
A Polícia Civil do Tocantins realizou, na manhã desta quarta-feira (8), a incineração de 10,8 quilos de drogas ilícitas apreendidas durante operações de combate à criminalidade em Pedro Afonso. A ação foi conduzida por meio da 50ª Delegacia de Polícia e integra estratégias contínuas de repressão ao tráfico de entorpecentes na região.
Os materiais destruídos são oriundos de diversas ações realizadas ao longo de 2025, incluindo a Operação Playboy. A incineração ocorreu após autorização judicial expedida pela 1ª Vara Criminal da comarca e foi coordenada pelo delegado-chefe José Antônio da Silva, com apoio de equipes da unidade policial e da Vigilância Sanitária Municipal.
Ao todo, foram incinerados 6,6 kg de maconha, 3,6 kg de cocaína e 637 gramas de crack. A destruição das substâncias foi autorizada pelo magistrado Milton Lamenha de Siqueira, que destacou que todo o material já havia passado por perícia oficial, com laudos definitivos anexados aos autos, conforme determina a Lei nº 11.343/06.
O pedido de incineração foi formalizado pela autoridade policial e recebeu parecer favorável do Ministério Público, atendendo aos critérios legais exigidos.
Procedimento segue rigor legal
De acordo com a Polícia Civil, a incineração de entorpecentes segue protocolos rigorosos previstos na legislação vigente, especialmente nos artigos 50 e 50-A da Lei de Drogas. O procedimento assegura a preservação de amostras necessárias para fins probatórios, enquanto o restante do material é destruído sob fiscalização.
Crescimento nas apreensões
O delegado José Antônio da Silva destacou o aumento expressivo nas apreensões de drogas na região. Em 2024, cerca de 5 kg de entorpecentes foram apreendidos e destruídos. Já no primeiro semestre de 2025, foram 6 kg. No segundo semestre do mesmo ano, as ações policiais resultaram na apreensão dos 10,8 kg incinerados nesta quarta-feira.
Segundo o delegado, a incineração representa o encerramento de um ciclo importante no enfrentamento ao tráfico, relacionado a processos iniciados no começo de 2026. Após a conclusão do procedimento, os autos referentes à destinação dos bens deverão ser arquivados.
“O procedimento de destruição dessa significativa quantidade de entorpecentes é muito importante, pois garante que essas drogas não mais chegarão às mãos de pequenos traficantes e usuários. Além disso, reforça a atuação da Polícia Civil do Tocantins no cumprimento da legislação vigente”, destacou.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins