OPERAÇÃO FALSÁRIO

Suspeitos de sonegação fiscal na comercialização de cereais são presos em operação da Polícia Civil

Operação "Falsário", desdobramento da operação "Joio", realizada no ano passado. A operação investiga supostos atos de sonegação fiscal desde 2016.

14/03/2019 09h59
Por: Alessandro Ferreira
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Imagem Ilustrativa - Divulgação/Agência Tocantins
Imagem Ilustrativa - Divulgação/Agência Tocantins

A Polícia Civil do Estado do Tocantins, por intermédio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Ordem Tributária- DOT, com o apoio do Grupo de Operações Táticas Especiais - GOTE, e Delegacia Estadual de Investigações Criminais – DEIC, Núcleos de Araguaína, Guaraí e Miracema, deflagrou nesta quarta-feira (13), a operação "Falsário", desdobramento da operação "Joio", realizada no ano passado. A operação investiga supostos atos de sonegação fiscal desde 2016.

De acordo com o delegado Vinícius Mendes, titular da DOT, são alvos da operação, corretores de grãos de Guaraí, Miracema no Tocantins e Balsas, no Maranhão, envolvidos com a abertura de empresas em nome de laranjas, visando à sonegação fiscal. Ainda segundo o delegado, as investigações tiveram início em 2016, quando auditores da receita estadual foram fazer uma fiscalização na empresa J. D. L. N., cadastrada em um endereço residencial na cidade de Nova Olinda, no Norte do estado, e teria por objetivo o comércio de cereais. “Os auditores apuraram que a empresa nunca teria funcionado de fato no local, bem como teriam lavrados autos de infração que geraram dívidas com o fisco no valor mais de R$ 500 mil”, afirmou.

Durante o cumprimento das buscas, peritos da Seção de Informática e Contabilidade colaboraram durante todo o trabalho. Nas buscas foram apreendidos documentos que ligam os investigados as empresas alvos da operação.

Ainda segundo o delegado, as investigações levaram ao contador S. B. R, chefe do esquema criminoso, responsável pela criação das empresas em nome de laranjas, e falsificações de documentos públicos e particulares, ligados ao empresário J. R. S., proprietário de empresa de grãos sediada em Balsas, o qual se beneficiava do esquema às custas do não pagamento de tributos, do corretor S. B. F, de Balsas, o qual emitia as notas fiscais fraudulentas, e de dois corretores e transportadores, sendo um de Guaraí e outro de Miracema, que agenciavam as vendas dos grãos sem nota fiscal, causando prejuízo à Fazenda pública do Tocantins.

Dos cinco alvos, apenas o contador S. B. R. encontra-se foragido. De acordo com a Polícia Civil, ele teria antecedentes criminais, tendo, inclusive, seu registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC) cassado.  Os outros quatro encontram-se recolhidos na Casa de Prisão Provisória de Araguaína e serão ouvidos durante todo o dia desta quinta-feira (14).

Empresas

De acordo com as investigações, apurou-se ainda que o grupo criminoso utilizava-se de várias outras empresas fantasmas para o comércio de grãos com quase todos os estados do Nordeste gerando prejuízos estimados à Fazenda Pública da ordem de mais de R$ 50 milhões de reais.

A Polícia Civil representou por mandado de prisão preventiva dos cinco investigados, bem como mandados de busca e apreensão nos imóveis e comércios dos alvos em Miracema, Guaraí, Araguaína e Balsas-MA, os quais receberam parecer favorável do Ministério Público e foram rapidamente deferidos pelo Poder Judiciário.

 

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