SIMPLIFICAÇÃO
Com simplificação de impostos carga pode cair para 20% do PIB, diz Guedes
O ministro lembrou que a carga tributária atual é de 36% e que a redução para 20% é difícil e dependerá da velocidade do controle dos gastos.
02/01/2019 21h25Atualizado há 3 meses
Por: Redação
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, discursou na solenidade de transmissão de cargo (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
O ministro da Economia, Paulo Guedes, discursou na solenidade de transmissão de cargo (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O novo ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a carga tributária ideal para o Brasil é de 20%. "Acima disso, é o quinto dos infernos. Tiradentes morreu por isso", afirmou, em seu discurso na cerimônia de transmissão de cargos.

O ministro lembrou que a carga tributária atual é de 36% e que a redução para 20% é difícil e dependerá da velocidade do controle dos gastos. "Não precisa sangrar, se conseguirmos controlar o crescimento nominalmente, em dois anos o trabalho está feito", afirmou.

Segundo Guedes, não serão cortados orçamentos já enxutos como o do Ministério dos Direitos Humanos, que poderá até ser dobrado, mas que buscará recursos onde estiver sobrando. "Teve gente que tentou manter ministério para manter o boi da sombra, mas vamos lá buscar", afirmou.

O ministro disse que buscará excesso de gastos na publicidade e na compra de influência parlamentar e disse que esses recursos estão faltando para saúde e educação. Guedes citou a famosa frase do presidente norte-americano John F. Kennedy e disse que Bolsonaro pergunta o que os diversos setores podem fazer pelo Brasil. "Não adianta tentar preservar feudos e usar recursos público para comprar influência", completou.

Guedes lembrou que, se não for possível controlar o crescimento dos gastos, o governo deverá lançar mão do teto de gastos, que prevê uma série de medidas, e da PEC do pacto federativo. "Basta o governo não fazer nada. Nenhuma crise no orçamento dessa forma dura mais do que um ano em meio. Basta que, na dúvida, repete o orçamento do ano passado. Se não destravar, fica mais um ano congelado", afirmou.

Ele brincou e lembrou que dizem que o emprego de ministro da Fazenda é o "pior emprego do mundo", mas disse que tem resiliência e está disposto a "combater o bom combate" para a melhoria do País.

"A equipe foi montada de forma a travar o bom combate e fazer as reformas. Estamos indo para esse combate, com essa atitude, determinados a sermos compreendidos. Sem compreensão, não vai dar certo. A coisa mais fácil é se livrar de alguém que não está habituado em Brasília", afirmou.

O ministro listou a necessidade de reforma administrativa e disse que a quantidade de cargos hoje existente é absurda. "Já me disseram que é possível cortar 30% de cargos comissionados só na região que eu frequento, Fazenda, Planejamento, etc", acrescentou.

Crescimento

Guedes disse que é hora de otimizar o crescimento. Segundo ele, o Brasil merece o revezamento de vertentes político-econômicas. Guedes citou o exemplo de políticas liberais, segundo ele, que deram certo, com as do período de reconstrução da Alemanha e do Japão e depois no Chile.

O ministro disse que vê com otimismo o futuro da economia e que o País sabe aprender com os seus erros, citando o período da hiperinflação e congelamento de preços. Ele ponderou que o País enfrentou crise sem "nenhum abalo das instituições".

"Temos toda a razão para olhar com segurança para o futuro", disse.

 

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