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Especiais CRIANÇAS VULNERÁVEIS

Famílias de Araguaína passam por capacitação para acolherem crianças temporariamente

Sete cadastrados iniciaram curso do Serviço Família Acolhedora para cuidar de meninos e meninas até que possam voltar para suas casas ou sejam incluídos em programa de adoção

28/05/2021 15h25
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Por: Alessandro Ferreira
O primeiro encontro com as famílias aptas para a primeira capacitação foi realizado no último dia 25.
O primeiro encontro com as famílias aptas para a primeira capacitação foi realizado no último dia 25.

O Serviço Família Acolhedora, da Prefeitura de Araguaína, iniciou nesta semana capacitação para novas famílias que irão acolher de forma temporária crianças de 0 a 6 anos de idade em situação de vulnerabilidade social. O primeiro curso contou com sete famílias já inscritas no treinamento e faz parte da fase de preparo técnico dessas pessoas para acolhimento na cidade. 

Famílias que desejem adotar de forma temporária podem se inscrever para participar do serviço. Esses núcleos familiares que atendem aos requisitos iniciais são avaliados por uma equipe de profissionais e capacitadas para acolher a criança. 
 
Após avaliação e capacitação, as famílias recebem em suas residências crianças  afastadas do convívio familiar por medida de proteção ou pelo fato de a família se encontrar temporariamente impossibilitada de cumprir suas funções de cuidado e proteção.  
 
Capacitação

O primeiro encontro com as famílias aptas para a primeira capacitação foi realizado no último dia 25, no auditório da Biblioteca Pública Municipal. Os novos candidatos tiveram palestras com profissionais sobre o acolhimento familiar e suas especificidades dentro dos critérios estabelecidos.

Participaram do encontro o representante do Conselho Tutelar, Raimundo Cardoso; coordenadora das casas de acolhimento Ana Caroline Tenório e Lar, Giliana Zeferino Leal Mendes; e equipe técnica do Serviço Família Acolhedora: coordenadora Jorseli Rosa, psicóloga Maysa Lima, diretora de Proteção Social Especial, Jocélia Alves, e a assistente social, Lorena Lages. 

A coordenadora Jorseli Rosa ressaltou que o trabalho inicial inclui as primeiras informações da equipe técnica e do Conselho Tutelar. "Trabalhamos em etapas de preparação e esse início são as primeiras informações, não escolhemos as crianças, e sim as famílias, e esse trabalho é contínuo e não tem fim, quanto mais despertar o interesse social, melhor".

Oportunidade para cuidar

O morador do Setor Lago Sul Bruno Vítor Silva, casado com Carllyane Valentim,  destacou que a oportunidade de poder ajudar uma criança é importante. "É uma oportunidade para o acolhido e para quem vai acolher, a família acolhedora vai ter oportunidade de cuidar e dá um ambiente saudável. O momento é importante, a palavra que define é felicidade, a criança necessita de suprimento, isso é valioso".

Na avaliação do conselheiro tutelar Raimundo Cardoso, foi uma experiência singular a participação do órgão na capacitação. "A família acolhedora é pautada pelo ECA e pelas diretrizes internacionais de reintegração familiar de crianças e adolescentes. O serviço garante a convivência comunitária da primeira e segunda infância, parabenizo a Assistência Social e toda a gestão".
 

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