domingo, 17 de fevereiro de 2019
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16/01/2019 às 11h22

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Redação

Palmas / TO

Palmas terá oficinas gratuitas sobre Panorama Setorial da Cultura Brasileira; Saiba como participar
Os resultados são peças fundamentais para organização e planejamento do setor cultural brasileiro. Projeto realizado pelo Ministério da Cultura e a empresa Vivo, por meio da Lei Rouanet, coordenado por Gisele Jordão.
Palmas terá oficinas gratuitas sobre Panorama Setorial da Cultura Brasileira; Saiba como participar
Divulgação

A indústria criativa está entre os mais dinâmicos setores do comércio mundial, segundo relatório lançado pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento. Sua atividade econômica, a chamada economia criativa, é considerada eixo estratégico de desenvolvimento para diversos países e continentes. No Brasil, em âmbito federal, o Ministério da Cultura criou a Secretaria da Economia Criativa, no intuito de incentivar as instâncias produtivas do setor cultural e encaminhar políticas e diretrizes para seu desenvolvimento. Mas, e os agentes dessa cadeia produtiva cultural brasileira, estão preparados para os novos, e até mesmo velhos desafios do mercado cultural? Quais são suas fontes de informação e referências para se organizarem dentro do setor? A busca por respostas a essas questões foi determinante para a elaboração do Panorama Setorial da Cultura Brasileira, agora em sua terceira edição.


O projeto tem como objetivo principal disponibilizar informações de qualidade, pioneiras e inovadoras para o setor cultural, além de facilitar o planejamento de atividades dos atores dessa cadeia produtiva, ou seja, os agentes (artistas, produtores e fornecedores), viabilizadores (iniciativa privada e governo), difusores (pontos de distribuição de produtos culturais e divulgadores) e o público consumidor. Foi elaborado como um projeto de pesquisa de mercado, com recorte na economia da cultura. Sua primeira edição, lançada em 2012, ouviu tanto produtores como investidores da cultura, da iniciativa privada e governo. A segunda edição, lançada em 2014, investigou o público brasileiro e suas motivações para consumir cultura. E agora foi lançada a pesquisa realizada no biênio 2017-2018 desvendando aspectos dos difusores culturais, ou seja, aqueles que distribuem e divulgam a cultura nos ambientes físicos e digitais.


Com os resultados da pesquisa atual, chama a atenção como a influência pode ser caracterizada de acordo com a sua dinâmica. Propõem-se, nessa pesquisa, três tipos. Um é exercido pelos algoritmos: a quantidade de pessoas que consumiu um determinado produto artístico torna-se determinante para que outras consumam, ou não, o mesmo produto. Outro tipo é constituído por pessoas que valorizam a legitimidade, o domínio de conhecimento e informação, como por exemplo, dos críticos, jornalistas, curadores ou pessoas que tenham o conhecimento aprofundado daquela linguagem artística. E, finalmente, a influência exercida pelas afetividades, quando as pessoas são mobilizadas pelos sentimentos de amigos e pessoas próximas.


Com base na observação desses tipos de influência encontrados, foram verificadas quatro maneiras de se comportar em relação à difusão da cultura no Brasil, todas estruturadas pela forma do brasileiro buscar informação. A primeira forma que se delineou foi a de quem escolhe sua atividade cultural pelo número de pessoas que já experimentou determinada prática artística. Representam 10% da base de consumidores de cultura. A segunda forma é a de quem se pauta pela indicação de amigos e divulgações oficiais, além de pouco se orientar por redes sociais, sites e TV. É o que menos se envolve em práticas culturais, e representam 45% dos brasileiros.


A terceira forma parece ser a prática de consumidores mais "antenados". Orienta-se por cadernos de cultura e sites especializados, e são os que mais realizam práticas culturais. Representam 17% da base de consumidores. E, finalmente, a quarta forma de buscar informações, estabeleceu-se em uma faixa etária específica: é o perfil mais jovem de todos. Orienta-se prioritariamente por redes sociais e programas de TV, escolhe as práticas culturais mais como entretenimento, ou seja, "para esquecer dos problemas", "se divertir", e possui baixo consumo de práticas artísticas em geral. Esse grupo representa 28% dos entrevistados.


A pesquisa abrangente e altamente fundamentada é ferramenta indispensável à toda cadeia dos agentes culturais brasileiros, do artista e produtor, passando pelos patrocinadores e fomentadores, até o consumidor final. Sua abordagem multimetodológica foi composta por coletas desk research, qualitativas e quantitativas, realizadas em território nacional, nos anos de 2017 e 2018. As análises de dados compuseram-se por meio das técnicas baseadas em proposições teóricas e empíricas por meio de análise de conteúdo, estatística descritiva, fatorial e de cluster. Foram entrevistadas na pesquisa quantitativa a população brasileira e, na qualitativa, curadores de arte, de festivais de múltiplas linguagens, jornalistas e estrategistas digitais. O projeto levanta, cruza e analisa dados, aponta caminhos possíveis , interliga informações, une pontas fundamentais para a compreensão da produção cultural no Brasil e instrumentalização de seus agentes.


Gisele Jordão, coordenadora do projeto, é pesquisadora especialista em artes. Graduada em Comunicação Social, mestre em Gestão Internacional, doutora em comunicação e práticas de consumo (ESPM-SP). É coordenadora do curso de cinema e audiovisual da ESPM São Paulo e professora dos cursos de propaganda e administração, desde 1999. A partir de 1993, como sócia da 3D3 Comunicação e Cultura, é responsável pela pesquisa e desenvolvimento de estratégias de gestão cultural e ampliação do acesso à cultura, bem como o fomento de expressões artísticas. Valores como a comunicação consciente e a sustentabilidade tem pautado seus últimos anos de experiência. Desde o início de sua carreira, realiza pesquisas de comunicação no intuito de compreender formas para a ampliação da participação e da relevância da produção cultural.


Portal do projeto - http://panoramadacultura.com.br/ 


Oficinas Panorama Setorial da Cultura Brasileira em Palmas 


Data: 23/01/2019


Horário: das 9h às 20h


Gratuito


Local: Universidade Federal do Tocantins, auditório do Bloco IV.


Quadra 109 Norte, Av. NS-15, ALCNO-14 – Palmas/TO (tel. (63) 3229-4500)


Inscrições: https://goo.gl/ekJVND


 


 


Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do Agência Tocantins no (63) 9 8500-8112

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Comentários
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RAPIDINHAS
Postada em 27/01/2019 ás 01h28

Sobre o caso dos vereadores. Não quero entrar na questão de culpa ou inocência, até porque não cabe a mim esse julgamento, jogar pedra em quem está caído é muito fácil, e se tratando de amigos, um ato de covardia.

Vi no dia de ontem uma enxurrada de xingamentos contra eles, até de pessoas que já foram ajudadas por algum deles; deixo claro, não estou fazendo uma defesa dos supostos atos cometidos, mas quero exaltar o valor empatia, já pensou se fosse um de nós no lugar deles? Já pensou nossa família sofrendo com seu ente querido preso e ainda tendo de suportar essa enxurrada de xingamentos? Vou repetir o que falei acima: jogar pedra em quem está caído é fácil, e se tratando de um amigo, um ato de covardia.

A exposição de suas prisões trouxe sofrimento não só à eles que agora têm que ficar em uma cela de prisão, mas também aos seus familiares. Eles não mereciam passar pelo que passaram, apesar dos pesares, e antes de lançarmos um juízo de valor sobre o caso devemos saber que até agora eles são inocentes até que se prove o contrário, ainda não há um julgamento das autoridades competentes, eles são suspeitos? Sim, mas essa suspeita não nos dar o direito de condená-los. Esse senso de justiça desmedido e irracional não cabe, ou não deveria caber, em nossos dias.

Fica aqui minha solidariedade aos amigos: Antônio Feitosa, Antônio Barbosa, Antônio Queiroz, Ângela do Rapadura, Marcos da Igreja, Luizinha do Itamar, Neguin da Civil, Nildo Lopes, Ozeas Gomes e Vaguin.

 

Keops Mota

Postada em 17/01/2019 ás 15h53

A pergunta que se faz na capital é: quem é mesmo o governador do Tocantins?. Com o protagonismo exacerbado de Wanderlei Barbosa, Mauro Carlesse foi jogado ao ostracismo, lembrado apenas quando ocorre as  inúmeras trapalhadas do governo, onde o povo cai em cima dele com todo tipo de adjetivos, quando, na verdade, o governador de fato é Wanderlei Barbosa. Carlesse é o dono da caneta, mas só escreve o que é ditado por Wanderlei.

Keops Mota

Postada em 31/12/2018 ás 16h00

019 está chegando, e com ele vem também a incerteza de um governo que começou errado (pau que nasce torto nunca se endireita, já disse "cumpade" Washington) com tentativas de obstrução de justiça, aparelhamentos, escândalos e investigações, o que pode tirar do tocantinense a esperança de um ano feliz.

O cenário que se desenha com o governo carlesse é tenebroso, nada auspicioso. Podemos estar entrando (Deus permita que não) no pior momento de nossa história. O viés autoritário desse governo pode se elevar à níveis assustadores. Não tenha isso como um escrito de quem torce pelo pior, mas de um tocantinense preocupado com o futuro. Deus nos proteja.

Postada em 23/12/2018 ás 00h49

O Natal está chegando, e que com ele também venham a união, a paz, a alegria e o gozo de estarmos reunidos com nossa família comemorando o nascimento do maior homem da história: Cristo. Que cada pessoa  deixar brotar em seu coração a semente da paz, plantada pelo ilustre aniversariante. Boas festas. São os votos de: 

 

Keops Mota/Corespondente Agência Tocantins

Postada em 24/11/2018 ás 14h37

A coisa está ficando insustentável. Com o governo sofrendo investigações e seus aliados envolvidos em escândalos que vai de depósito ilegal de resíduos hospitalares à apologia à pedófilia, a única saída possível e honrosa diante de tanto descalabro, que só tende a aumentar, é a cassação.

Não podemos estar sob as ordens de um governo que está moralmente abaixo de nós. As denúncias de obstrução de Justiça, concessão de contrato sem licitação para uma empresa da família de um aliado que culminou em um crime ambiental e denúncia por supostos crimes eleitorais já são fatos suficientes para que não tenhamos esse governo como legítimo.

 

Keops Mota

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