Polícia POLÍCIA PENAL
Falha de comunicação leva ao adiamento de Tribunal do Júri em Araguacema, aponta sindicato de policiais penais do TO
Sindippem afirma que requisição de escolta não chegou aos servidores responsáveis e critica falhas no sistema de intimações judiciais; unidade prisional de Palmas custodia cerca de mil presos
02/06/2026 17h16
Por: Patrícia Alves Fonte: Redação | Agência Tocantins
Foto: Divulgação

O adiamento de uma sessão do Tribunal do Júri realizada nesta segunda-feira (2), no município de Araguacema, a cerca de 292 km de Palmas, foi provocado por uma falha na comunicação oficial da requisição de escolta de um preso, segundo nota de esclarecimento divulgada pelo SINDIPPEN/TO.

De acordo com o sindicato, a ordem para apresentação do custodiado não chegou, a tempo, aos servidores que efetivamente poderiam cumprir a determinação judicial, o que inviabilizou a realização da sessão do júri.

A entidade afirma que o procedimento de requisição foi enviado em abril, mas direcionado a servidores que já não estavam mais lotados na Unidade Penal de Palmas — entre eles um ex-diretor, que teria sido removido para a administração central, e uma ex-chefe de cartório, afastada há mais de um ano.

Segundo o texto, o sistema teria encerrado a comunicação por “ciência tácita” e “decurso de prazo”, mecanismo que presume o recebimento automático do documento mesmo sem leitura efetiva pelos responsáveis atuais.

O sindicato destaca ainda que o atual diretor da unidade e o chefe de escolta — apontados como os únicos responsáveis pela organização da remoção de presos — só foram incluídos no processo no próprio dia da sessão do júri, o que, segundo a entidade, inviabilizou a logística necessária para o deslocamento seguro do detento até Araguacema, em viagem que pode durar mais de quatro horas.

“Intimar o réu não é requisitar a escolta. Sem comunicação oficial dirigida a quem está em exercício, a unidade simplesmente não tem como saber”, diz a nota.

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A entidade também sustenta que não houve falha operacional por parte dos policiais penais, mas sim ausência de comunicação válida dentro do processo judicial. “Não faltou escolta: faltou aviso”, afirma o sindicato, ao criticar o que classifica como “ciência tácita” que não corresponde, segundo a categoria, a uma intimação real.

A Unidade Penal de Palmas, segundo o sindicato, abriga cerca de mil custodiados, o que exigiria rigor na formalização e atualização das comunicações judiciais para garantir o cumprimento de requisições de escolta.

Ao final, o SINDIPPEN/TO pede a correção imediata dos cadastros de intimação utilizados no sistema judiciário, para evitar novos adiamentos de sessões e prejuízos à tramitação processual.

Até o momento, não houve manifestação pública do Judiciário sobre o caso. (

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Leia a íntegra da nota abaixo

 

 

Reportagem: Patrícia Alves / Sócia-Proprietária da Agência Tocantins