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Há 40 anos, o Saint-Étienne vencia o Francês pela décima vez: o último título do maior campeão

Dono de 10 títulos no Campeonato Francês, o Saint-Étienne levou sua última taça em 2 de junho de 1981

03/06/2021 01h05
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Por: Edson Gilmar Fonte: Trivela
Time do Saint-Étienne campeão em 1980 – Foto: Divulgação
Time do Saint-Étienne campeão em 1980 – Foto: Divulgação

Nas últimas décadas, o Campeonato Francês atravessou períodos de conquistas em série por parte de alguns clubes. Entretanto, seu maior campeão levantou a taça pela última vez há exatos 40 anos. Comandado por um nome histórico do clube como jogador e treinador, Robert Herbin, e contando com um timaço que reunia vários astros dos Bleus e ponteado por Michel Platini, o Saint-Étienne venceu uma acirrada disputa ponto a ponto com o Nantes e soltou pela décima vez o grito de campeão na última rodada, ao derrotar o Bordeaux.

As origens

Fundado em 1919 por funcionários da rede de supermercados Casino, sediada na cidade, o clube adotou o nome atual ao se profissionalizar, em 1933. Naquele mesmo ano foi admitido na nova liga francesa e disputou a segunda divisão ao longo daquela década até obter o acesso à elite em 1938. Sua estreia na primeira divisão foi boa, terminando com um quarto lugar. Porém, logo em seguida o futebol seria interrompido no país devido à Segunda Guerra Mundial, só retornando ao fim do conflito para a temporada 1945/46.

 

Nesta edição do retorno do campeonato, os Verts (a cor do uniforme era emprestada da empresa que deu origem ao clube) subiram mais alguns degraus chegando ao segundo posto, a um ponto do campeão Lille. Mas o primeiro caneco oficial só viria quase uma década depois, em 1955, com a conquista da Copa Charles Drago, espécie de torneio de consolação entre os eliminados da Copa da França. Apesar da natureza secundária da competição, foi a vitória que preparou o terreno para o primeiro título da liga, na temporada 1956/57.

Líder quase de ponta a ponta e campeão com quatro pontos de folga sobre o Lens e seis à frente do Stade de Reims, o time do Saint-Étienne apresentava como destaques o goleiro Claude Abbes, da seleção francesa, o meia holandês Kees Rijvers e na frente a dupla formada pelo franco-argelino Rachid Mekhloufi e pelo camaronês Eugène N’Jo Léa. Porém, pouco depois da segunda conquista da Copa Charles Drago, em 1958, o técnico Jean Snella (ex-jogador dos Verts e no cargo desde 1950) deixou o clube, que entrou num rápido declínio.

 

A fase descendente culminou em seu primeiro rebaixamento ao fim da temporada 1961/62, na qual o clube terminou em 17º entre 20 clubes numa edição em que os quatro últimos caíam. Curiosamente, naquele mesmo ano o Saint-Étienne venceria também pela primeira vez a Copa da França, derrotando na final o Nancy por 1 a 0. Assim, em 1962/63, ao mesmo tempo em que jogava a segunda divisão francesa (e conquistaria o acesso como campeão), disputava também da Recopa Europeia, caindo nas oitavas de final.

 

E o clube aproveitou o embalo da campanha na divisão de acesso: novamente sob o comando de Jean Snella, o Saint-Étienne disparou na liderança da liga em seu retorno à elite e conquistou pela segunda vez o título máximo nacional. Naquele momento, já estavam no clube dois nomes que se tornariam fundamentais, dentro e fora de campo, para que os Verts se colocassem como uma potência no futebol francês: o empresário Roger Rocher, eleito presidente do clube em abril de 1961, e Robert Herbin, meio-campista e futuro técnico.

 

Antigo trabalhador das minas de carvão da região do Loire, onde fica o clube, Rocher se tornou um rico executivo ao herdar o comando da empreiteira da família. E logo chegaria a acionista e presidente do Saint-Étienne, seu time de coração. Frasista de língua afiada, era grande motivador de seus jogadores e fomentador de rivalidades. Em 1969, no início de um período de disputas com o Olympique de Marselha, disse a Marcel Leclerc, mandatário do OM: “Você me conhece há três anos e sempre que te vejo é pelo retrovisor”.

 

Mas seu grande “alvo” era mesmo o rival local Lyon, então muito atrás dos Verts em termos de competitividade. “No futebol, Saint-Étienne será sempre a capital e Lyon sua periferia”, era uma de suas frases. “O Saint-Étienne é a locomotiva e o Lyon são os vagões”, alfinetava. Enquanto isso, o time caminhava para levantar seu terceiro título da liga na temporada 1966/67, simbólica sob muitos aspectos. A começar por ser a última com Jean Snella no comando. E ainda por consagrar na equipe uma nova geração de talentos.

 

Robert Herbin seguia intocável entre os titulares, agora na defesa, assim como o veterano Rachid Mekhloufi no meio-campo, setor onde Aimé Jacquet também se firmara com o tempo. Mas desta vez eles tinham a companhia de nomes como o lateral-direito Bernard Bosquier, o armador Jean-Michel Larqué, o ponta-de-lança Georges Bereta e o goleador Hervé Revelli, que terminaria como o artilheiro do campeonato com expressivos 31 gols – o último deles nos 3 a 0 que decretaram o descenso do Stade de Reims, antiga potência nacional.

A criação da hegemonia

E o novo técnico para o lugar de Snella seria exatamente o homem que levara o Reims a se tornar o clube francês de maior prestígio no continente na segunda metade da década anterior: Albert Batteux, resgatado do ostracismo no pequeno Grenoble, da segunda divisão. Com seu experiente comandante, os Verts emplacariam um inédito tetracampeonato nacional, completando ainda a dobradinha ao conquistar também a Copa da França nas temporadas 1967/68 e 1969/70. Teria início ali seu grande período de hegemonia nacional.

 

Incorporando ao seu elenco de astros bons nomes como o goleiro Georges Carnus (da seleção francesa) e o atacante malinês Salif Keïta, o Saint-Étienne não deu chance aos adversários naquele quadriênio. Por duas vezes (em 1967/68 e 1969/70) levantou a liga com 11 pontos de vantagem sobre o segundo colocado – marca expressiva numa época em que a vitória valia dois pontos. E embora não refletisse essa hegemonia em grandes resultados europeus, chegou a eliminar o Bayern de Munique na Copa dos Campeões de 1969/70.

 

Os bávaros já começavam a se firmar como potência na Bundesliga e contavam com a lendária espinha dorsal formada por Sepp Maier, Hans-Georg Schwarzenbeck, Franz Beckenbauer e Gerd Müller. E o sorteio levou-os a cruzar com os Verts logo na primeira fase da principal competição europeia. Na ida em Munique, vitória do Bayern por 2 a 0. Na volta no estádio Geoffroy Guichard, uma épica remontada: Revelli abriu o placar logo aos dois minutos e ampliou no início da etapa final, antes de Keita fechar em 3 a 0 a nove minutos do fim.

 

A perda da liga para o Olympique de Marselha em 1970/71 e a queda para o sexto lugar no ano seguinte levaram a uma profunda reformulação. Batteux deixou o cargo, e o clube decidiu apostar num nome que já estava em casa para o comando: Robert Herbin, que acabara de pendurar as chuteiras aos 33 anos. E ele intensificaria o trabalho de base, mesclando jovens talentos a nomes experientes que ficavam e a alguns pontuais reforços importados. O resultado foi o resgate da hegemonia nacional a partir da temporada 1973/74.

 

Naquele título que iniciaria um tricampeonato francês, Larqué, Bereta e Hervé Revelli integravam a trinca dos experientes. Os reforços trazidos do exterior eram o goleiro iugoslavo Ivan Ćurković (Partizan) e o zagueiro argentino Oswaldo Piazza (Lanús). E entre os talentos feitos em casa, nomes como o zagueiro Christian Lopez, o lateral Gérard Farison, o armador Dominique Bathenay e o atacante Patrick Revelli (irmão mais novo de Hervé), além de outros que despontariam mais tarde, como Dominique Rocheteau e Gérard Janvion.

 

Brilhando na Europa

A conquista viria com oito pontos de vantagem sobre o Nantes, numa temporada em que o time que marcasse três ou mais gols num jogo ganharia um ponto extra. E veio acompanhada de outro título da Copa da França, batendo o Monaco na final por 2 a 1. Uma nova dobradinha chegaria em 1974/75, na temporada que marcou ainda a primeira grande campanha europeia dos Verts, alcançando a semifinal da Copa dos Campeões e caindo para o velho conhecido Bayern após despachar Sporting, Hajduk Split e Ruch Chorzów.

 

Mas o auge viria na temporada 1975/76, quando, além de confirmar o tricampeonato (seu nono título francês, distanciando-se ainda mais na condição de maior campeão nacional, a qual havia alcançado já em 1970), o time de Robert Herbin se tornou o primeiro clube francês a disputar a decisão da Copa dos Campeões desde o Reims em 1959. No caminho, eliminou o KB Copenhague, o Rangers, empreendeu outra remontada épica contra o forte Dynamo Kiev de Oleg Blokhin e, por fim, despachou o PSV Eindhoven nas semifinais.

 

Na decisão disputada no Hampden Park de Glasgow, o adversário seria novamente o Bayern de Munique. No primeiro tempo, o Saint-Étienne atacou mais e criou mais chances, entre elas duas oportunidades incríveis em que a bola acertou o travessão e quicou fora do gol: a primeira num chutaço de Bathenay e a segunda numa cabeçada do meia Jacques Santini. Na etapa final, porém, numa cobrança de falta perto da área, Beckenbauer rolou para Franz Roth, que acertou o canto das redes de Ćurković, decretando a vitória bávara por 1 a 0.

 

Ao apito final, alguns jogadores dos Verts chegaram a chorar ainda em campo, inconformados com a derrota e o azar nas finalizações. Mas a recepção por parte da torcida foi calorosa na volta à França, que incluiu um aclamado desfile da delegação pela avenida Champs Élysées, em Paris. E a partida entrou para o anedotário do futebol do país como o “jogo das traves quadradas”, em alusão ao antiquado formato das balizas do estádio escocês, então já substituídas pelas arredondadas na maioria dos estádios europeus.

O Saint-Étienne ainda chegaria às quartas do torneio na campanha seguinte. Após eliminar CSKA Sofia e PSV, o adversário seria o Liverpool de Bob Paisley. Na França, um gol de Bathenay deu a vitória aos Verts por 1 a 0. Já na volta, Keegan colocou os Reds em vantagem logo no início, mas Bathenay marcou de novo com um belo chute silenciando Anfield. O estádio, porém, novamente se inflamaria com um gol de Ray Kennedy. E a classificação dos ingleses viria com o gol de David Fairclough fazendo 3 a 1 a seis minutos do fim.

 

Sem conseguir alcançar um novo tetracampeonato (terminou apenas em quinto na liga, bem atrás do campeão Nantes), o Saint-Étienne salvou a temporada levantando mais uma vez a Copa da França ao vencer o Stade de Reims por 2 a 1 de virada nos minutos finais. Mas aquele fim de década passaria em branco em conquistas. Em 1978, o Monaco levaria a taça tal qual os próprios Verts em 1964, vindo de uma temporada na segundona. O Strasbourg seria o campeão-surpresa em 1979. E o Nantes faturaria de novo em 1980.

 

Ainda sob o comando de Robert Herbin, o Saint-Étienne se reformulava. Larqué seria o primeiro a sair, tomando o rumo do Paris Saint Germain após o título da copa. Bathenay seguiria o mesmo caminho no ano seguinte, quando as mudanças se intensificaram. A temporada 1977/78, algo decepcionante (apenas sétimo na liga), também seria a derradeira do meia Christian Synaeghel, negociado com o Metz, e ainda dos irmãos Revelli: Patrick seguiu para o Sochaux e o veterano Hervé foi jogar no futebol suíço pelo Chênois.

 

Já em meados de 1979, o zagueiro Oswaldo Piazza retornava à Argentina para defender o Vélez Sarsfield, enquanto o atacante Bernard Lacombe, nome de seleção trazido do rival Lyon no ano anterior, era negociado com o Bordeaux após uma única temporada nos Verts. Outro que deixava o clube era o ponta-esquerda Christian Sarramagna para o Montpellier, da segunda divisão. E em 1980, o atacante Dominique Rocheteau (mais um talento formado no clube) sairia do Geoffroy Guichard para reencontrar Bathenay no Paris Saint Germain.

Um elenco remodelado

Assim, ao início da temporada 1980/81, o elenco abarcava apenas cinco remanescentes da última conquista da liga. Um deles era o goleiro Ćurković, que aos 36 anos seguia como titular. Porém, após falhar nos três primeiros jogos da liga, o iugoslavo perderia o posto para Jean Castaneda, 13 anos mais jovem, formado no clube, há quatro anos no elenco principal e que pedia passagem, destacando-se ao ponto de estrear pelos Bleus ainda naquela temporada, num amistoso contra a Espanha em Madri, em fevereiro de 1981.

 

Na defesa havia mais dois remanescentes. Nascido na Martinica, o versátil Gérard Janvion podia atuar nas duas laterais (naquela temporada seria o dono do lado esquerdo) e ainda como central ou volante. Era nome regular na seleção francesa, assim como Christian Lopez, líbero organizador e capitão da equipe. Ambos formados no clube, como a maior parte do elenco. Já as outras duas vagas no setor – as de lateral-direito e de zagueiro “stopper” – eram preenchidas com reforços trazidos para aquela temporada.

 

O clube havia se despedido do lateral Gérard Farison (que se aposentou) e do curinga e reserva imediato do setor Pierre Repellini (que desceu à terceira divisão para atuar pelo pequeno Hyères). E repôs as perdas trazendo do Metz o lateral-direito Patrick Battiston, jogador dinâmico e nome de seleção, e do Monaco o vigoroso zagueiro Bernard Gardon, 28 anos, que trazia no currículo dois títulos franceses: um com o Nantes e outro com a equipe do Principado. E esse quarteto formaria uma linha defensiva bastante sólida.

 

No meio-campo, um dos nomes presentes na conquista anterior era o volante Jacques Santini, jogador inteligente, que dava equilíbrio ao time. Desta vez, porém, teria de lidar com frequentes lesões, que abririam espaço para Jean-Louis Zanon, 19 anos, outro nome versátil (também podia atuar como lateral-esquerdo) revelado pelo clube e dono de bom chute com a perna esquerda. Quem também havia participado do título de 1976 – ainda que em poucos jogos, por se tratar de um jovem – era o armador Jean-François Larios.

 

Meia de qualidade técnica tão grande quanto sua personalidade tinha de forte e extravagante, Larios era um dos maiores talentos a despontarem não só no clube como no futebol francês no fim dos anos 1970. Mas sua afirmação só aconteceu com um empréstimo ao Bastia na temporada 1977/78. Nela, ajudou a levar o pequeno clube da Córsega à decisão da Copa da Uefa, perdida para o PSV em jogos de ida e volta. Ao retornar, o técnico Herbin se permitiu negociar Dominique Bathenay: tinha em Larios seu substituto pronto.

Para se ter uma ideia de seu prestígio, ao fim daquela temporada o meia acabaria eleito o melhor jogador do campeonato numa votação entre todos os atletas profissionais da primeira divisão, ficando bem à frente de seu companheiro de criação de jogadas: um certo Michel Platini. Este, aos 25 anos, havia chegado ao clube em junho de 1979 vindo do Nancy, clube que o revelara e pelo qual vencera a Copa da França no ano anterior. Também havia disputado o Mundial de 1978, quando os Bleus caíram na primeira fase.

 

Esta má campanha da França – embora eliminada no “grupo da morte”, com a anfitriã Argentina, Itália e Hungria – rendeu muitas críticas a Platini, responsabilizado após não ter feito um torneio considerado dentro das enormes expectativas criadas no país. Mas agora, numa equipe de maior porte que o Nancy, ele buscava restabelecer seu nome. E sagrar-se campeão da liga pela primeira vez com os Verts – depois de ver o título escapar por apenas três pontos em 1980 – seria uma boa maneira de calar quem questionava seu talento.

 

O outro estrangeiro do elenco jogava no ataque, mais exatamente na ponta-direita. E era nome conhecido internacionalmente: o holandês Johnny Rep, titular da Laranja nos Mundiais de 1974 e 1978, e contratado do Bastia, de onde já conhecia Larios. O titular da outra ponta em boa parte da campanha também viera da equipe da Córsega, mas ainda em 1977: Jacques Zimako, primeiro atleta nascido na Nova Caledônia a defender a seleção francesa. Veloz e driblador, era chamado de “o mais brasileiro” dos jogadores franceses.

Entretanto, naquela temporada (que seria sua última no clube), Zimako tinha a concorrência do pequenino ponta-direita Laurent Paganelli (o que significava transferir Rep para o lado esquerdo do ataque). Apelidado o “pequeno Mozart” e revelado no Torneio de Montaigu, competição de base tradicional no país, Paganelli havia estreado pelo Saint-Étienne na primeira divisão antes mesmo de completar 16 anos, em agosto de 1978. Arisco e talentoso, era mais uma importante peça para rodar o sistema ofensivo dos Verts.

 

No centro do ataque estava outro garoto (18 anos ao início da campanha), crescido na base do clube: Laurent Roussey. Fenômeno precoce a exemplo de Paganelli, ele se tornaria um dos mais jovens jogadores a marcar um gol na história da primeira divisão francesa, ao balançar as redes do Monaco em abril de 1978 com apenas 16 anos e três meses de idade. Ao começar a temporada 1980/81, porém, ele voltava de lesão (uma das muitas que teria ao longo da carreira). Mas logo recuperaria a forma de impetuoso artilheiro.

 

O pontapé inicial

A equipe, entretanto, teve início oscilante. A campanha começou com uma desastrosa derrota por 3 a 0 diante do Bordeaux no Parc Lescure em 24 de julho. Em seguida, ao receber o Nice, o time quase jogou fora uma vantagem conquistada com dois gols de Rep, permitindo o empate. Mas um gol de Platini a sete minutos do fim selou a vitória por 3 a 2. Porém, nova derrota viria na terceira rodada, na Córsega, por 2 a 1 diante do Bastia. Foi quando o veterano Ćurković cedeu o posto ao ascendente Castaneda, e a maré virou.

Os Verts engrenaram cinco vitórias, sendo duas por goleada e sendo vazados apenas duas vezes: fizeram 4 a 1 no Nancy, 2 a 0 na visita ao Strasbourg, 5 a 0 no Angers (com direito a tripleta de Roussey), 2 a 0 fora contra o Auxerre e 3 a 1 no Lille. E alcançaram a liderança pelo saldo de gols, desalojando o rival Lyon. Os Gones, aliás, seriam o próximo adversário em Gerland. Zimako abriu o placar no fim do primeiro tempo, mas Daniel Xuereb decretou o empate em 1 a 1 na etapa final, resultado que mantinha a situação no topo da tabela.

 

A igualdade, porém, permitiu a chegada do Nantes, agora um dos quatro times empatados com 13 pontos na parte de cima da tabela (o Bordeaux também acompanhava o bloco) após nove rodadas. E os Canários, atuais campeões, converteriam-se nos principais oponentes do Saint-Étienne na briga pelo título. Assim, mesmo obtendo grandes vitórias em seguida, os Verts não conseguiam desgarrar, já que o adversário não dava folga – curiosamente, repetindo muitas vezes até os placares de seus jogos.

 

Na décima rodada, uma tranquila goleada do Saint-Étienne por 4 a 0 sobre o Valenciennes foi respondida com um 4 a 1 do Nantes sobre o Lille. No jogo seguinte, os Verts foram ao Principado e obtiveram importante vitória sobre o Monaco por 2 a 1 – e os Canários bateram o Strasbourg fora de casa pelo mesmo placar. Três dias depois, foi a vez de a equipe de Robert Herbin aplicar um 3 a 0 no Metz em casa. E os detentores do título, também em seus domínios, replicaram derrotando o Valenciennes pela mesma contagem.

 

Até quando os Verts perderam um ponto no empate em 1 a 1 na visita ao Paris Saint Germain no Parque dos Príncipes em 4 de outubro, os Canários também ficaram na igualdade (só que sem gols) frente ao Auxerre na Borgonha. Mas um novo tropeço do Saint-Étienne (0 a 0 com o Laval fora de casa) levou o Nantes – que jogou como mandante e bateu o Metz por 1 a 0, gol do zagueiro Patrice Rio – à liderança isolada ao fim da 14º rodada. Mas apenas três dias depois os papeis se inverteriam, com nova mudança na ponta.

 

Tendo mais dificuldades do que o placar indica, o Saint-Étienne derrotaria o bom time do Sochaux por 3 a 0 no Geoffroy-Guichard e ficaria um ponto à frente do Nantes, que no mesmo dia cairia diante do Monaco no Principado por 2 a 1. E a 16ª rodada, no dia 31 de outubro, anteciparia o primeiro confronto direto: Os Canários golearam o Laval (4 a 1), enquanto os Verts cederam ao Lens o empate em 1 a 1 no estádio Félix Bollaert. Assim, de novo, apenas o saldo de gols separava a dupla, empatada com 24 pontos no topo da tabela.

 

Disputa acirrada

O duelo do dia 8 de novembro no Geoffroy-Guichard colocaria o Saint-Étienne frente a um Nantes disposto a contra-atacar, com o armador Henri Michel recuado para o posto de líbero e o ponta-esquerda Loïc Amisse exercendo o papel de válvula de escape na transição ofensiva. Mas as duas melhores chances do jogo seriam dos Verts, em cobranças de falta de Platini. Na primeira, a bola desviou na barreira e obrigou Jean-Paul Bertrand-Demanes a voltar e fazer uma defesa magistral. Na segunda, o chute explodiu no travessão.

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