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Saúde

27/07/2018 às 20h04

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Redacao

Palmas / TO

Desumanização no atendimento potencializa os problemas no HGP, alerta Defensoria Pública
Casos encontrados pela DPE-TO, em vistoria nesta terça-feira, 24, foram informados à Polícia Civil com pedido de investigação
Desumanização no atendimento potencializa  os problemas no HGP, alerta Defensoria Pública
Pacientes na triagem no HGP, na última terça-feira, 24. Tempo de espera chega a quatro dias, conforme relatório de vistoria – (Foto – Nusa DPE-TO / Divulgação)

O corredor do Hospital Geral de Palmas (HGP) não estava amontoado de macas e com pacientes na tarde desta terça-feira, 24, quando uma equipe da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) esteve no local para uma vistoria. Porém, pacientes foram encontrados em outro espaço tão improvisado quanto o corredor, como é o caso das pessoas que estão, há dias, na sala de triagem. Essa situação, que para a Defensoria é qualificada como desumanização no atendimento, foi informada à Polícia Civil com o pedido de investigação.


 


A sala de triagem deveria ser um lugar provisório para a identificação da prioridade de atendimento. Deveria... A vistoria realizada pelo Núcleo Especializado em Defesa da Saúde (Nusa) da DPE-TO revelou que o Setor está sendo utilizado como sala de internação, embora sem macas para todos e sem espaço para o atendimento adequado. Homens e mulheres de diferentes idades e situações de saúde dividem a mesma sala.


 


Foi na Triagem que a equipe do Nusa encontrou um idoso com mais de 70 anos. Relatando estar com dores, ele aguardava, desde a última segunda-feira, 23, ser submetido a um procedimento de hidrocefalia. O paciente estava em uma cadeira de fio. Ao se levantar, sentiu dificuldades para andar sozinho, possivelmente pelo tempo que estava sentado.


 


A Defensoria identificou que na sala da triagem, onde os pacientes deveriam ficar por até duas horas, a espera é bem mais longa que isso: dura até quatro dias. Coordenador do Nusa, o defensor público Arthur Luiz Pádua Marques encaminhou à Policia Civil um pedido de apuração da conduta omissiva. Para o Defensor, o cenário encontrado é de desumanização do atendimento, o que afeta ainda mais os problemas do maior hospital do Tocantins.


 


Desumanização
Um paciente está com tumor cerebral, mas conforme o relatório da vistoria, ele ainda não passou por cirurgia por falta de materiais e equipamentos. Outro paciente identificado pela DPE-TO nesta terça-feira, 24, durante a vistoria, teve a cirurgia remarcada também por falta de materiais.


 


Fora da vistoria, na sede da Instituição, a Defensoria também foi informada, por familiares, que um paciente morreu, na segunda-feira, 23, por choque séptico (presença de bactérias na corrente sanguínea). A esposa dele, em relato à DPE-TO, reclamou que houve falta de cuidados com a higiene do paciente, o que ela acredita que pode ter agravado o quadro de saúde. Ele era cardíaco, diagnosticado com Síndrome de Fournier (uma infecção bacteriana que provoca a destruição das células) e, devido ao longo tempo de internação, desenvolveu escaras que necrosaram a pele das costas.


 


Cirurgias
No centro cirúrgico, a vistoria identificou uma série de situações que o Nusa qualifica como omissas, a exemplo da falta de drill e craniótromo (equipamentos que auxiliam na precisão de cortes e perfurações no crânio e coluna), ausência de imagens de raio-X e leitos para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).


 


Conforme o relatório, cirurgias atrasam por falta de informação do setor de regulação se haverá leito de UTI para o paciente. Foram identificados, ainda, casos em que a equipe médica está no Hospital para a realização de uma cirurgia, mas fica à espera das informações do referido Setor.


 


Além das neurocirurgias, os procedimentos cirúrgicos ortopédicos também estão suspensos por falta de materiais e equipamentos, a exemplo do artroscópio (instrumento ótico para cirurgias monitoras e auxiliadas por um monitor em vídeo).


 


Fluxo de atendimento


No Hospital, a informação é que os problemas relacionados a materiais para cirurgias e serviços de manutenção de equipamentos são causados pela falta de pagamento de fornecedores.


 


Dados de junho deste ano apontam para 123 pessoas esperando por neurocirurgias no Tocantins. Conforme o termo da audiência realizada na Justiça em 27 de abril deste ano, cerca de cinco mil pacientes estão na fila de espera por cirurgias eletivas, em diferentes especialidades.


 

FONTE: Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO)

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Comentários
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