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Exclusivo: Réus do crime de decapitação ocorrido em 2019 em Divinópolis, são condenados pelo tribunal do júri

O Ministério Público sustentou a tese de crime por meio cruel que dificultou a possibilidade da vítima se defender, observando a forma em que o crime ocorreu.

18/09/2021 às 18h35 Atualizada em 18/09/2021 às 18h49
Por: Edson Gilmar Fonte: Edsom Gilmar
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Réus foram condenados na operação “Place de Gréve” - Foto: Edsom Gilmar/Arquivo julho de 2019
Réus foram condenados na operação “Place de Gréve” - Foto: Edsom Gilmar/Arquivo julho de 2019

O Tribunal do Júri do fórum de Paraíso do Tocantins condenou nesta sexta-feira (17), os réus Patick Gomes Rocha, Daniel Ferreira Rodrigues o “Dandan”, Carlos Gabriel Araújo Oliveira e Alex Rodrigues Gomes.  As penas aplicadas pela juíza da Vara Criminal Renata Nascimento e Silva, variam entre 07 anos a 28 anos de prisão em regime fechado. O grupo foi acusado de homicídio, seqüestro, tortura e corrupção de menores.

O Ministério Público sustentou a tese de crime por meio cruel que dificultou a possibilidade da vítima se defender, observando a forma em que o crime ocorreu. O MPE apresentou a denúncia ao Poder Judiciário, em 13 de agosto de 2019, onde após a aceitação da referida denúncia os acusados se tornaram réus. Já a defesa apresentou o argumento de que não havia provas contra os acusados.

Com o encerramento do debate entre o membro do Ministério Público e a defesa dos acusados, o corpo de jurados formado por sete pessoas se reuniram na sala secreta, onde por maioria decidiram por condenar o grupo. Por fim, a magistrada proferiu a sentença aos réus do caso.

Entenda o caso  

De acordo com o delegado Eduardo de Menezes, que presidiu a fase de inquérito policial, no dia 08 de junho de 2019, a vítima, Herick Luan Pereira de Araújo, 22, foi encontrado decapitado, em Divinópolis. O corpo estava dentro de uma casa em construção no setor Sol Nascente, zona leste de Divinópolis do Tocantins, além das marcas de agressão, a vítima teve as mãos e os pés amarrados.

GOTE participou da operação em Divinópolis - Foto: Edsom Gilmar/Arquivo
GOTE participou da operação em Divinópolis - Foto: Edsom Gilmar/Arquivo 

A investigação apurou que, no dia 07 de junho, a vítima, por volta do meio-dia, fora abordada por cinco homens, sendo seqüestrada e levada ao cativeiro. Lá chegando, ele foi amarrado e torturado. “Dali se iniciou um ritual de tortura que durou aproximadamente 12 horas. A vítima foi humilhada e espancada no intuito de colher elementos que subsidiassem a sua sentença de morte por parte da facção criminosa responsável pela ação”, afirmou o delegado na época da operação.

Meio Cruel

Em seguimento aos atos de sadismo, na madrugada do dia 08, a vítima foi levada para a residência em construção e num dos cômodos, onde provavelmente seria um banheiro, ele foi decapitado. “O que chamou a atenção e o laudo pericial indica, a vítima ainda estava viva quando teve sua cabeça cortada. Isso denota tamanha crueldade”, afirmou.

Operação Place de Grève

Às 06 horas da manhã, do dia 11 de julho de 2019, cerca de 80 policiais civis, armados com armas de grosso calibre, e com a participação do Grupo de Operações Táticas Especiais (GOTE), e o helicóptero da Secretaria de Segurança Pública, Skilo “Tocantins 1”, desencadeou a operação “Place de Gréve”, para cumprir mandados de prisão, busca e apreensão, expedida pela Vara Criminal, da comarca de Paraíso do Tocantins.

Foram cerca de um mês de intensas investigações, da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) núcleo de Paraíso do Tocantins, coordenada pelo então delegado titular Dr. Eduardo de Meneses, com apoio da delegacia de Divinópolis – TO. Na época, foram cumpridos 03 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão. “Iniciou um ritual de tortura que durou aproximadamente 12 horas. A vítima foi humilhada e espancada no intuito de colher elementos que subsidiassem a sua sentença de morte por parte da facção criminosa responsável pela ação”, afirmou o delegado na época da operação.

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