Geral AÇÃO DO MPTO
MPTO dá 30 dias para que Prefeitura de Colméia regularize uso da frota após veículo oficial ser flagrado em ponto turístico no Pará
Documento reforça risco de improbidade e determina regras para monitorar circulação de carros públicos.
11/12/2025 19h38
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação | Agência Tocantins
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) deu um prazo de 30 dias para que a Prefeitura de Colméia adote medidas de controle e regularização da frota municipal, após a circulação de um veículo oficial — uma caminhonete Toyota Hilux — ter sido registrada em um ponto turístico de Conceição do Araguaia (PA). O automóvel, segundo o MP, é locado exclusivamente para atender o Gabinete do Prefeito Pedro Clésio Ribeiro.

A recomendação partiu da 2ª Promotoria de Justiça de Colméia, que considerou o episódio um possível uso irregular de bem público para fins particulares, prática que fere princípios da administração pública e pode caracterizar improbidade administrativa.

Veículos deverão ser identificados e submetidos a controle rígido

Assinada pelo promotor de Justiça Matheus Eurico, a orientação determina que todos os veículos da prefeitura passem a ter identificação visual clara, por meio de adesivos ou plotagem, tornando possível à população e aos órgãos fiscalizadores reconhecer que se trata de patrimônio público. A medida visa desestimular o uso indevido e facilitar denúncias.

O MPTO também exige que a gestão implemente um sistema minucioso de controle de entrada e saída dos automóveis. O registro deverá incluir:

Para viagens de maior duração — realizadas fora do município ou que se estendam por mais de um dia — será necessário apresentar um relatório detalhado, descrevendo todas as atividades e ocorrências relativas ao uso do veículo oficial.

Ato pode configurar improbidade administrativa

No documento, o MPTO reforça que utilizar bens públicos em atividades particulares configura enriquecimento ilícito e causa dano ao erário. A recomendação, além de orientar a gestão, também funciona como prova documental em eventuais ações cíveis ou criminais caso as irregularidades continuem.

O município ainda não se manifestou sobre as medidas que pretende adotar dentro do prazo estipulado.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins