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Cultura

25/02/2019 às 15h22

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Alessandro Ferreira | Redação

PALMAS / TO

História e pioneirismo colocam os vinhos georgianos entre os mais tradicionais do Mundo
O vinho produzido em qvevri perfaz hoje cerca de apenas 1% do total de exportações do mercado vinícola da Geórgia, mas o interesse do Ocidente pelo vinho natural tem crescido.
História e pioneirismo colocam os vinhos georgianos entre os mais tradicionais do Mundo
Divulgação

O vinho é, sem dúvida, uma parte muito relevante da história e da cultura georgiana. A Geórgia, que já foi Estado Soviético e, nesse período sofreu com as limitações impostas pela estrutura governamental daquele país, é considerada o berço da produção vinícola mundial, onde acredita-se que essa tradição começou entre  8000 a.C. e 5000 a.C.


"Diz a história que, em algum lugar nas montanhas da Geórgia, há mais de 7 mil anos, um fazendeiro esqueceu um punhado de uvas amassadas dentro de um recipiente e, com o tempo, as frutas fermentaram, exalando um aroma típico que chamava a atenção de quem passava por perto. Alguém não resistiu e resolveu experimentar aquela iguaria e assim surgiu o primeiro vinho do mundo", conta o sócio diretor da Wine7 e um dos apreciadores da tradição e dos vinhos georgianos, Adriano Mercucci.


O recipiente foi batizado de kvevri – ou qvevri – ânforas quem têm uma camada de cera de abelha na parte interna e são fruto do trabalho artesanal dos próprios produtores georgianos. Usado para fermentar a uva e considerado fundamental para a produção dos vinhos da região, em 2013, teve sua tradição reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Intangível da Humanidade.


"Esta metodologia antiga continua sendo usada na Geórgia até os dias de hoje, onde as  uvas, maceradas com pele, sementes e hastes, transformam-se em vinho na ânfora subterrânea que aí fica, selada, por vários meses, com um sabor que remonta ao tempo em que o vinho nasceu", acrescenta Mercucci.


Durante os anos 80, a Geórgia chegou a produzir mais de 440 mil toneladas de vinho comercial por ano. Quando a Geórgia se tornou um Estado independente, nos anos 90, a produção vinícola do país diminuiu dez vezes. Porém, esse cenário começou a mudar em 2006, quando o presidente russo Vladimir Putin baniu as importações de vinho da Geórgia.


"Diante desse cenário, produtores do país precisaram se voltar para os consumidores ocidentais, onde seu vinho industrial não teria sucesso. A partir disso, a produção no qvevri, natural, praticamente sem adição de aditivos químicos, em pequenos volumes e carregada de valor histórico ganhou uma nova oportunidade de florescer", observa.


O vinho produzido em qvevri perfaz hoje cerca de apenas 1% do total de exportações do mercado vinícola da Geórgia, mas o interesse do Ocidente pelo vinho natural tem crescido.


 PRINCIPAIS UVAS


Com mais de 500 diferentes variedades de uvas nativas cultivadas e cerca de 40 delas usadas na vinicultura, as principais e mais difundidas para a produção de vinhos da Geórgia são a  Rkatsiteli, uva branca que produz vinhos muito encorpados, a Mtsvane, também branca que produz vinhos minerais de guarda, e a  Saperavi, uva tinta que produz vinhos profundos e persistentes.


"Após a gestão de Mikhail Gorbachev, quando os vinhedos da região foram tranformados em plantações de melão, devido à política anti álcool daquela gestão, o retorno da plantio dessas uvas voltou a trazer à tona a tradição dos vinhos georgianos, que hoje despertam grande interesse de consumidores, não só na Europa, como também em outros continentes", argumenta o diretor da Wine7.


CARACTERÍSTICAS


A maior parte do vinho de qvevri da Geórgia hoje é branco. Por ser envelhecido junto com as cascas de uva, o líquido ganha um tom mais alaranjado e possui mais corpo do que um vinho branco típico, com acidez elevada e sabor adstringente. "Apesar disso, também há uma variedade bastante interessante de vinhos tintos e rosé para todos os gostos e harmonizações", observa Mercucci.


Sobre a Wine7


Criada em 2015, a WINE7 é uma empresa com conceito inovador e trabalha com a importações de produtos exclusivos no setor de bebidas destiladas e fermentadas, como vinhos georgianos e vodcas polonesas.


Maiores informações: www.wine7.com.br


 


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Comentários
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RAPIDINHAS
Postada em 19/03/2019 ás 15h24

A tentativa do deputado Jair Farias de tirar vantagem política nas emendas do senador Eduardo Gomes é digna de um político sem expressão, que vive às sombras de outro. Em 49 dias de mandato tem desempenhado um papel abaixo do esperado. Tem se dedicado a propagar em redes sociais requerimentos que não passarão do Facebook e das linhas de transmissão do whatssap.

 

Keops Mota

Postada em 20/02/2019 ás 17h47

UM DESASTRE IMINENTE EM PALMAS

Após a ocorrência de um desastre, seja ele causado pelas forças da natureza ou pela ação humana, sempre aparecem colunistas, especialistas e formadores de opinião pra dizer que a tragédia já dava sinais de acontecer e que poderia ter sido evitada. Todavia, esses formadores de opinião dificilmente alertam a população antes do fato. A própria população afetada é que denuncia o descaso com os riscos, sendo ignorada na maioria das vezes.

Foi assim nos rompimentos das barragens em Minas Gerais, como também nos casos dos deslizamentos de terra, no incêndio do alojamento do Flamengo e em tantos outros desastres que ocorreram no Brasil.

E em Palmas a história se repete, pois está em curso um outro tipo de desastre e esses formadores de opinião mais uma vez dão de ombros frente ao óbvio, mesmo vendo as pessoas emitirem o alerta todos os dias nas redes sociais, nas entrevistas de de TV e em suas reclamações nos bairros e nas ruas.

É o desastre chamado gestão Cinthia Ribeiro. Sim, uma gestão incompetente à frente de uma Capital com 300 mil habitantes pode prejudicar a população muito mais que um incêndio em um prédio ou um desastre natural.

O cenário da capital é de abandono em meio ao matagal nos bairros, as ruas esburacadas, os serviços públicos com queda de qualidade e a saúde jogada às traças, onde o único morador confortável na cidade responde por Aedes Aegypti.

E nessa marcha Cinthia Ribeiro que já é considerada no meio político a pessoa mais ingrata e infiel ao seu partido da história do Tocantins, perdendo inclusive, em materia de traição para Marcelo Miranda, pois este já havia sido eleito pelo voto popular quando empinou a carroça contra Siqueira Campos, agora caminha pra ser a pior gestora que a população de Palmas já conheceu.

Desafortunadamente, os prejuízos materiais e os danos humanos já começaram ser contabilizados e podem evoluir para consequências irreparáveis devido à mà gestão.

Enquanto isso, aqueles colunistas, especialistas e formadores de opinião se calam de 30 mil formas diferentes, invocando até questões de gênero para defender a gestora que pagou com traição a quem lhe deu a mão e está arrasando com a Cidade.

Dessa forma, a Capital antes chamada de “Sua Linda”, levará um tempo depois de 2020 para recuperar sua autoestima e superar o desastre Cinthia Ribeiro.

 

Por Iranilto Sales

Postada em 27/01/2019 ás 01h28

Sobre o caso dos vereadores. Não quero entrar na questão de culpa ou inocência, até porque não cabe a mim esse julgamento, jogar pedra em quem está caído é muito fácil, e se tratando de amigos, um ato de covardia.

Vi no dia de ontem uma enxurrada de xingamentos contra eles, até de pessoas que já foram ajudadas por algum deles; deixo claro, não estou fazendo uma defesa dos supostos atos cometidos, mas quero exaltar o valor empatia, já pensou se fosse um de nós no lugar deles? Já pensou nossa família sofrendo com seu ente querido preso e ainda tendo de suportar essa enxurrada de xingamentos? Vou repetir o que falei acima: jogar pedra em quem está caído é fácil, e se tratando de um amigo, um ato de covardia.

A exposição de suas prisões trouxe sofrimento não só à eles que agora têm que ficar em uma cela de prisão, mas também aos seus familiares. Eles não mereciam passar pelo que passaram, apesar dos pesares, e antes de lançarmos um juízo de valor sobre o caso devemos saber que até agora eles são inocentes até que se prove o contrário, ainda não há um julgamento das autoridades competentes, eles são suspeitos? Sim, mas essa suspeita não nos dar o direito de condená-los. Esse senso de justiça desmedido e irracional não cabe, ou não deveria caber, em nossos dias.

Fica aqui minha solidariedade aos amigos: Antônio Feitosa, Antônio Barbosa, Antônio Queiroz, Ângela do Rapadura, Marcos da Igreja, Luizinha do Itamar, Neguin da Civil, Nildo Lopes, Ozeas Gomes e Vaguin.

 

Keops Mota

Postada em 17/01/2019 ás 15h53

A pergunta que se faz na capital é: quem é mesmo o governador do Tocantins?. Com o protagonismo exacerbado de Wanderlei Barbosa, Mauro Carlesse foi jogado ao ostracismo, lembrado apenas quando ocorre as  inúmeras trapalhadas do governo, onde o povo cai em cima dele com todo tipo de adjetivos, quando, na verdade, o governador de fato é Wanderlei Barbosa. Carlesse é o dono da caneta, mas só escreve o que é ditado por Wanderlei.

Keops Mota

Postada em 31/12/2018 ás 16h00

019 está chegando, e com ele vem também a incerteza de um governo que começou errado (pau que nasce torto nunca se endireita, já disse "cumpade" Washington) com tentativas de obstrução de justiça, aparelhamentos, escândalos e investigações, o que pode tirar do tocantinense a esperança de um ano feliz.

O cenário que se desenha com o governo carlesse é tenebroso, nada auspicioso. Podemos estar entrando (Deus permita que não) no pior momento de nossa história. O viés autoritário desse governo pode se elevar à níveis assustadores. Não tenha isso como um escrito de quem torce pelo pior, mas de um tocantinense preocupado com o futuro. Deus nos proteja.

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