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Saúde

15/03/2019 às 21h06 - atualizada em 15/03/2019 às 21h13

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Alessandro Ferreira | Redação

PALMAS / TO

A pedido da Defensoria e MPE, Justiça determina providências no Hospital Maternidade Dona Regina, em Palmas
Por conta de superlotação em todos os setores, maternidade está atendendo apenas casos de emergência.
A pedido da Defensoria e MPE, Justiça determina providências no Hospital Maternidade Dona Regina, em Palmas
Divulgação

A Justiça determinou na tarde desta sexta-feira, 15, o prazo de 24 horas para que o Estado do Tocantins forneça tratamento imediato na Capital, ou em outra localidade, em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Neonatal, UTI Pediátrica, Unidade de Cuidado Intensivo (UCI) e Unidade Intermediária (UI) aos pacientes do Hospital Maternidade Dona Regina (HDMR). A ação foi proposta pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo Especializado em Defesa da Saúde (Nusa), em atuação conjunta com o Ministério Público Estadual (MPE), após uma vistoria que identificou uma situação caótica na unidade.


A vistoria foi realizada na quinta-feira, 14, e identificou superlotação no Hospital Maternidade Dona Regina (HMDR), em Palmas. Além disso, foi identificado que partos e cirurgias estão suspensos na maioria dos casos, sendo autorizados apenas para procedimentos de emergência. Nesse cenário, a DPE-TO e o Ministério Público Estadual (MPE) deram entrada em uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de providências.


A ACP com preceito mandamental com tutela antecipada de caráter antecedente foi assinada pelo coordenador do Nusa, o defensor público Arthur Luiz Pádua Marques, e pelas promotoras de Justiça Maria RoselI Pery e Céres Gonzaga de Rezende Caminha. Ela solicitava disponibilização imediata de leitos de (UTI) Neonatal, UTI Pediátrica, UCI e UI)aos pacientes, bem como cirurgia pediátrica, dentre outras providências.


Na vistoria realizada no HMDR,o Nusa identificou que, por falta de assistência nos hospitais do interior do Estado, muitos recém-nascidos têm sido encaminhados para a Capital, especialmente bebês prematuros ou com malformações congênitas. Enquanto isso, no Hospital, há falta de leitos, de salas de cirurgia, incubadoras, baixo número de profissionais da equipe médica e de materiais básicos para procedimentos cirúrgicos.


O Hospital Maternidade Dona Regina possui, atualmente, cinco salas cirúrgicas, das quais apenas três estão em funcionamento, sendo que apenas uma é utilizada para realização de cirurgia de emergência. As outras duas são utilizadas para internação de bebês sem leitos adequados, que deveriam estar nas UTIs, UCIs ou UIs. Na única sala de cirurgia, há um bebê prematuro, sem os cuidados adequados, sem incubadora, dividindo a sala com outros pacientes sendo operados. A Unidade Intermediária conta atualmente com 21 pacientes, um deles está acamado em um berço, em virtude da falta de incubadora, fora do padrão de prescrição médica.


Cirurgias


No momento da vistoria, nove recém-nascidos estavam internados em estado grave, necessitando de leito de UTI e de UCI, alguns com quase uma semana de espera.


Além da falta de vagas, no centro cirúrgico não há profissionais capacitados para prestar a assistência correta aos pacientes e apenas dois pontos de oxigênio para atender a quatro bebês. Desta forma, se mais de dois destes bebês internados necessitarem de suporte de oxigênio, será necessário escolher qual deles irá sobreviver. Estes bebês estão sem a alimentação adequada (enteral/parental) e sem assistência de fisioterapia também por falta de profissional. Além desses sete pacientes que necessitam de vagas na UTI neonatal e dois na Unidade Intermediária (UI), mais três bebês que estão com Cesária marcada pra hoje, tem indicação de UTI neonatal ficariam também sem leitos.



Muitos bebês que necessitam de cirurgia urgente estão ocupando os leitos da UTI, prejudicando a saúde destes recém-nascidos, pois correm risco de vida sem a cirurgia. Da mesma forma, o atendimento dos demais pacientes recém-nascidos que já fizeram a cirurgia não pode ser realizado, pois não podem ser encaminhados para os leitos por falta de vagas. “É uma conta que não fecha. Muitos bebês entrando e nenhum saindo. Ficamos sem conseguir dar continuidade no fluxo de atendimento por falta de espaço. Não conseguimos rodar, os bebês que estão no centro cirúrgico não podem vir para a UTI porque todos os leitos estão ocupados, e os que estão aqui não têm nenhum local para serem encaminhados”, lamentou um dos profissionais da unidade.


É o caso de um bebê recém-nascido internado em uma incubadorana Sala de Isolamento da UTI com o intestino e alguns órgãos para fora do corpo (guardados em um saquinho), totalmente exposto às bactérias. Ele está em estado de emergência, mas não pode ser encaminhado para a sala de cirurgia por falta de espaço.


Médicos


A falta de equipe médica plantonista, que é um problema grave em todos os hospitais públicos, também é uma realidade no Hospital Maternidade Dona Regina. Na Unidade Intermediária, por exemplo, havia apenas um médico plantonista para atender a todos os bebês, sendo que o ideal seria, no mínimo, dois profissionais médicos por período. Há também falta de medicamentoscomo o Transamin, indicado para pacientes com hemorragia, e de materiais básicos como lençóis e itens para procedimentos de cirurgia como cateteres e o capote para procedimento estéreo. Alguns profissionais informaram que têm de comprar as suas próprias vestes para trabalhar no Hospital.


A própria equipe de obstetrícia e pediatria/neonatologia já oficiou o Estado sobre a situação caótica no Hospital Dona Regina. “Os problemas vem se agravando dia a dia e não temos tido respostas, colocando em risco a vida dos pacientes, tanto gestantes quanto recém-nascidos”, informa um dos documentos da equipe do Hospital.


Ainda de acordo com o Comunicado, atualmente não há obstetras em Gurupi, Paraíso e Miracema do Tocantins e todos os pacientes que necessitam deste serviço estão sendo encaminhados para o Hospital Dona Regina.



 


 


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Comentários
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RAPIDINHAS
Postada em 19/03/2019 ás 15h24

A tentativa do deputado Jair Farias de tirar vantagem política nas emendas do senador Eduardo Gomes é digna de um político sem expressão, que vive às sombras de outro. Em 49 dias de mandato tem desempenhado um papel abaixo do esperado. Tem se dedicado a propagar em redes sociais requerimentos que não passarão do Facebook e das linhas de transmissão do whatssap.

 

Keops Mota

Postada em 20/02/2019 ás 17h47

UM DESASTRE IMINENTE EM PALMAS

Após a ocorrência de um desastre, seja ele causado pelas forças da natureza ou pela ação humana, sempre aparecem colunistas, especialistas e formadores de opinião pra dizer que a tragédia já dava sinais de acontecer e que poderia ter sido evitada. Todavia, esses formadores de opinião dificilmente alertam a população antes do fato. A própria população afetada é que denuncia o descaso com os riscos, sendo ignorada na maioria das vezes.

Foi assim nos rompimentos das barragens em Minas Gerais, como também nos casos dos deslizamentos de terra, no incêndio do alojamento do Flamengo e em tantos outros desastres que ocorreram no Brasil.

E em Palmas a história se repete, pois está em curso um outro tipo de desastre e esses formadores de opinião mais uma vez dão de ombros frente ao óbvio, mesmo vendo as pessoas emitirem o alerta todos os dias nas redes sociais, nas entrevistas de de TV e em suas reclamações nos bairros e nas ruas.

É o desastre chamado gestão Cinthia Ribeiro. Sim, uma gestão incompetente à frente de uma Capital com 300 mil habitantes pode prejudicar a população muito mais que um incêndio em um prédio ou um desastre natural.

O cenário da capital é de abandono em meio ao matagal nos bairros, as ruas esburacadas, os serviços públicos com queda de qualidade e a saúde jogada às traças, onde o único morador confortável na cidade responde por Aedes Aegypti.

E nessa marcha Cinthia Ribeiro que já é considerada no meio político a pessoa mais ingrata e infiel ao seu partido da história do Tocantins, perdendo inclusive, em materia de traição para Marcelo Miranda, pois este já havia sido eleito pelo voto popular quando empinou a carroça contra Siqueira Campos, agora caminha pra ser a pior gestora que a população de Palmas já conheceu.

Desafortunadamente, os prejuízos materiais e os danos humanos já começaram ser contabilizados e podem evoluir para consequências irreparáveis devido à mà gestão.

Enquanto isso, aqueles colunistas, especialistas e formadores de opinião se calam de 30 mil formas diferentes, invocando até questões de gênero para defender a gestora que pagou com traição a quem lhe deu a mão e está arrasando com a Cidade.

Dessa forma, a Capital antes chamada de “Sua Linda”, levará um tempo depois de 2020 para recuperar sua autoestima e superar o desastre Cinthia Ribeiro.

 

Por Iranilto Sales

Postada em 27/01/2019 ás 01h28

Sobre o caso dos vereadores. Não quero entrar na questão de culpa ou inocência, até porque não cabe a mim esse julgamento, jogar pedra em quem está caído é muito fácil, e se tratando de amigos, um ato de covardia.

Vi no dia de ontem uma enxurrada de xingamentos contra eles, até de pessoas que já foram ajudadas por algum deles; deixo claro, não estou fazendo uma defesa dos supostos atos cometidos, mas quero exaltar o valor empatia, já pensou se fosse um de nós no lugar deles? Já pensou nossa família sofrendo com seu ente querido preso e ainda tendo de suportar essa enxurrada de xingamentos? Vou repetir o que falei acima: jogar pedra em quem está caído é fácil, e se tratando de um amigo, um ato de covardia.

A exposição de suas prisões trouxe sofrimento não só à eles que agora têm que ficar em uma cela de prisão, mas também aos seus familiares. Eles não mereciam passar pelo que passaram, apesar dos pesares, e antes de lançarmos um juízo de valor sobre o caso devemos saber que até agora eles são inocentes até que se prove o contrário, ainda não há um julgamento das autoridades competentes, eles são suspeitos? Sim, mas essa suspeita não nos dar o direito de condená-los. Esse senso de justiça desmedido e irracional não cabe, ou não deveria caber, em nossos dias.

Fica aqui minha solidariedade aos amigos: Antônio Feitosa, Antônio Barbosa, Antônio Queiroz, Ângela do Rapadura, Marcos da Igreja, Luizinha do Itamar, Neguin da Civil, Nildo Lopes, Ozeas Gomes e Vaguin.

 

Keops Mota

Postada em 17/01/2019 ás 15h53

A pergunta que se faz na capital é: quem é mesmo o governador do Tocantins?. Com o protagonismo exacerbado de Wanderlei Barbosa, Mauro Carlesse foi jogado ao ostracismo, lembrado apenas quando ocorre as  inúmeras trapalhadas do governo, onde o povo cai em cima dele com todo tipo de adjetivos, quando, na verdade, o governador de fato é Wanderlei Barbosa. Carlesse é o dono da caneta, mas só escreve o que é ditado por Wanderlei.

Keops Mota

Postada em 31/12/2018 ás 16h00

019 está chegando, e com ele vem também a incerteza de um governo que começou errado (pau que nasce torto nunca se endireita, já disse "cumpade" Washington) com tentativas de obstrução de justiça, aparelhamentos, escândalos e investigações, o que pode tirar do tocantinense a esperança de um ano feliz.

O cenário que se desenha com o governo carlesse é tenebroso, nada auspicioso. Podemos estar entrando (Deus permita que não) no pior momento de nossa história. O viés autoritário desse governo pode se elevar à níveis assustadores. Não tenha isso como um escrito de quem torce pelo pior, mas de um tocantinense preocupado com o futuro. Deus nos proteja.

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