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Eleições 2026 | Grupo do PT aciona direção nacional contra filiação de Kátia Abreu
Os petistas também alegam que Kátia Abreu “nunca se posicionou a favor de mobilizações, greves ou ocupações promovidas pela classe trabalhadora”, o que, segundo eles, demonstraria incompatibilidade com os princípios do partido.
04/04/2026 21h34
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação | Agência Tocantins
Ex-Senadora Kátia Abreu – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Membros do Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins protocolaram, neste sábado (4), um pedido formal à direção nacional da sigla para invalidar a filiação da ex-ministra e ex-senadora Kátia Abreu. A iniciativa partiu de integrantes da corrente interna Articulação de Esquerda, que reúne um grupo minoritário dentro do partido.

O recurso foi encaminhado à Executiva Nacional e ainda não há data definida para sua análise. A expectativa, no entanto, é de que o tema seja incluído na pauta do próximo encontro da direção partidária.

No documento, os signatários apresentam uma série de críticas ao histórico político de Kátia Abreu. Entre os principais pontos, o grupo afirma que a ex-senadora “sempre apoiou candidatos a governador de direita contra os candidatos do PT” no Tocantins.

Os petistas também alegam que Kátia Abreu “nunca se posicionou a favor de mobilizações, greves ou ocupações promovidas pela classe trabalhadora”, o que, segundo eles, demonstraria incompatibilidade com os princípios do partido. “A prática política de Kátia Abreu não demonstra compromisso com o artigo primeiro do estatuto do PT”, diz o texto.

Outro ponto de destaque no recurso é a crítica à atuação da ex-ministra no setor do agronegócio. Os integrantes da Articulação de Esquerda classificam Kátia Abreu como “representante dos latifundiários e das multinacionais do agronegócio” e afirmam que ela tem histórico de oposição à reforma agrária.

O documento também relembra a atuação da ex-senadora em 2007, quando foi uma das principais vozes favoráveis à derrubada da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo o grupo, a medida trouxe prejuízos ao governo federal à época.

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Em tom crítico, os autores do pedido reforçam a identidade ideológica do partido. “O PT não é o partido do latifúndio, do trabalho escravo e nem da burguesia. O PT é o partido da classe trabalhadora que luta por uma sociedade de igualdade e justiça, pela reforma agrária e urbana e pela liberdade de organização dos trabalhadores”, afirmam.

A filiação de Kátia Abreu ao PT foi oficializada também neste sábado. A ex-senadora deixou o Progressistas (PP), partido ao qual esteve vinculada por sete anos. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirmou que pretende atuar na “luta pela democracia e pela reeleição do presidente Lula”.

A movimentação interna evidencia tensões dentro do partido em um momento de reorganização política com vistas às eleições de 2026.

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins / Com informações do Metropoles