Justiça DECISÃO DA JUSTIÇA
Investigado por ataque violento a casal tem prisão preventiva decretada em Araguaçu
A prisão preventiva foi obtida após manifestação do Ministério Público do Tocantins...
19/02/2026 18h32 Atualizada há 4 meses
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação | Agência Tocantins
Suspeito estava escondido em uma casa na cidade de Araguaçu - Foto: Divulgação PCTO

A Justiça decretou a prisão preventiva de um homem investigado por invadir uma fazenda e agredir brutalmente um casal na zona rural de Araguaçu. O crime ocorreu na noite de 15 de fevereiro, durante um blecaute provocado por um vendaval que atingiu a região.

Segundo as investigações, o suspeito teria se aproveitado da falta de energia elétrica para entrar na propriedade e surpreender os moradores no escuro. A moradora foi atacada na despensa da residência e atingida na cabeça com um pedaço de madeira. Ao ouvir os gritos, o marido correu para socorrê-la enquanto segurava o filho do casal, de apenas dois anos.

Houve luta corporal, e o homem também foi golpeado na cabeça com pauladas. A criança presenciou toda a cena de violência.

A prisão preventiva foi obtida após manifestação do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que apontou risco à ordem pública e à integridade das vítimas caso o investigado permanecesse em liberdade. O pedido foi apresentado pelo promotor de Justiça substituto Jorge José Maria Neto.

Gravidade e reincidência

O investigado deve responder por tentativa de roubo majorado — quando o crime é cometido com circunstâncias que elevam sua gravidade, como o uso de violência intensa. Nesses casos, a legislação prevê penas mais severas devido ao maior risco imposto às vítimas.

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De acordo com os autos, o suspeito havia sido solto dois dias antes do ataque. O histórico também pesou na decisão judicial: ele já teria cometido crime anterior contra a mesma residência meses antes e é apontado como suspeito de tentativa de estupro registrada dias antes da invasão à fazenda.

Para o Ministério Público, o modo de execução do crime, marcado por violência extrema e praticado em contexto de vulnerabilidade — durante um apagão e na presença de uma criança pequena — reforça a necessidade da prisão cautelar.

 O caso segue em investigação.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins