Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri de Gurupi, no sul do Tocantins, pelo homicídio qualificado do policial civil Jean Carlos Teixeira, de 41 anos. O julgamento ocorreu entre sexta-feira, 26, e sábado, 27, e resultou em penas que, somadas, ultrapassam 38 anos de prisão em regime inicial fechado.
De acordo com a sentença, um dos condenados, de 32 anos, recebeu pena de 21 anos e 3 meses de reclusão. O outro, de 28 anos, foi condenado a 17 anos, 7 meses e 7 dias. Após a decisão, a Justiça expediu mandados de prisão, que já foram cumpridos por equipes da Polícia Militar.
Um terceiro réu no processo foi absolvido da acusação de homicídio, mas condenado pelos crimes de furto da arma de fogo da vítima e porte ilegal de arma.
O crime ocorreu na madrugada de 11 de março de 2022, em uma casa noturna na cidade de Gurupi, quando o policial civil foi morto a tiros. O caso gerou grande repercussão à época e mobilizou a Polícia Civil do Tocantins, que instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do assassinato.
A investigação foi conduzida pela 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (3ª DHPP) de Gurupi, que realizou diligências para esclarecer a dinâmica do crime, identificar os envolvidos e reunir provas que fundamentaram a denúncia do Ministério Público e a posterior condenação.
Segundo a Polícia Civil, o conjunto probatório produzido ao longo da investigação foi determinante durante o julgamento, contribuindo para demonstrar a responsabilidade dos acusados.
Após o cumprimento dos mandados de prisão, os condenados foram apresentados à autoridade policial e permanecem à disposição do Poder Judiciário para o cumprimento das penas.
O delegado regional de Gurupi, Joadelson Rodrigues Albuquerque, destacou que o resultado reforça a eficiência do trabalho investigativo. Segundo ele, nos últimos dois anos, todos os homicídios consumados e tentados registrados na área de atuação da unidade foram esclarecidos.
A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins afirmou, em nota, que a condenação representa uma resposta à sociedade e aos familiares do policial, evidenciando a importância da integração entre as forças de segurança, o Ministério Público e o Poder Judiciário no combate à criminalidade e à impunidade.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins