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Polícia Civil bloqueia mais de R$ 2,5 milhões em nova fase da Operação Fluxo Oculto

Valores teriam sido movimentados por dois investigados e empresas ligadas ao suposto esquema; apuração envolve suspeitas de estelionato, falsificação e lavagem de dinheiro.

Patrícia Alves
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação | Agência Tocantins
27/02/2026 às 16h50
Polícia Civil bloqueia mais de R$ 2,5 milhões em nova fase da Operação Fluxo Oculto
Operação ocorreu no Tocantins e no Maranhão - Foto: DICOM SSP TO

A Polícia Civil do Tocantins informou nesta sexta-feira (27) que bloqueou R$ 2.519.953,22 durante nova etapa da Operação Fluxo Oculto. O valor estaria relacionado a dois investigados e a duas empresas apontadas como participantes do suposto esquema.

A investigação é conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DEIC) de Palmas e apura indícios de falsificação de documento particular, estelionato e lavagem de capitais.

Mandados cumpridos no TO e no MA

Na fase anterior da operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados em Palmas e também em Balsas. Em Palmas, as diligências se concentraram nos imóveis de um ex-representante comercial, de 35 anos, e de uma advogada, de 30 anos.

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Durante as buscas, foram apreendidos veículos e documentos considerados relevantes para o andamento da apuração.

Origem dos recursos sob investigação

O caso teve início após representantes de uma empresa do ramo do agronegócio relatarem a existência de negociações e contratos supostamente firmados em nome da companhia, mas sem respaldo legal. As transações teriam provocado prejuízos financeiros expressivos.

Com o avanço das investigações, a polícia identificou a movimentação de mais de R$ 2,5 milhões, valor que agora está judicialmente bloqueado para análise da origem. Há suspeita de que os recursos sejam provenientes de atividades ilícitas.

Segundo a apuração, também surgiram indícios de aquisição de bens de alto valor, como veículos e imóveis, possivelmente com uso de mecanismos de ocultação ou dissimulação de patrimônio — prática que pode configurar lavagem de dinheiro.

O inquérito segue em andamento para esclarecer a extensão do esquema e identificar todos os envolvidos.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins

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