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Concursos

11/10/2018 às 18h13 - atualizada em 11/10/2018 às 19h32

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Alessandro Ferreira | Redação

PALMAS / TO

Polícia identifica 35 números de telefone que receberam gabarito do concurso da PM
Investigação conseguiu identificar 16 candidatos que participaram da fraude; os outros 19 não foram identificados. Concurso foi realizado em março e está suspenso por determinação da justiça
Polícia identifica 35 números de telefone que receberam gabarito do concurso da PM
Comandante da PM regulamenta uso de armas para policiais — Foto: Lia Mara/Governo do Tocantins

A Polícia Civil concluiu nesta semana o inquérito que investiga fraudes no concurso da Polícia Militar. Os delegados encontraram 35 números de telefone que teriam recebido os gabaritos das provas, em março deste ano. Dentre estes, a polícia conseguiu identificar 16 candidatos até agora. Os investigadores ainda descobriram de quem são os outros 19 números, pois muitos estavam cadastrados em nome de terceiros que não tiveram envolvimento com a fraude.


Além dos candidatos identificados, três pessoas foram apontadas como mentoras do esquema criminoso. Ao todo, 19 pessoas vão responder por associação criminosa e fraude em concurso público.


O portal de notícias Agência Tocantins entrou em contato com a Polícia Militar, o governo do Tocantins e a empresa responsável pelas provas e aguarda resposta. O concurso está suspenso desde março.


As investigações começaram depois que um aparelho celular foi encontrado no banheiro de um dos locais de prova em Araguaína durante as avaliações. Depois disso, a polícia executou a operação Aleteia e prendeu 14 pessoas. Entre elas o homem que seria o mentor da fraude: Antônio Ferreira Lima Sobrinho, o Antônio Concurseiro.


A partir desta operação os policiais apreenderam celulares e documentos que levaram a outros envolvidos na fraude. Ainda de acordo com o relatório, os candidatos que participaram da fraude e foram identificados fizeram as provas em Palmas, Araguaína e Araguatins.


A investigação foi concluída na última segunda-feira (8) e enviada para a 1ª Vara Criminal de Araguaína, norte do Tocantins.


O esquema


O relatório da polícia apontou que o esquema funcionava da seguinte forma: os candidatos que estavam participando da fraude seguiam as orientações de Antônio Concurseiro e outros membros da quadrilha para entrar nos locais de prova e seguiam direto para os banheiros, onde escondiam os celulares.


O líder do grupo e possivelmente outros membros faziam as provas com documentos falsos. Depois, preparava o gabarito e enviava as respostas por SMS nos momentos finais de aplicação das provas. A mensagem era recebida por outros membros do grupo e repassada para os candidatos.


Imagens de gabaritos circulam nas redes sociais — Foto Arte G1


O concurso


As provas do concurso foram aplicadas no dia 11 de março. Foram oferecidas 1 mil vagas para soldado e mais 40 para oficial da PM. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades.


O concurso também é composto por avaliação de capacidade física, avaliação psicológica, médica e odontológica e investigação social. A previsão inicial era que o resultado final de todas as etapas do concurso fosse divulgado em agosto deste ano.


O subsídio inicial durante o Curso de Formação de Oficiais é de R$ 4.499,52 e para o Curso de Formação de Soldados é de R$ 2.215,10.


Suspensão


O concurso da PM foi realizado em março deste ano, mas acabou sendo suspenso um mês depois, após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB).


Durante as investigações, o delegado José Anchieta de Menezes afirmou que todo o concurso pode ter sido prejudicado. Após a aplicação das provas fotos dos gabaritos e das provas circularam nas redes sociais.


Depois disso, o Ministério Público emitiu uma recomendação para que o concurso não seja retomado. Naquela ocasião, o promotor Adriano Cesar Pereira das Neves afirmou que investigações também estavam sendo feitas pela polícia em Palmas e Arraias.


 


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Comentários
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RAPIDINHAS
Postada em 27/01/2019 ás 01h28

Sobre o caso dos vereadores. Não quero entrar na questão de culpa ou inocência, até porque não cabe a mim esse julgamento, jogar pedra em quem está caído é muito fácil, e se tratando de amigos, um ato de covardia.

Vi no dia de ontem uma enxurrada de xingamentos contra eles, até de pessoas que já foram ajudadas por algum deles; deixo claro, não estou fazendo uma defesa dos supostos atos cometidos, mas quero exaltar o valor empatia, já pensou se fosse um de nós no lugar deles? Já pensou nossa família sofrendo com seu ente querido preso e ainda tendo de suportar essa enxurrada de xingamentos? Vou repetir o que falei acima: jogar pedra em quem está caído é fácil, e se tratando de um amigo, um ato de covardia.

A exposição de suas prisões trouxe sofrimento não só à eles que agora têm que ficar em uma cela de prisão, mas também aos seus familiares. Eles não mereciam passar pelo que passaram, apesar dos pesares, e antes de lançarmos um juízo de valor sobre o caso devemos saber que até agora eles são inocentes até que se prove o contrário, ainda não há um julgamento das autoridades competentes, eles são suspeitos? Sim, mas essa suspeita não nos dar o direito de condená-los. Esse senso de justiça desmedido e irracional não cabe, ou não deveria caber, em nossos dias.

Fica aqui minha solidariedade aos amigos: Antônio Feitosa, Antônio Barbosa, Antônio Queiroz, Ângela do Rapadura, Marcos da Igreja, Luizinha do Itamar, Neguin da Civil, Nildo Lopes, Ozeas Gomes e Vaguin.

 

Keops Mota

Postada em 17/01/2019 ás 15h53

A pergunta que se faz na capital é: quem é mesmo o governador do Tocantins?. Com o protagonismo exacerbado de Wanderlei Barbosa, Mauro Carlesse foi jogado ao ostracismo, lembrado apenas quando ocorre as  inúmeras trapalhadas do governo, onde o povo cai em cima dele com todo tipo de adjetivos, quando, na verdade, o governador de fato é Wanderlei Barbosa. Carlesse é o dono da caneta, mas só escreve o que é ditado por Wanderlei.

Keops Mota

Postada em 31/12/2018 ás 16h00

019 está chegando, e com ele vem também a incerteza de um governo que começou errado (pau que nasce torto nunca se endireita, já disse "cumpade" Washington) com tentativas de obstrução de justiça, aparelhamentos, escândalos e investigações, o que pode tirar do tocantinense a esperança de um ano feliz.

O cenário que se desenha com o governo carlesse é tenebroso, nada auspicioso. Podemos estar entrando (Deus permita que não) no pior momento de nossa história. O viés autoritário desse governo pode se elevar à níveis assustadores. Não tenha isso como um escrito de quem torce pelo pior, mas de um tocantinense preocupado com o futuro. Deus nos proteja.

Postada em 23/12/2018 ás 00h49

O Natal está chegando, e que com ele também venham a união, a paz, a alegria e o gozo de estarmos reunidos com nossa família comemorando o nascimento do maior homem da história: Cristo. Que cada pessoa  deixar brotar em seu coração a semente da paz, plantada pelo ilustre aniversariante. Boas festas. São os votos de: 

 

Keops Mota/Corespondente Agência Tocantins

Postada em 24/11/2018 ás 14h37

A coisa está ficando insustentável. Com o governo sofrendo investigações e seus aliados envolvidos em escândalos que vai de depósito ilegal de resíduos hospitalares à apologia à pedófilia, a única saída possível e honrosa diante de tanto descalabro, que só tende a aumentar, é a cassação.

Não podemos estar sob as ordens de um governo que está moralmente abaixo de nós. As denúncias de obstrução de Justiça, concessão de contrato sem licitação para uma empresa da família de um aliado que culminou em um crime ambiental e denúncia por supostos crimes eleitorais já são fatos suficientes para que não tenhamos esse governo como legítimo.

 

Keops Mota

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