A interrupção das aulas na Escola de Tempo Integral Eulina Braga, localizada no PA Capivara, tem reacendido a preocupação de pais e responsáveis com a infraestrutura da unidade. O motivo mais recente é a queima da bomba responsável pelo abastecimento de água, problema que impede o funcionamento regular da escola.
A suspensão foi comunicada às famílias pela equipe diretiva, que informou a identificação de um defeito mais complexo no sistema, sem previsão para normalização. Segundo a escola, a resolução depende de trâmites que envolvem outras instâncias administrativas, já acionadas, incluindo a gestão municipal.
Enquanto as aulas presenciais seguem paralisadas, professores foram orientados a preparar blocos de atividades para serem realizados em casa, como alternativa para reduzir os impactos no aprendizado dos alunos.
Apesar da medida emergencial, pais relatam insatisfação com a situação, que, segundo eles, se repete há anos. De acordo com os relatos, falhas no sistema de abastecimento de água ocorrem com frequência ao longo do calendário letivo, chegando a interromper as atividades duas ou três vezes por ano.
A principal crítica é a ausência de soluções duradouras e a falta de reposição das aulas perdidas, o que, na avaliação das famílias, compromete diretamente o rendimento escolar dos estudantes.
A recorrência do problema também levanta questionamentos sobre a manutenção da estrutura da unidade e a necessidade de fiscalização mais efetiva. Para os responsáveis, a situação evidencia fragilidades que vão além de um episódio pontual e exige medidas urgentes para garantir condições adequadas de ensino.
Até o momento, não há data definida para o retorno das aulas presenciais, e a comunidade escolar segue aguardando uma solução que impeça novos episódios de interrupção.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins