
A atuação do Ministério Público do Tocantins (MPTO) resultou na prisão de um dos envolvidos em um homicídio registrado em 2022, na zona rural de Divinópolis do Tocantins, região central do Estado. A captura do suspeito, apontado como executor do crime, foi realizada pela Polícia Civil após pedido de prisão preventiva apresentado pela 1ª Promotoria de Justiça de Paraíso do Tocantins.
De acordo com o Ministério Público, os investigados estavam foragidos há mais de três anos, o que motivou a solicitação da medida judicial para assegurar a aplicação da lei penal. A prisão é considerada um desdobramento direto da atuação do órgão ministerial no caso.
Motivação do crime
Segundo o pedido assinado pela promotora de Justiça Anelise Schlickmann, o homicídio foi motivado por razões pessoais. As investigações apontam que o suposto mandante não aceitava o relacionamento amoroso da filha com a vítima.
O Ministério Público descreve que o crime foi impulsionado por “ciúme possessivo” e “veemente desaprovação”, classificando o ato como um homicídio qualificado, cometido com frieza e por motivo considerado banal.
Fundamentos da prisão preventiva
A decretação da prisão preventiva teve como base a necessidade de garantir a ordem pública e a instrução criminal. Conforme destacado pela promotora, o fato de os acusados permanecerem foragidos por longo período demonstrava a intenção de se esquivar da responsabilização penal.
Outro ponto considerado foi o risco de interferência nas investigações, especialmente pela possibilidade de intimidação de testemunhas consideradas vulneráveis, como a própria filha do mandante.
Situação dos envolvidos
O homem apontado como executor foi localizado e preso no município de Caseara. Após a captura, ele foi encaminhado à Unidade Penal Regional de Paraíso do Tocantins, onde permanece à disposição da Justiça.
Já o suposto mandante do crime segue foragido. Informações constantes no processo indicam que ele teria fugido para o estado do Pará, sendo atualmente procurado pelas autoridades.
Planejamento e execução
As investigações revelam que o crime foi premeditado. O pai da adolescente teria contratado o executor, oferecendo como pagamento uma motocicleta e a quantia de R$ 3 mil.
A vítima, que atuava na compra e venda de gado, foi surpreendida em uma emboscada em sua propriedade rural, conhecida como Fazenda Recanto. O corpo foi encontrado a cerca de 100 metros da caminhonete da vítima, que ainda estava com o motor ligado no momento da localização.
O caso segue em investigação, e as autoridades continuam as buscas para localizar o mandante e concluir o processo criminal.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins