Geral AÇÃO DO MPTO
MPTO recorre de sentença em caso de tráfico de animais silvestres e pede aumento das condenações
MPTO considera penas insuficientes e pede inclusão do crime de desobediência e aumento das condenações por concurso de crimes.
30/01/2026 20h33 Atualizada há 7 horas
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação / Agência Tocantins
Foto: Divulgação

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) recorreu de sentença proferida pela Justiça em um caso de tráfico de animais silvestres registrado na região sul do Estado. Apesar de o réu ter sido condenado em primeira instância, o órgão ministerial avalia que as penas aplicadas não refletem a gravidade dos crimes praticados e, por isso, apresentou recurso visando à ampliação das condenações.

Na decisão inicial, o acusado foi condenado por crimes ambientais relacionados ao transporte ilegal e aos maus-tratos de animais silvestres. A Justiça também determinou o perdimento do veículo utilizado na prática criminosa.

No recurso apresentado, a 7ª Promotoria de Justiça de Gurupi requer a condenação adicional pelo crime de desobediência, uma vez que o réu teria desrespeitado ordem de parada da Polícia Rodoviária Federal durante a abordagem. A promotora de Justiça Maria Juliana Naves também solicita o aumento das penas em razão do concurso de crimes, argumentando que as infrações foram praticadas de forma reiterada e independente.

Além disso, o MPTO pede o perdimento do aparelho celular apreendido no momento da prisão, sob o entendimento de que o equipamento pode ter sido utilizado como instrumento da atividade criminosa.

Sobre o caso

O caso teve origem em um flagrante realizado no dia 9 de setembro de 2025, na BR-153, no município de Cariri do Tocantins. Na ocasião, o réu foi interceptado pela Polícia Rodoviária Federal enquanto transportava ilegalmente 108 animais silvestres, entre aves, macacos e répteis.

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Os animais foram resgatados e encaminhados para atendimento especializado, com o objetivo de garantir a recuperação e o bem-estar das espécies apreendidas.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins