A Casa Militar do Estado do Tocantins iniciou, nesta segunda-feira (15), a fase presencial do 1º Curso de Segurança e Proteção de Autoridades (CSPA/2026), em Palmas. A capacitação, inédita no estado e realizada integralmente em território tocantinense, ocorre no auditório do Quartel do Corpo de Bombeiros Militar e tem como objetivo aprimorar a atuação de profissionais envolvidos na proteção de autoridades.
Com carga horária total de 230 horas/aula, o curso contempla conteúdos teóricos e práticos voltados à formação de agentes aptos a planejar, coordenar e executar ações de segurança institucional. A iniciativa busca fortalecer as capacidades operacionais e a integração entre as forças de segurança pública.
A turma é composta por 44 participantes de diferentes instituições, incluindo a Casa Militar do Tocantins, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Civil, Guarda Metropolitana de Palmas, Polícia Penal, além de representantes do Ministério Público e do Tribunal de Justiça. O curso também conta com a participação de profissionais dos estados da Bahia e do Piauí.
Durante a solenidade de abertura, o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Francinaldo Machado Bó, destacou a relevância da qualificação especializada para o fortalecimento da segurança institucional. Segundo ele, o curso representa um marco para o estado.
“O CSPA representa um avanço significativo para a Casa Militar e para a segurança pública do Tocantins. Estamos investindo na formação de profissionais altamente capacitados, promovendo a integração entre instituições e ampliando nossa capacidade de resposta diante dos desafios que envolvem a proteção de autoridades”, afirmou.
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A programação incluiu a palestra “Fundamentos da Segurança de Altos Dignitários e seus Principais Desafios Atuais”, ministrada pelo tenente-coronel de Infantaria Roberto Nunes Ribeiro Filho, comandante do 22º Batalhão de Infantaria Mecanizado do Exército Brasileiro em Palmas. Em sua apresentação, ele ressaltou a necessidade de constante atualização dos profissionais da área.
“A proteção de autoridades exige mais do que preparo operacional. É uma atividade que demanda planejamento detalhado, inteligência, antecipação de riscos e capacidade de adaptação a cenários cada vez mais complexos”, pontuou.
Representando os alunos, a capitão Julianne Vilela, do Gabinete Militar do Estado do Piauí, destacou a importância da troca de experiências entre as instituições participantes. “As expectativas são as melhores possíveis, tanto para aquisição de conhecimento quanto para replicar esse aprendizado em nosso estado”, disse.
A fase presencial do curso inclui disciplinas como tiro aplicado à proteção de autoridades, direção operacional, proteção aproximada, defesa policial, planejamento operacional, precursão, salvamento aquático e simulações integradas. As atividades foram estruturadas para proporcionar treinamento em cenários realistas, alinhados às demandas atuais da segurança institucional.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins