Polícia FORAGIDO DA JUSTIÇA
Preso apontado como serial killer está entre fugitivos de presídio de segurança máxima no Tocantins
Condenado a 72 anos por três homicídios, Renan Barros da Silva escapou da Unidade de Tratamento Penal de Cariri junto com outro detento considerado de alta periculosidade, mobilizando forças de segurança em todo o estado.
27/12/2025 09h25
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação | Agência Tocantins
Condenado a 72 anos por três homicídios, Renan Barros da Silva escapou da Unidade de Tratamento Penal de Cariri junto com outro detento considerado de alta periculosidade, mobilizando forças de segurança em todo o estado. - Foto: SSP TO

Um dos detentos que fugiram da Unidade de Tratamento Penal de Cariri do Tocantins, presídio de segurança máxima localizado na região sul do estado, é Renan Barros da Silva, de 26 anos, condenado a 72 anos de prisão por três homicídios duplamente qualificados e ocultação de cadáver. Considerado pela polícia como um serial killer, Renan ganhou notoriedade após uma série de crimes registrados em Araguaína, no norte do Tocantins, em 2021.

A fuga ocorreu na noite desta quinta-feira (25) e também envolveu o detento Gildásio Silva Assunção, de 47 anos, que acumula quatro condenações criminais, incluindo homicídio, com pena total de 46 anos de reclusão. Ambos cumpriam pena em regime fechado e são apontados como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo classificados pelas autoridades como de alta periculosidade.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO), os presos conseguiram serrar as grades de uma das celas e utilizaram uma corda improvisada com lençóis para transpor o alambrado da unidade prisional durante a noite. A ausência dos detentos só foi percebida na manhã desta sexta-feira (26), durante a conferência de rotina.

Renan Barros da Silva foi condenado por crimes cometidos em maio de 2021, quando três homens foram mortos em uma rotatória próxima a uma instituição de ensino superior em Araguaína. As vítimas foram identificadas como Francisco Régis Freitas Gonçalves, Manoel Cassiano de Oliveira e Simião Neto Pereira. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE-TO), após os assassinatos, os corpos foram ocultados em uma área de matagal. Ainda conforme a acusação, uma quarta vítima só não foi morta porque conseguiu fugir.

Na época, o Ministério Público descreveu Renan como uma “pessoa sádica”, afirmando que ele demonstrava um “prazer repugnante de matar”. O réu chegou a ser investigado, ainda, por envolvimento em outros dois homicídios. Em 2023, veio a condenação definitiva. A defesa era exercida pela Defensoria Pública, que não se manifestou sobre a fuga até o momento.

Após o ocorrido, equipes da Polícia Civil, da Polícia Militar e de outras forças de segurança intensificaram as diligências na região sul do Tocantins e em áreas estratégicas do estado para localizar os foragidos. A SSP reforçou que qualquer informação que possa contribuir para a captura dos detentos pode ser repassada de forma anônima.

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A população pode colaborar entrando em contato pelos números de emergência 190 ou 197, ou ainda pelo telefone da Central de Flagrantes 24 horas de Gurupi, no número (63) 3312-4110. O sigilo das denúncias é garantido.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins