Terça, 11 de dezembro de 2018
63 98500 8112
Política

04/12/2018 às 22h20 - atualizada em 05/12/2018 às 08h26

19.432

Alessandro Ferreira | Redação

PALMAS / TO

MPF dá parecer pela cassação de Mauro Carlesse e seu vice Wanderlei Barbosa
Procuradoria pede também que os dois e a ex-presidente da ATS Roberta Castro sejam declarados inelegíveis em eleições nos próximos oito anos.
MPF dá parecer pela cassação de Mauro Carlesse e seu vice Wanderlei Barbosa
Governador Mauro Carlesse (PHS), durante entrevista - Foto: Divulgação

O procurador regional eleitoral Álvaro Manzano, em parecer encaminhado nesta terça, 4, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO) pede a cassação do mandato do governado Mauro Carlesse (PHS) e seu vice, Wanderlei Barbosa (PHS). Ele também inclui no pedido a ex-presidente da Agência Tocantinense de Saneamento (ATS), Roberta Castro. Manzano pede também que o Tribunal Regional declare a inelegibilidade dos três para as eleições realizadas nos próximos 8 anos. 


O texto foi protocolado na Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ajuizada nas eleições suplementares deste ano pelo senador Vicentinho Alves (PR). Após as eleições de outubro, quando perdeu o mandato no Senado, ele desistiu da ação e o MPF a assumiu. O processo apura a suspeita de compra de apoio político através de emendas parlamentares e convênios, utilização de bens públicos móveis e imóveis, pagamento irregulares de despesas de exercícios anteriores e uso promocional de serviços de caráter social custeados pelo Poder Público.


Manzano aponta como prova empenhos (reserva no orçamento) no valor de R$ 7,9 milhões em emendas parlamentares e convênios para festas em municípios práticas que “desequilibraram o pleito eleitoral”. 


Segundo a Procuradoria, que vários prefeitos municipais “mudaram de lado” na campanha “após o recebimento de recursos através de termos de cooperação e convênio”.


A procuradoria também sustenta que o Palácio Araguaia foi usado para realização de diversas reuniões de campanha “em evidente quebra da isonomia no processo democrático” e dois veículos modelo Siena alugados para o Estado foram usados na campanha eleitoral. Em outro ponto, lembra decisão judicial obrigando o Executivo a efetuar pagamentos prioritários. No entanto, diz ele, o Estado “realizou o pagamento de diversas despesas de exercícios anteriores, sem qualquer característica de prioritários” com a intenção de criar ambiente favorável à reeleição de Carlesse.


Por fim, Manzano aponta ainda a produção de um vídeo gravado no interior do estado em que a ex-presidente da Agência Tocantinense de Saneamento (ATS), Roberta Castro inaugura um poço artesiano acompanhada de lideranças políticas. Manzano pede as mesmas sanções à ex-presidente, que foi exonerada em novembro.


Defesa vê improcedência


Um dos advogados do governador Mauro Carlesse, Juvenal Klayber, afirma que seu cliente será inocentado quando ocorrer o julgamento do processo pelo Tribunal Regional.


“Respeitamos o parecer do PRE, mas as provas dos autos não deixaram margem a dúvidas de que não houve qualquer ilícito. Confiamos de que o Colegiado do TRE julgará improcedente a AIJE”.


No parecer, a Procuradoria pediu a absolvição dos secretários Sandro Armando (Fazenda e Planejamento), Claudinei Quaresemin (Infraestrutura) e do presidente da Redesat, Wagner Coelho, além do prefeito de Darcinópolis, Jackson Marinho (PTB). A relatora da ação é a desembargadora e corregedora Ângela Prudente que deve abrir vistas para as alegações finais antes do julgamento.


 


Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do Agência Tocantins no (63) 9 8500-8112

O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas. A qualquer tempo, poderemos cancelar o sistema de comentários sem necessidade de nenhum aviso prévio aos usuários e/ou a terceiros.
Comentários
Veja também
RAPIDINHAS
Postada em 24/11/2018 ás 14h37

A coisa está ficando insustentável. Com o governo sofrendo investigações e seus aliados envolvidos em escândalos que vai de depósito ilegal de resíduos hospitalares à apologia à pedófilia, a única saída possível e honrosa diante de tanto descalabro, que só tende a aumentar, é a cassação.

Não podemos estar sob as ordens de um governo que está moralmente abaixo de nós. As denúncias de obstrução de Justiça, concessão de contrato sem licitação para uma empresa da família de um aliado que culminou em um crime ambiental e denúncia por supostos crimes eleitorais já são fatos suficientes para que não tenhamos esse governo como legítimo.

