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Polícia do Haiti: 28 estrangeiros participaram da morte de Moise

Investigadores afirmam que 26 colombianos e 2 norte-americanos teriam participado do planejamento e execução do presidente

09/07/2021 às 02h02
Por: Edson Gilmar Fonte: R7
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Polícia do Haiti apresentou diversos suspeitos do assassinato de Jovenel Moise – Foto: ESTAILOVE ST-VAL / REUTERS - 8.7.2021
Polícia do Haiti apresentou diversos suspeitos do assassinato de Jovenel Moise – Foto: ESTAILOVE ST-VAL / REUTERS - 8.7.2021

Pelo menos 28 pessoas teriam participado do planejamento e do assassinato do presidente Jovenel Moise, informou a polícia do Haiti nesta quinta-feira (8), acrescentando que 26 delas eram colombianas e duas, norte-americanas de origem haitiana.

"Temos os autores físicos do crime, agora vamos em busca dos autores intelectuais. Prendemos 15 colombianos e os dois americanos (...). Três colombianos foram mortos e outros oito estão foragidos", disse o diretor-geral da Polícia Nacional, Leon Charles, em coletiva de imprensa.

Na quarta-feira, a polícia havia afirmado que quatro dos suspeitos foram mortos. Charles não explicou a discrepância.

De acordo com ele, "as armas e os materiais usados pelos criminosos foram recuperados".

Assassinato e crise

Charles falou um dia depois que Moise e sua esposa Martine foram atacados por homens armados em sua residência particular na capital Porto Príncipe. Moise foi morto a tiros no atentado e sua esposa ficou ferida. Ela foi levada para Miami em uma ambulância aérea e, segundo autoridades, sua condição é estável.

O país mais pobre das Américas agora não tem presidente nem Parlamento ativo, enquanto dois homens afirmam estar no comando como primeiro-ministro.

Charles prometeu que a caça aos outros supostos assassinos continuaria. "Vamos fortalecer nossa investigação e técnicas de busca para interceptar os outros oito mercenários", disse ele.

Um dos poucos detidos que teve a identidade confirmada, de acordo com a imprensa dos EUA, é James Solage, que é cidadão norte-americano de origem haitiana. De acordo com o Washington Post, em suas redes sociais ele se apresenta como "agente diplomático certificado" e diz que trabalhou como segurança na embaixada do Canadá em Porto Príncipe.

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