
A Polícia Civil do Tocantins participa, nesta quinta-feira (9), da Operação Pentágono, coordenada pela Polícia Civil do Estado do Mato Grosso, que tem como alvo integrantes de uma organização criminosa envolvida no violento ataque à cidade de Confresa, ocorrido em abril de 2023.
No Tocantins, estão sendo cumpridos nove mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão. As ordens têm como foco investigados apontados como integrantes do núcleo financeiro do grupo criminoso, responsável pela movimentação e ocultação de recursos ilícitos.
A ação mobiliza equipes especializadas, incluindo a Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), a 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC), o Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE) e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, que atuam de forma integrada no cumprimento das determinações judiciais.
Ao todo, a operação cumpre 97 ordens judiciais em cinco estados brasileiros, sendo 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e o bloqueio de 40 contas bancárias. O objetivo é desarticular a estrutura financeira e logística da organização criminosa, além de avançar na responsabilização penal dos envolvidos e identificar bens adquiridos com recursos ilegais.
Estrutura organizada e atuação interestadual
As investigações apontam que o grupo possuía atuação interestadual e uma estrutura altamente organizada, com divisão clara de funções entre seus integrantes. Entre os núcleos identificados estão o comando, financeiro, planejamento logístico, execução e apoio em estados como Tocantins e Pará.
De acordo com as autoridades, os recursos movimentados pela organização são provenientes de crimes de grande porte praticados em diferentes regiões do país e posteriormente utilizados em esquemas de lavagem de dinheiro.
Relembre o caso
O ataque em Confresa, ocorrido em 9 de abril de 2023, é considerado o maior roubo da história de Mato Grosso. Cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram o município, invadiram o quartel da Polícia Militar, incendiaram estruturas públicas e utilizaram explosivos na tentativa de acessar o cofre de uma empresa de transporte de valores.
Após a ação, os suspeitos fugiram, parte deles em direção ao Tocantins, o que desencadeou uma ampla operação integrada entre forças de segurança de diversos estados. As buscas resultaram na prisão e neutralização de vários envolvidos, além de avanços na identificação da estrutura criminosa.
Integração no combate ao crime
A Operação Pentágono reforça a importância da atuação conjunta entre forças de segurança estaduais e federais no enfrentamento a organizações criminosas de alta complexidade. A cooperação interestadual tem sido fundamental para combater grupos com grande capacidade logística e elevado potencial ofensivo, como o investigado neste caso.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins