A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), reforçou as ações de monitoramento, vigilância e prevenção dos impactos provocados pelo período de estiagem, baixa umidade do ar e queimadas na capital tocantinense. As iniciativas são coordenadas pelo Programa Municipal de Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres (Vigidesastres).
Com a intensificação do período seco, o programa realiza o acompanhamento diário de indicadores ambientais, como temperatura, umidade relativa do ar e focos de queimadas, além de outros eventos que possam impactar diretamente a saúde da população.
Paralelamente, a Vigilância em Saúde monitora mensalmente doenças que tendem a se agravar neste período, com destaque para enfermidades respiratórias, cardiovasculares e outros problemas relacionados à exposição à fumaça e ao calor excessivo.
Com base nas informações coletadas, são elaborados relatórios situacionais a cada 15 dias, com análises do cenário ambiental e orientações direcionadas à população e aos serviços de saúde. Quando os indicadores atingem níveis de alerta — classificados como amarelo, laranja ou vermelho, são emitidos comunicados preventivos e desencadeadas ações específicas de resposta, com prioridade para grupos mais vulneráveis.
Além do monitoramento, a Semus também promove ações educativas em escolas e capacitações voltadas aos profissionais das Unidades de Saúde da Família (USFs), especialmente Agentes Comunitários de Saúde (ACS). O objetivo é ampliar a orientação à população sobre prevenção de queimadas, cuidados com a saúde respiratória e medidas de proteção durante o período de estiagem.
A superintendente de Vigilância em Saúde, Micheline Pimentel, destacou a importância da atuação preventiva. “Nosso trabalho permite acompanhar diariamente os indicadores ambientais e de saúde, antecipando riscos e orientando tanto os serviços quanto a comunidade. Essa atuação integrada fortalece a capacidade de resposta do município e contribui para minimizar os efeitos das queimadas, da fumaça e do calor intenso”, afirmou.
Instituído por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Município em 17 de junho de 2026, o Vigidesastres organiza as ações permanentes de monitoramento, prevenção e resposta a desastres naturais e tecnológicos, fortalecendo a preparação da capital para enfrentar os impactos típicos do período de seca.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins