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No Dia Mundial do Livro, Cidadania e Justiça realiza entrega de livros às custodiadas da Unidade Penal Feminina de Palmas

A entrega das obras literárias, doadas pelo Depen, tem como objetivo fomentar a remição da pena pela leitura nas Unidades Penais do estado.

23/04/2021 às 16h47
Por: Alessandro Ferreira Fonte: SECOM / TO
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A entrega das obras literárias, doadas pelo Depen, atenderá as 30 Unidades Penais do Estado – Foto: Marcos Miranda/Governo do Tocantins
A entrega das obras literárias, doadas pelo Depen, atenderá as 30 Unidades Penais do Estado – Foto: Marcos Miranda/Governo do Tocantins

Em alusão ao Dia Mundial do Livro, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça, por meio da Superintendência de Administração dos Sistemas Penitenciário e Prisional, promoveu nesta sexta-feira, 23, a entrega de livros doados pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen) à Unidade Penal Feminina (UPF) de Palmas. No total são mais de 700 livros doados pelo Departamento, que serão entregues também aos demais estabelecimentos penais do estado com o objetivo de fomentar a remição da pena pela leitura.

De acordo com a gerente de Reintegração Social, Trabalho e Renda ao Preso, Renata Keli Marinho, estimular a leitura e valorizar a prática dentro do Sistema é uma das metas do Plano Estadual de Educação em Prisões. “Esse tem sido nosso compromisso desde que assumimos, pois as leituras livres e por remição beneficiam os custodiados. Hoje temos 12 unidades penais atendidas com o ‘Projeto RPL’ (remição pela Leitura). As Unidades de Paraíso, Palmeirópolis, Barrolândia e Araguatins serão as próximas a receberem as atividades”, afirmou.

O Policial Penal, Filipe Tomazi, que coordena o Projeto de Remição Pela Leitura nas Unidades do Estado, avaliou a ação e os resultados que a iniciativa gera no ambiente carcerário. “A leitura no contexto penal é de suma importância, uma vez que possui papel fundamental para o desenvolvimento cognitivo do preso, quanto à questão de sua remição de pena e reintegração social. Essa parceria com o Depen é de grande valia, sobretudo nesse cenário pandêmico, já que essa oferta é uma atividade para ser praticada intramuros”, explicou.

A agente Analista em Execução Penal, Aldeny Araujo Abreu, que é pedagoga, afirmou que a leitura deve ser estimulada nas prisões. “A leitura liberta, estimula a criatividade, exercita a memória além de proporcionar o desenvolvimento do intelecto e da imaginação, promovendo a aquisição de conhecimento. Aqui na Unidade Penal Feminina de Palmas, há o projeto de remição de pena pela leitura com apoio do Conselho da Comunidade e da ULBRA. Atualmente, todas as nossas 48 custodiadas participam”, disse.

Para a interna T.P.O, a ação valoriza a pessoa privada de liberdade e quebra o estereótipo de que quem está preso não tem interesse pela leitura. “A verdade é que gosto de ler e minhas companheiras de cela também. É muito importante receber esse livro”, falou.

Depen

De acordo com a coordenadora de Educação, Esporte e Cultura do Depen, que está à frente da doação dos livros literários para o Sistema Prisional brasileiro, é uma grande conquista para a Educação no contexto carcerário. “Os livros possuem importante papel no desenvolvimento do sujeito, melhoram a capacidade crítica e reflexiva, ampliam a visão de mundo. Nesse sentido, propiciar o acesso à literatura às pessoas que cumprem pena é um processo que o Depen tem investido a fim de difundir cada vez mais essa prática. E isso somente acontece pela parceria com as secretarias estaduais responsáveis pela administração prisional que atuam na ponta e estão conosco nessa ação”, concluiu.

“Andorinhas reinventam a prisão”: obra produzida com participação dos servidores e custodiados do Sistema Penal.

Além do estímulo à leitura por meio dos volumes recebidos com doação, o Sistema Penal tocantinense, em parceria com instituições de ensino, desenvolve outros projetos de estímulo à educação e ao hábito da leitura nas Unidades Penais. Um dos frutos dessas ações é o livro “Andorinhas reinventam a prisão”, composto por 65 textos, lançado em abril deste ano.

Segundo a professora da Universidade Federal do Tocantins, Aline Campos, organizadora do livro, “alguns textos da publicação são relatos de experiências, outros reflexões e há também histórias ficcionais escritas pelos homens que cumprem pena de privação de liberdade”, contou a educadora.

O livro “Andorinhas reinventam a prisão”, pode ser acessado na íntegra por meio do link.

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