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Operação Tigre de Areia mira esquema milionário de jogos ilegais e lavagem de dinheiro em Palmas
Ação da Polícia Civil aponta movimentação superior a R$ 20 milhões e envolve a influenciadora digital de Palmas Lara Luiza Cabral Dias, conhecida como “Lara Luiza Cabral” e familiares
14/05/2026 09h55 Atualizada há 2 meses
Por: Allessandro Ferreira Fonte: Redação | Agência Tocantins
Operação Tigre de Areia tem o objetivo de desarticular um grupo investigado pela prática de exploração ilegal de jogos de azar - Foto: DICOM/SSPTO

Em mais uma ação voltada ao combate à criminalidade, a Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira (14), a Operação Tigre de Areia, com o objetivo de desarticular um grupo investigado por exploração ilegal de jogos de azar, promoção de loterias não autorizadas, associação criminosa e lavagem de dinheiro, em Palmas.

A ofensiva foi conduzida pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC – Palmas), com base em decisão da 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas. Ao todo, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de ativos financeiros, sequestro de bens móveis e imóveis e a suspensão de perfis em redes sociais supostamente utilizados na prática criminosa.

A operação integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado – Divisas, iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), voltada ao enfrentamento de organizações criminosas com atuação interestadual e financeira.

Esquema estruturado e movimentação milionária

As investigações tiveram início a partir de levantamentos da 1ª DEIC, que identificaram a existência de uma estrutura organizada dedicada à divulgação de plataformas ilegais de apostas online, além da realização de sorteios sem autorização legal.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado teria movimentado mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano — valores considerados incompatíveis com a renda formal declarada pelos envolvidos.

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De acordo com informações apuradas pela Agência Tocantins, a principal investigada, alvo da Operação Tigre de Areia, é a influenciadora digital Lara Luiza Cabral Dias, conhecida como “Lara Luiza Cabral”. Conforme apurado, ela declarava renda mensal inferior a R$ 4 mil. Já a mãe dela, com ocupação registrada como faxineira e renda pouco superior a R$ 3 mil, movimentou cerca de R$ 9 milhões no mesmo período.

Influenciadora digital Lara Luiza Cabral Dias, conhecida como “Lara Luiza Cabral” – Foto: Divulgação / Perfil Instagram 

 

Estratégias para ocultação de recursos

As apurações apontam indícios do uso de empresas de fachada, contas bancárias em nome de terceiros e familiares, além da pulverização de valores por meio de transferências fracionadas — prática comum para dificultar o rastreamento financeiro.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o envio de recursos para instituições religiosas, estratégia que também pode ser utilizada para mascarar a origem ilícita dos valores.

Operação Tigre de Areia tem o objetivo de desarticular um grupo investigado pela prática de exploração ilegal de jogos de azar - Foto: DICOM/SSPTO 

 

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos três veículos, e foi determinado o sequestro judicial de três casas e sete lotes localizados em diferentes regiões da capital.

Além disso, a Justiça autorizou a quebra de sigilo telemático dos investigados e impôs restrições ao uso de redes sociais, consideradas peças-chave para a divulgação das atividades ilegais.

Veículos apreendidos na operação:

Investigação segue em andamento

O delegado-chefe da 1ª DEIC, Wanderson Chaves de Queiroz, destacou a complexidade do caso e o trabalho técnico envolvido na apuração.

“Trata-se de uma investigação robusta, conduzida a partir de inteligência policial e análise financeira, que revelou uma estrutura voltada à exploração ilegal de jogos e à ocultação de patrimônio. O trabalho teve como foco interromper a continuidade das atividades criminosas e preservar elementos essenciais para a responsabilização dos envolvidos”, afirmou.

Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam, e novas medidas podem ser adotadas no decorrer do inquérito, conforme o avanço das diligências.

O advogado que representa os investigados informou que ainda não teve acesso aos autos da investigação e, por esse motivo, só se manifestará em momento oportuno.

Operação Tigre de Areia tem o objetivo de desarticular um grupo investigado pela prática de exploração ilegal de jogos de azar - Foto: DICOM/SSPTO 

 

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos três veículos – Foto: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos três veículos – Foto: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos três veículos – Foto: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins

 

 

 

 

 

Reportagem: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins