A Polícia Civil do Tocantins homenageou o investigador Ariston Ribeiro de Araújo durante solenidade de aposentadoria realizada na sede da Delegacia-Geral, em Palmas. Integrante do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE), unidade de elite da instituição, o servidor encerra a carreira após quase 24 anos de atuação na Segurança Pública do estado.
Durante a cerimônia, Ariston recebeu medalha e menção elogiosa das mãos do delegado-geral Claudemir Luiz Ferreira e do assessor especial da Delegacia-Geral, delegado Roger Knewitz, em reconhecimento à dedicação e aos relevantes serviços prestados ao longo de sua trajetória.
O investigador ingressou na Polícia Civil do Tocantins em 2003, por meio de concurso público, iniciando os trabalhos no município de Sítio Novo. Posteriormente, atuou em Araguatins, sua cidade natal, até se estabelecer em Palmas, onde participou do Curso de Operações Táticas (COT), que deu origem ao atual GOTE.
Ao longo da carreira, Ariston também integrou a Divisão de Homicídios e outras delegacias especializadas da capital, até ser definitivamente lotado no GOTE. Na unidade, foi comandado pelo delegado João Pompeu Luiz de Pina, fundador do grupo, e posteriormente pelo delegado Roger Knewitz.
Durante quase 23 anos no GOTE, exerceu funções estratégicas como coordenador de operações e instrutor de Uso Progressivo da Força, Armamento e Tiro. Nesse período, contribuiu diretamente para a formação de dezenas de policiais civis — entre agentes, escrivães e delegados — por meio de treinamentos e atividades vinculadas à Escola Superior de Polícia Civil.
Atuação nacional e reconhecimento
Além da atuação no Tocantins, o investigador participou de missões e treinamentos em diversos estados, conquistando reconhecimento por sua capacidade técnica e liderança. Em 2013, foi convocado para integrar a Força Nacional de Segurança Pública, onde atuou em cidades como Maceió (AL), Natal (RN), Novo Progresso (PA), Rio Verde e Goiânia (GO).
Durante esse período, trabalhou na área de inteligência e contribuiu para a segurança da delegação da seleção de futebol dos Estados Unidos. O retorno ao Tocantins ocorreu em 2015.
Ao longo da carreira, Ariston também participou de cursos de especialização em estados como São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, sempre focado no aprimoramento técnico e tático. Ele ainda colaborou na escolha de armamentos e equipamentos que contribuíram para a modernização da Polícia Civil do Tocantins.
Reconhecimento e legado
Emocionado, o investigador agradeceu a homenagem e destacou o sentimento de dever cumprido. “É muito gratificante me aposentar e ser agraciado com essa medalha, que representa muito para mim. Foram quase 24 anos dedicados integralmente à Polícia Civil do Tocantins, em defesa da sociedade. Recebo essa homenagem com humildade e com a certeza de que cumpri meu papel e contribuí para tornar o nosso estado mais seguro”, afirmou.
O delegado-geral Claudemir Luiz Ferreira ressaltou a importância da trajetória do policial. “Essa medalha é uma singela homenagem pela enorme contribuição e dedicação que Ariston devotou à Polícia Civil ao longo de mais de duas décadas. Foi uma honra tê-lo em nossos quadros, especialmente por sua atuação na formação de muitos dos policiais que hoje estão na ativa”, destacou.
O chefe do GOTE, delegado Rildo Barreira, também enfatizou o legado deixado pelo investigador. “Tive a honra de trabalhar ao lado do Ariston por muitos anos. Ele sempre se destacou pela coragem, habilidade e espírito de equipe, sendo referência para todos. Sua ausência será sentida, mas sua história no GOTE é marcada pela excelência e dedicação”, pontuou.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins