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Polícia RIO DE JANEIRO RJ

Dr. Jairinho é acusado de agredir menina em motel

Menina conta que na época tinha entre três e cinco anos e que vereador a deixou nua no chuveiro e depois a espancou

02/05/2021 16h51
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Por: Edson Gilmar Fonte: IG
Dr. Jairinho, vereador do Rio de Janeiro - Renan Olaz/CMRJ
Dr. Jairinho, vereador do Rio de Janeiro - Renan Olaz/CMRJ

A Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), ouviu o depoimento da menor K., que na época deveria ter entre três e cinco anos, sobre um dos locais em que foi levada pelo Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho . As informações foram apuradas pelo jornal O Dia.

Um lugar com parece escura, com uma cama, tinha uma TV, banheiro e uma piscina na área externa. Para entrar no local, era preciso abaixar a cabeça dentro do carro. Em uma possível descrição de um motel , K. Diz que foi obrigada a ficar sem roupa, entrar em um chuveiro e teve sua cabeça jogada contra a quina da parede diversas vezes por Jairinho. Ele vestia apenas uma sunga e não cometeu abuso sexual, segundo a jovem.

Com depoimento prestado no dia 23 de abril, a menina, que tem agora 13 anos, falou sobre as agressões praticadas por Jairinho entre 2010 e 2013, um dos episódio teria deixada a menina com o braço engessado. Na época, sua mãe N., que tinha 19 anos, namorava com o vereador.

Relatos estão presentes no relatório policial enviado para o Ministério Público, na sexta-feria (30). Eliza Fraga, promotora do caso, denunciou Jairinho por tortura majorada. Depoimento foi prestado a um policial especializado, segundo a Lei Federal 13.341/2017. O modelo de interrogatório ‘Peace' foi selecionado com o intuito de realizar um interrogatório humanizado e tem os seguintes fundamentos:

"Evitar perguntas sugestivas, utilização de perguntas abertas, permitir o relato livre e espontâneo, tratar o entrevistado com cordialidade e estabelecer confiança", declara trecho do documento.

Relatório, de 67 páginas, não tem o depoimento completo de K., porém, ressalta em curtas frases o que a jovem contou para as autoridades."Ele me batia; me afogava; falava que eu atrapalhava ele e a minha mãe; batia com a minha cabeça nos lugares; me chutava; me afogava assim, por cima; torcia o meu braço; me levava para os lugares, lá ele me batia", escreveu um agente, sobre as agressões relatadas.

Sobre os episódios de agressão relacionada a lugares específicos, K. declarou que: "ele entrava de carro; mandava eu ficar abaixada, debaixo do banco dele; ele entrava, tinha um quarto, tinha uma cama, na parte de fora tinha uma piscina; ele me afogava lá na piscina, no chão, com o pé (quanto a isto, K. apontou para região da própria barriga, como sendo a região na qual Jairinho colocava o pé); tinha parede escura; tinha cama, tv; ele batia a minha cabeça na quina da piscina; eu ficava no chão da piscina; jogava eu na piscina; ele entrava, jogava eu no chão da piscina, pisava, assim (K. fez movimentos com a própria perna), eu ficava debaixo d'água". 

Disse que em pelo menos duas vezes, Jairinho a afastou de outras pessoas e uma das ocasiões foi de madrugada. "Ele tinha uma casa, tinha uma sauna, fora da casa; tinha um jardim. Eu me lembro que ele me levou lá de madrugada". Os investigadores acreditam que ela esteja se referindo a cada de Mangaratiba, local onde Jairinho viajava com sua mãe. Fotos registram momentos com K, na casa, em que eles aparecem próximos a um lago.

Os agentes acreditam que essa casa seja a de Mangaratiba, para onde Jairinho viajava com a mãe da menina. Fotos mostram o casal com K. na residência, como uma em que eles estão próximo a um lago. Sua mãe, N., também prestou depoimento para a polícia e contou que em uma ocasião em Mangaratiba, Jairinho havia lhe dado remédio para dormir.

Ele ficou desconfiada de que ele poderia fazer alguma ligação para a ex-mulher e fingiu estar adormecida. Em seguida, ao levantar da cama, presenciou Jairinho segurando sua filha pelos dois braços no sofá. Ao questionar Jairinho sobre o que aconteceu, ele disse estar ajudando K. ”Ela teve um pesadelo, não foi K.?!". A filha, com medo, concordou.

Ainda de acordo com o depoimento, a menina conta que uma vez estava brincando no shopping e ele a levou para o estacionamento, e a colocou no carro. Criança conta que não se recorda da situação de madrugada e nem da do shopping. Porém, lembra das frases em que ele dizia antes de bater nela .

"Antes ele falava que eu atrapalhava muito ele e a minha mãe; que a relação deles seria mais fácil sem eu no meio; que eu atrapalhava a minha mãe em tudo; era sempre antes (referindo-se às agressões)", ressalta outro trecho do documento.

Frases são parecidas com as contadas pelo menino Henry Borel, morto por espancamento com apenas quatro anos, no apartamento do vereador no dia 8 de março . Henry chegou a ligar para mãe, Monique Medeiros, após ficar aproximadamente 10 minutos trancado com Jairinho, em um dos episódios de agressão.

Menino chegou a comentar com babá que tinha apanhado no quarto e ao ligar para sua mãe, perguntou: "Mãe, eu te atrapalho? O tio disse que eu te atrapalho”. Monique, em seguida, liga para questionar Jairinho e diz para ele nunca mais dizer uma coisas dessas para seu filho. A polícia declarar que não há duvidas de que ela sabia das agressões.  Ela e Jairinho estão presos desde 8 de abril como os principais suspeitos da morte do menino.

A menina K. contou somente um ano depois para sua mãe sobre as agressões sofridas, após o término do relacionamento. No momento, ela assistia ao programa ‘Fala que eu te escuto’, da TV Record, que abordava o tema sobre violência contra crianças e com isso, ela relembrou e desabafou o que havia sofrido.

Quando sua mãe ainda namorava Jairinho, sua avó tinha proibido a menina de conviver com ele, pois ela notou o comportamento assustado e nervoso da neta com o vereador, que assim como Henry, vomitava e chorava com a sua presença.

De acordo com o investigador que ouviu o depoimento de K, disse que a menina "apresentou relatos que não denotam que foi sugestionada influenciada ou preparada por terceiros. Apresentou, durante as declarações, reações emocionais involuntárias, observados através do tom de voz, expressão facial, gesticulações e expressões corporais, demonstrando que o tema a mobilizava (...) e ainda durante a oitiva não compareceram elementos relatados como contraditórios ou dissimulados”.

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