Economia GASTOS EM COMBINADO
Após gastar mais de R$ 800 mil em 2025 com festas, Prefeitura de Combinado projeta novos gatos com shows sem apresentar impacto financeiro
Mesmo com possibilidade de uso de emendas parlamentares em 2026, gestão é cobrada a priorizar áreas essenciais e garantir equilíbrio nas contas públicas.
29/04/2026 21h31
Por: Nathaly Guimarães Fonte: Redação | Agência Tocantins
Vista aérea da área urbana de Combinado – Foto: Divulgação

A Prefeitura de Combinado volta a ser alvo de questionamentos ao indicar a realização de novos shows musicais para as festividades de 2026, sem apresentar, até o momento, um planejamento detalhado dos custos e impactos financeiros. A movimentação ocorre após a atual gestão gastar em 2025, pelo menos R$ 835 mil com apresentações artísticas, custeadas com recursos próprios do município.

Embora haja a possibilidade de que parte dos eventos deste ano seja financiada por emendas parlamentares, especialistas em gestão pública alertam que isso não exime a administração municipal de sua responsabilidade fiscal. De acordo com informações apuradas pela reportagem, até o momento, o prefeito Dione Mendes da Silva Azevedo ainda não detalhou como esses recursos serão aplicados, nem apresentou estudos que indiquem a viabilidade econômica das festividades.

Emendas não substituem prioridades básicas

Mesmo quando oriundos de emendas, os recursos públicos devem obedecer aos princípios da administração, como legalidade, eficiência e, sobretudo, interesse público. Na prática, isso significa que a gestão precisa garantir que áreas prioritárias — como saúde, educação, infraestrutura e assistência social — estejam devidamente atendidas antes da ampliação de gastos com eventos festivos.

No caso de Combinado, a ausência de um planejamento transparente levanta dúvidas sobre a capacidade do município de conciliar investimentos em entretenimento com as demandas essenciais da população.

Risco de repetição de cenário

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O histórico recente aumenta a preocupação. Em 2025, os altos valores destinados a shows musicais contrastaram com reclamações recorrentes da população sobre a precariedade de serviços básicos. Agora, com a sinalização de novos eventos para 2026, sem clareza sobre custos e fontes de financiamento, cresce o receio de que o mesmo padrão de gastos seja repetido.

Analistas apontam que, ainda que as emendas parlamentares tenham destinação específica, cabe ao gestor municipal planejar e equilibrar o orçamento como um todo, evitando que investimentos pontuais gerem desequilíbrios em outras áreas.

Cobrança por transparência e responsabilidade

Diante do cenário, aumenta a pressão para que a Prefeitura apresente publicamente o planejamento completo das festividades de 2026, incluindo valores, origem dos recursos e impactos no orçamento municipal.

A população cobra não apenas transparência, mas também responsabilidade na definição de prioridades. Afinal, independentemente da fonte dos recursos, a gestão pública deve estar voltada, a benefícios de tudo, para a melhoria concreta da qualidade de vida dos munícipes — e não apenas para a promoção de eventos de grande custo.

 

 


Reportagem: Nathally Guimarães / Agência Tocantins