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16/03/2019 às 08h58 - atualizada em 16/03/2019 às 09h24

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Redação

Palmas / TO

Contratações do Banco da Amazônia com recursos de fomento atingem R$ 4,64 bi na Região Norte em 2018
A Instituição também publicou o resultado do Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais 2019, o qual selecionou três projetos, e a Chamada Pública da Lei Rouanet 2019, que escolheu onze iniciativas culturais para receberem apoio financeiro do Banco.
Contratações do Banco da Amazônia com recursos de fomento atingem R$ 4,64 bi na Região Norte em 2018
Divulgação

A principal instituição de fomento da região amazônica, o Banco da Amazônia, divulgou suas demonstrações financeiras nesta sexta-feira (15) e comemora o valor atingido nas contratações de recursos de fomento (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte - FNO e outras fontes) que foi de R$ 5,35 bilhões em toda a região, sendo que apenas de FNO, foram contratados R$ 4,64 bi, contemplando 16.161 projetos.


De acordo com o Relatório de Administração, essas contratações tiveram um acréscimo de 64%, quando comparado ao mesmo período de 2017, o que demonstra um aumento de R$ 2 bilhões em operações contratadas, em decorrência principalmente da elevação no nível de contratações do FNO, superior em R$ 1,77 bi. Destaca-se ainda, o incremento das contratações em BNDES, variando positivamente em 231%, correspondendo a R$ 236 milhões contra­tados a mais em relação a 2017.


Para dar ampla visibilidade aos números de 2018 da Instituição, o presidente do Banco da Amazônia, Valdecir Tose, concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira, na sala Rio Tocantins, 14º andar da sede do Banco. Ele informou sobre o lucro e os principais números da Instituição e as perspectivas para 2019, bem como os projetos para expansão da concessão do crédito na região e aplicação dos recursos orçados que são da ordem de R$ 12 bilhões para toda a Amazônia e R$ 9 bi para a Região Norte:


Lucro Líquido e Patrimônio Líquido (PL)


O Banco da Amazônia apresentou lucro líquido de R$109,1 milhões, no exercício de 2018 (R$ 64,5 mi­lhões em 2017) e o Patrimônio Líquido atingiu R$1,93 bilhão, superior 2,8% em relação a 2017 (R$1,88 bilhão).


Com relação aos seus Ativos Totais, foram obtidos R$ 18,93 bilhões o que representa um crescimento de 11,7%, em comparação ao ano de 2017 (R$ 16,95 bilhões). Houve ainda maior in­cremento a carteira de títulos e valores mobiliários, permanecendo como o item de maior participação no grupo contábil, 62,5%, R$ 11.830,1 milhões (56,3% em 2017, R$ 9.545,2 milhões).


Segundo o Balanço do Banco, os ativos totais do FNO apresentaram aumento de 10% em relação a 2017, motivado pela elevação de 33,3% da disponibilidade do FNO e de 2,9% da carteira de crédito, sendo a maior parte da carteira de crédito composta por operações com risco compartilhado, representando 97,0%, e um crescimento de 9,5%, enquanto que o risco integral do Fundo que corresponde a 3,0% da carteira apresentou redução de 2,9% no mesmo período.


CAPTAÇÃO DE MERCADO


A captação global do Banco no exercício 2018 teve um acréscimo de 11,80%, comparando ao exer­cício de 2017, apresentando crescimento no Depósito à Vista, Poupança, Depósito de Investimento e Depósito a Prazo. Esse crescimento decorre das estratégicas voltadas ao Depósito de Investimento de empresas localizadas na região Norte.


MICRO E PEQUENAS EMPRESAS


O Banco da Amazônia teve um acréscimo de 63% na aplicação de recursos para as Micro e Pequenas empresas. A instituição aplicou o valor de R$ 446,70 milhões, em 2.419 operações.


PATROCÍNIOS


Os investimentos do Banco da Amazônia na área de Patrocínios destinam-se a contribuir com o aten­dimento às políticas públicas, compromisso com o desenvolvimento e a sustentabilidade econômica, social e ambiental, priorizando a difusão da cultura regional, realizando parceria com os diversos atores sociais dos estados amazônicos onde o Banco atua. Esta atuação colabora com a geração de oportu­nidades de trabalho, emprego e renda, auxiliando a melhoria da qualidade de vida e acesso à inclusão social e à cultura, além de auxiliar no treinamento de atletas e geração de novos negócios, tornando o Banco uma das empresas que mais investe em patrocínios na Região.


Por meio dos Editais Públicos de Patrocínios, em 2019, o Banco da Amazônia vai patrocinar 112 projetos que abrangem os segmentos social, cultural, esportivo, ambiental e de eventos (feiras, congressos e exposições) dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. O valor destinado para patrocinar estes projetos será de R$ 2,55 milhões.


A Instituição também publicou o resultado do Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais 2019, o qual selecionou três projetos, e a Chamada Pública da Lei Rouanet 2019, que escolheu onze iniciativas culturais para receberem apoio financeiro do Banco.


PERSPECTIVAS PARA 2019


Segundo o presidente do Banco, Valdecir Tose, em 2019, a Instituição planeja operacionalizar os repasses de recursos do FNO para as instituições operado­ras credenciadas, a fim de dinamizar as aplicações nos diversos setores econômicos. “Vamos repassar, para atuação em segundo piso, para instituições financeiras devidamente autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, como agências de fomento, bancos, cooperativas de crédi­to, entre outras, seguindo as boas práticas de risco e de crédito”, comenta.


Assim, o Banco poderá cumprir com o desafio de aplicar todo o recurso do FNO para 2019, cujo montante projetado é de R$ 9,3 bilhões, considerando as potencialidades e oportunidades de investimentos identificadas conjuntamente com os órgãos governamentais e as entidades públicas e privadas, bem como a distribuição histórica das aplicações do FNO e o marco regulatório dos fundos constitucionais.


 



O principal foco de atuação do Banco é a concessão de crédito de longo prazo, direcionado para aplicações em atividades produtivas que impulsionam o desenvolvimento regional. “Atendemos, em conformidade com a Política Nacional de Desenvolvi­mento Regional (PNDR), aos segmentos de menor porte, seguindo as diretrizes e orientações das políticas públicas, bem como os planos e programas do governo federal, dos governos estaduais e dos governos municipais, de maneira a integrar seus esforços aos de outras esferas de go­verno e também de atores da sociedade civil organizada, associações e representações dos segmentos produtivos”.


Para este ano, o plano de aplicação de recursos do FNO do Banco da Amazônia traz como novidade a linha "Energia Verde", que apoia a produção de energias renováveis na região e o "FNO Infraestrutura", com recursos destinados para obras que beneficiem a vida da população, como saneamento básico, telecomunicações, transporte, dentre outras. No entanto, o Banco opera com outras fontes de recursos como Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), BNDES e do Orçamento Geral da União (OGU).


O presidente Valdecir Tose explica que o FNO Energia Verde é destinado a apoiar o financiamento da produção de energias renováveis para consumo próprio de empreendimentos, sendo beneficiários os produtores rurais e não rurais pessoas físicas ou jurídicas e as cooperativas de produtores rurais, além de micro e minigeradores de energia elétrica pessoa física ou jurídica. No setor não rural, é dirigida a pessoas físicas, micros, pequenas, pequeno-médias, médias e grandes empresas. 


“Entre as vantagens desta linha estão as menores taxas do mercado, o amplo prazo para pagamento, a isenção do IOF e o bônus de adimplência, sendo que podem ser financiadas atividades de agricultura, pecuária, aquicultura, pesca e agroindústria de produtos agropecuários. No setor não rural, o FNO Energia Verde alcança atividades nas áreas de turismo, cultura, comércio, prestação de serviço e projetos de infraestrutura econômica, além de agroindustriais e industriais voltadas à exportação”, informou o presidente. 


Em termos práticos, é possível financiar painéis solares, inversores e reguladores, baterias, aquecedores de água, micro e minigeradores eólicos, pequenas centrais hidrelétricas, e os ganhos obtidos com a geração da chamada energia limpa vão da proteção ao meio ambiente ao bolso do empreendedor, visto que a produção de energias renováveis e sustentáveis possibilita aos nossos clientes não só a redução de custos com a própria energia elétrica, como também, a exemplo do estado do Tocantins, descontos no IPTU. 


Para pessoas físicas, o Banco lançou, no início deste mês, o FNO-Energia Verde-PF, produto criado para induzir, estimular e apoiar, através de financiamento, a implantação de  sistemas de produção de energia por fontes renováveis, destinadas ao consumo residencial, contribuindo para a expansão da matriz energética regional em bases sustentáveis. “O financiamento poderá contemplar central de energia, placas fotovoltaicas, inversores, equipamentos, serviços e demais despesas necessárias a instalação do sistema do cliente”, informa o gerente de produtos do Banco, José Alex Aires.  


O prazo de Pagamento é de até oito anos, incluída a carência de até seis meses. O Banco poderá financiar até 80% do valor do projeto de implantação do sistema de geração de energia do cliente. A taxa de juros é definida através da Taxa de Juros dos Fundos Constitucionais - TFC, conforme estabelecido no Art, 1º-A da Lei nº 10.177/2001.  Para as operações contratadas em fevereiro/2019, as taxas a serem aplicadas aos financiamentos, foram estimadas entre 5,40 e 7,82%  ao ano.


 


Os interessados devem ter, antes de se dirigirem às agências do Banco da Amazônia, proposta comercial; projeto aprovado pela concessionária; parecer de acesso emitido pela concessionária; ART do projeto; histórico de consumo de energia elétrica dos últimos 12 meses.


Com relação ao FNO-Infraestrutura, a gerente executiva de Planejamento do Banco, Márcia Mithie, informa que essa linha vem ao encontro das necessidades estruturais de que a região tanto carece, pela escassez e insuficiência de recursos públicos destinados a supri-las e pelas deficientes condições de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, armazéns, telecomunicações, energia, água e esgoto, lixo, entre outras.


 


Envie vídeos, fotos e sugestões de pauta para a redação do Agência Tocantins no (63) 9 8500-8112

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Comentários
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RAPIDINHAS
Postada em 19/03/2019 ás 15h24

A tentativa do deputado Jair Farias de tirar vantagem política nas emendas do senador Eduardo Gomes é digna de um político sem expressão, que vive às sombras de outro. Em 49 dias de mandato tem desempenhado um papel abaixo do esperado. Tem se dedicado a propagar em redes sociais requerimentos que não passarão do Facebook e das linhas de transmissão do whatssap.

 

Keops Mota

Postada em 20/02/2019 ás 17h47

UM DESASTRE IMINENTE EM PALMAS

Após a ocorrência de um desastre, seja ele causado pelas forças da natureza ou pela ação humana, sempre aparecem colunistas, especialistas e formadores de opinião pra dizer que a tragédia já dava sinais de acontecer e que poderia ter sido evitada. Todavia, esses formadores de opinião dificilmente alertam a população antes do fato. A própria população afetada é que denuncia o descaso com os riscos, sendo ignorada na maioria das vezes.

Foi assim nos rompimentos das barragens em Minas Gerais, como também nos casos dos deslizamentos de terra, no incêndio do alojamento do Flamengo e em tantos outros desastres que ocorreram no Brasil.

E em Palmas a história se repete, pois está em curso um outro tipo de desastre e esses formadores de opinião mais uma vez dão de ombros frente ao óbvio, mesmo vendo as pessoas emitirem o alerta todos os dias nas redes sociais, nas entrevistas de de TV e em suas reclamações nos bairros e nas ruas.

É o desastre chamado gestão Cinthia Ribeiro. Sim, uma gestão incompetente à frente de uma Capital com 300 mil habitantes pode prejudicar a população muito mais que um incêndio em um prédio ou um desastre natural.

O cenário da capital é de abandono em meio ao matagal nos bairros, as ruas esburacadas, os serviços públicos com queda de qualidade e a saúde jogada às traças, onde o único morador confortável na cidade responde por Aedes Aegypti.

E nessa marcha Cinthia Ribeiro que já é considerada no meio político a pessoa mais ingrata e infiel ao seu partido da história do Tocantins, perdendo inclusive, em materia de traição para Marcelo Miranda, pois este já havia sido eleito pelo voto popular quando empinou a carroça contra Siqueira Campos, agora caminha pra ser a pior gestora que a população de Palmas já conheceu.

Desafortunadamente, os prejuízos materiais e os danos humanos já começaram ser contabilizados e podem evoluir para consequências irreparáveis devido à mà gestão.

Enquanto isso, aqueles colunistas, especialistas e formadores de opinião se calam de 30 mil formas diferentes, invocando até questões de gênero para defender a gestora que pagou com traição a quem lhe deu a mão e está arrasando com a Cidade.

Dessa forma, a Capital antes chamada de “Sua Linda”, levará um tempo depois de 2020 para recuperar sua autoestima e superar o desastre Cinthia Ribeiro.

 

Por Iranilto Sales

Postada em 27/01/2019 ás 01h28

Sobre o caso dos vereadores. Não quero entrar na questão de culpa ou inocência, até porque não cabe a mim esse julgamento, jogar pedra em quem está caído é muito fácil, e se tratando de amigos, um ato de covardia.

Vi no dia de ontem uma enxurrada de xingamentos contra eles, até de pessoas que já foram ajudadas por algum deles; deixo claro, não estou fazendo uma defesa dos supostos atos cometidos, mas quero exaltar o valor empatia, já pensou se fosse um de nós no lugar deles? Já pensou nossa família sofrendo com seu ente querido preso e ainda tendo de suportar essa enxurrada de xingamentos? Vou repetir o que falei acima: jogar pedra em quem está caído é fácil, e se tratando de um amigo, um ato de covardia.

A exposição de suas prisões trouxe sofrimento não só à eles que agora têm que ficar em uma cela de prisão, mas também aos seus familiares. Eles não mereciam passar pelo que passaram, apesar dos pesares, e antes de lançarmos um juízo de valor sobre o caso devemos saber que até agora eles são inocentes até que se prove o contrário, ainda não há um julgamento das autoridades competentes, eles são suspeitos? Sim, mas essa suspeita não nos dar o direito de condená-los. Esse senso de justiça desmedido e irracional não cabe, ou não deveria caber, em nossos dias.

Fica aqui minha solidariedade aos amigos: Antônio Feitosa, Antônio Barbosa, Antônio Queiroz, Ângela do Rapadura, Marcos da Igreja, Luizinha do Itamar, Neguin da Civil, Nildo Lopes, Ozeas Gomes e Vaguin.

 

Keops Mota

Postada em 17/01/2019 ás 15h53

A pergunta que se faz na capital é: quem é mesmo o governador do Tocantins?. Com o protagonismo exacerbado de Wanderlei Barbosa, Mauro Carlesse foi jogado ao ostracismo, lembrado apenas quando ocorre as  inúmeras trapalhadas do governo, onde o povo cai em cima dele com todo tipo de adjetivos, quando, na verdade, o governador de fato é Wanderlei Barbosa. Carlesse é o dono da caneta, mas só escreve o que é ditado por Wanderlei.

Keops Mota

Postada em 31/12/2018 ás 16h00

019 está chegando, e com ele vem também a incerteza de um governo que começou errado (pau que nasce torto nunca se endireita, já disse "cumpade" Washington) com tentativas de obstrução de justiça, aparelhamentos, escândalos e investigações, o que pode tirar do tocantinense a esperança de um ano feliz.

O cenário que se desenha com o governo carlesse é tenebroso, nada auspicioso. Podemos estar entrando (Deus permita que não) no pior momento de nossa história. O viés autoritário desse governo pode se elevar à níveis assustadores. Não tenha isso como um escrito de quem torce pelo pior, mas de um tocantinense preocupado com o futuro. Deus nos proteja.

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