 

Keops Mota

Postada em 08/11/2018 ás 12h55

Carlesse mente

Mauro valesse queria apenas poder sobre os bois e idiotas do Tocantins.

Depois de eleito Mauro Carlesse se tornou soberbo e arrogante e recebe apenas pessoas ligadas ao agrobusiness.

Valesse não é aquele homem humilde e correto que imaginávamos,Ele é um lobo branco disfarçado de ovelha e ao que parece será bem pior que Marcelo Miranda e não vai se sustentar no poder.

Mauro Carlesse prometeu defender e respeitar os funcionários públicos perseguidos e humilhados por Marcelo Miranda,e quando chegou ao poder virou as costas para os humildes e dá ouvidos apenas a deputados que compraram votos por 500 mil.

Mauro Carlesse nada faz pela segurança falida do Tocantins e virou suas costas largas para a saúde ferida dos tocantinenses.

Mauro Carlesse ficou neutro surdo burro e mudo quanto a Bolsonaro,e agora quer ser beneficiado.Quem é Mauro Carlesse? AINDA SABEREMOS.

Postada em 22/10/2018 ás 22h02

O Estado do Tocantins terá que promover demissões em massa se quiser se enquadrar na LRF. Carlesse estará entre deixar os contratos dos deputados e reorganizar as contas públicas]

Um levantamento publicado na Folha de São Paulo feito pela ex-secretária da fazenda de Goiás, Ana Carla Abraão, e com base nos dados do Tesouro Nacional e dos entes da Federação dá conta de que o Tocantins gasta com pessoal 71,4% de toda a sua receita.

Há alguns dias o governo do Estado havia dito que que o gasto com a folha de pagamento chega a um pouco mais 58%. Mas conforme o levantamento publicado na Folha de São Paulo esse número pode estar sendo maquiado, pois, segundo a reportagem, o gestor não considera alguns gastos como receitas com despesas com pensões, obrigações patronais e auxílios, o que coloca esse número muito mais acima do divulgado.

O Tocantins está à beira do abismo; somente uma reforma estrutural de proporções gigantescas pode tirá-lo desse precipício. Mas reduzir a folha de pagamento também implica em mexer com interesses políticos dos deputados estaduais. Os acordos firmados no período eleitoral coloca o governador Mauro Carlesse em uma verdadeira sinuca de bico, de um lado os antigos aliados que lutarão para manter seus contratos, e de outro os que vieram depois que lutarão para colocar os seus.

Com mais de 71% das receitas comprometidas com a folha de pagamento já estamos perto do caos, se ceder às pressões dos deputados e aliados políticos o caos irá nos engolir, por outro lado se agir com responsabilidade e promover demissões e não contratar tão cedo, o governador irá retomar o caminho do desenvolvimento, o Tocantins se tornará um canteiro de obras e teremos pleno emprego. Se tomar a segunda decisão possa ser que os deputados se sintam traídos e tentem boicotar o governador na AL/TO.

O Governador está entre a cruz e a espada.

Postada em 06/10/2018 ás 17h46

Amanhã iremos às urnas para decidir quem será nosso o proximo  governador,  2 Senadores,  8 Deputados Federais e 24 Deputados Estaduais. Temos que escolher bem, para que não possamos cair novamente em outra onda de instabilidade.  Ainda não nos recuperamos da primeira, logo veio outra e não podemos correr o risco de termos uma terceira, que será o decreto do fim do Estado do Tocantins, por isso, é imprescindível que você antes de digitar os números de seus candidatos pense no futuro do seu filho.

Postada em 29/09/2018 ás 09h30

O Tocantins está caindo em mais uma insegurança política e jurídica. Será a terceira vez que um governador é cassado no Tocantins: duas vezes com Marcelo Miranda e uma provável com Carlesse.

Os crimes que cassaram Marcelo Miranda e podem cassar Carlesse são os mesmos: abuso de poder econômico e político. Essas inseguranças jurídicas e políticas ocasionadas pelo desejo do poder pelo poder causam um mal ao tocantinense de bem, empresas fogem do Estado, desemprego aumenta e a miséria se alastra em solos tocantinenses.

Não aguentamos mais uma cassação, isso será o decreto do fim do Tocantins. Dia 7 de Outubro não pense no agora, pense no futuro, e no desgaste que um mandato interrompido causa. Precisamos de melhorar a economia do Tocantins para melhorar a vida do tocantinense, Carlesse com essa insegurança jurídica não garante isso.

 

Kelps Mota

Facebook
© Copyright 2018 :: Todos os direitos reservados - Agência Tocantins - Contatos: (63) 98500-8112 – Email: [email protected]