás 12h19

Tudo está muito louco. Pré candidato que lutava contra a "velha política" e xingava os políticos tradicionais uniu-se a eles em nome de um projeto de poder.  O que também e pré-candidato o Juiz que criou a lei da ficha limpa para barrar políticos envolvidos em corrupção de participar do processo eleitoral se alia a esses políticos que ele tentou barrar. Vai enternder 

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O Bico do Papagaio é uma região bonita e rica, porém, sem investimento por parte do poder público para explorar suas potencialidades. Até o presente momento nossa região foi tratada apenas como um garimpo de votos, onde se vem extrai os votos e depois é esquecida pelos próximos quatro anos.

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Conforme o Delegado responsável pelo caso,  o indivíduo é suspeito de ter mantido relações sexuais com a menor, mediante violência imprópria, isto é, após ter embriagado agarota de apenas 12 anos de idade.

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