Polícia COMBATE AO CRIME
FICCO deflagra operação em Palmas contra suspeito de usar falsa identidade de advogado para atuar em facção criminosa
Investigado é apontado como articulador estratégico de organização criminosa, com atuação no tráfico interestadual de cocaína e infiltração no sistema eletrônico do Judiciário.
24/04/2026 10h06 Atualizada há 2 dias
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação | Agência Tocantins
Foto: Divulgação

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) deflagrou, nesta sexta-feira (24), a Operação Prerrogativa de Fachada, em Palmas, com o objetivo de desarticular a infiltração de uma organização criminosa no Sistema de Justiça. A ação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão domiciliar contra um investigado apontado como articulador estratégico de facção criminosa.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizava uma identidade profissional de advogado considerada fraudulenta para circular livremente e coordenar a logística do narcotráfico. Conforme apurado, o número de inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PA) usado pelo investigado pertence, na realidade, a um advogado falecido em maio de 2015.

Ainda segundo a FICCO, o investigado também é apontado como peça-chave no tráfico interestadual de cocaína e teria se beneficiado da falsa condição profissional para facilitar suas atividades criminosas.

Os mandados judiciais foram cumpridos em Palmas. Durante a operação, também foi determinado o bloqueio imediato do perfil fraudulento utilizado no sistema eletrônico do Judiciário, medida adotada para interromper a continuidade dos crimes contra a Administração da Justiça.

O nome da operação, Prerrogativa de Fachada, faz referência ao uso indevido das prerrogativas da advocacia como escudo para práticas ilícitas e apoio logístico a facções criminosas.

Ao investigado são atribuídos crimes como inserção de dados falsos em sistema de informações, tráfico de drogas, associação para o tráfico, integração em organização criminosa, uso de documento falso, falsidade ideológica e estelionato. Somadas, as penas máximas ultrapassam 65 anos de reclusão.

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A FICCO/TO é formada pelas Polícias Federal, Civil, Militar e Penal do Tocantins, que atuam de forma integrada no enfrentamento qualificado ao crime organizado, com foco em ações de investigação, prevenção e repressão a organizações criminosas consideradas ameaça à ordem pública.

 


Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins