Economia PESQUISA DE PREÇO
Cesta Básica em Palmas registra nova deflação e mantém tendência de queda iniciada em abril, aponta NAEPE
Preço médio cai para R$ 667,85 em setembro; arroz acumula redução de mais de 33% no ano.
13/10/2025 17h06 Atualizada há 7 meses
Por: Allessandro Ferreira Fonte: Redação / Agência Tocantins
Foto: Divulgação

Palmas, 13 de outubro de 2025 — Após registrar uma queda recorde de 6,46% em agosto, o custo da Cesta Básica em Palmas voltou a apresentar deflação em setembro. Segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (NAEPE), o preço médio passou de R$ 674,64 para R$ 667,85, o que representa uma redução de 1,01%. A capital tocantinense mantém, assim, a tendência de queda iniciada em abril deste ano.

De acordo com o estudo, os produtos que mais contribuíram para a nova retração foram a carne bovina (–2,0%), o pão francês (–1,8%) e a banana (–2,3%). Outros itens também apresentaram queda expressiva, como o café (–2,4%), o arroz (–1,9%), o açúcar (–1,5%) e a margarina (–1,1%). Em contrapartida, o óleo de soja (5,9%) e o leite (4,3%) registraram aumento de preço entre agosto e setembro.

Arroz acumula queda de mais de 33% em 2025

Um dos destaques do levantamento é o comportamento do arroz tipo 1, que vem apresentando redução contínua desde janeiro. Segundo a série histórica do NAEPE, o preço do produto acumula uma queda de 33,38% em 2025, o que o torna um dos principais responsáveis pelo alívio no custo da Cesta Básica da capital.

Horas trabalhadas e salário necessário

O levantamento também aponta que o trabalhador palmense remunerado com um salário mínimo precisou de 96 horas e 48 minutos de trabalho para adquirir uma Cesta Básica em setembro — cerca de uma hora a menos do que no mês anterior. Já o Salário Mínimo Necessário, calculado para garantir o sustento de uma família de quatro pessoas, foi estimado em R$ 5.610,61.

Dados atualizados e foco local

O diretor-geral do NAEPE, Autenir Carvalho, ressaltou a importância de utilizar indicadores locais e atualizados para compreender o custo de vida de forma mais precisa. “Nosso objetivo é garantir que consumidores, imprensa e gestores públicos tenham acesso a informações sempre atuais e de base local. Uma defasagem de um mês pode distorcer a percepção do custo de vida, especialmente quando há variações importantes e de curtíssimo prazo”, explicou.

Carvalho destacou ainda que o levantamento do NAEPE apresenta diferenças metodológicas em relação à pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), o que permite maior aderência à realidade do mercado palmense.

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Metodologia e credibilidade

A coleta de dados é feita diretamente em supermercados, atacadistas e mercados de bairro, tanto na capital quanto no interior, utilizando metodologia adaptada à estrutura urbana e comercial do Tocantins. “O NAEPE cumpre um papel essencial ao gerar dados que dialogam com a dinâmica econômica do estado. A agilidade e o rigor metodológico reforçam a credibilidade do estudo e o tornam uma ferramenta de referência para análises econômicas e jornalísticas”, completou Carvalho.

Próximas divulgações

O NAEPE informou que o monitoramento da Cesta Básica continuará sendo realizado mensalmente, com divulgação dos resultados e de resumos técnicos no site e nas redes sociais da instituição. O estudo conta com o apoio do Ministério Público do Tocantins (MPTO), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT) e do Conselho Regional de Economia (Corecon-TO).

Os dados completos desta e de outras pesquisas estão disponíveis em www.naepepesquisas.com e no Instagram @naepe.pesquisas