Polícia PRISÃO
Em Gurupi, homem é preso por falsidade ideológica; comparsa é detido em Goiás
Indivíduo já tinha requerido seis documentos de identidade, todos com nomes diferentes.
09/12/2025 13h05
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação / Agência Tocantins
Foto: Divulgação SSP TO

A Polícia Civil do Tocantins prendeu na manhã de segunda-feira, 08, em Gurupi, um homem de 45 anos investigado por falsidade ideológica. Segundo as apurações, ele já havia solicitado seis carteiras de identidade, todas com nomes diferentes.

A investigação começou em agosto, quando o suspeito tentou emitir mais um documento no Núcleo de Identificação da cidade. O sistema cruzou os dados biométricos e encontrou cinco outros registros vinculados às mesmas impressões digitais, mas com identidades distintas. A partir disso, foi instaurado um inquérito para descobrir quem ele realmente era.

Com o avanço das diligências, a Polícia Civil concluiu que se tratava de um esquema de falsidade ideológica que possibilitou ao investigado obter vários documentos autênticos com informações falsas. A suspeita é de que ele tivesse intenção de aplicar golpes em instituições financeiras.

Após alguns meses longe do órgão de identificação, ele retornou para retirar o novo RG — momento em que policiais foram acionados e cumpriram o mandado de prisão. O homem foi levado à Central de Atendimento da Polícia Civil em Gurupi e depois transferido para a Unidade Prisional Regional, onde segue à disposição da Justiça.

Comparsa capturado em Goiás

O preso não estava sozinho ao chegar ao Núcleo de Identificação. Um comparsa que o acompanhava fugiu quando percebeu a movimentação policial. Ele acabou detido horas depois pela Polícia Rodoviária Federal, em Porangatu (GO), e autuado pela Polícia Civil goiana. Assim como o primeiro suspeito, também havia tentado abrir prontuário para emitir documento em Gurupi.

Continua após a publicidade
Polícia Civil acredita que a finalidade do falsário era aplicar golpes em instituições financeiras - Foto: Divulgação PCTO

 

A Polícia Civil do Tocantins afirma que a prisão da dupla é considerada estratégica para o andamento das investigações. Com a confirmação das identidades reais, a corporação pretende verificar se os documentos foram usados para cometer outros crimes, possivelmente também em outros estados.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins