Opinião

Não há provas contra o prefeito de Augustinópolis, se não há quem pagou, não há quem recebeu. Cai por terra a tese da propina

O delegado supôs, sem fazer uma investigação mais apurada, que esse seria o valor que estariam cobrando. Esse mesmo erro, o delegado cometeu quando supôs que certo Armando citado em um dos áudios de outra investigação, seria o Armando irmão do deputado Amélio Cayres, e assim prendendo um inocente.

14/04/2019 19h08Atualizado há 3 meses
Por: Keops Mota
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Câmara Municipal de Augustinópolis
Câmara Municipal de Augustinópolis

Há muito venho falando das falhas na investigação que afastou os 10 vereadores de Augustinópolis. Posso numerar algumas; como a subjetividade das falas encontradas nos áudios.

Não há em nenhum daqueles áudios algo concreto que venha mostrar essa tal propina que propagandearam, são conversas como “Teu negócio tá aqui”, “pegou o documento?”, “Posso passar pra tua esposa?”, conversas cotidianas entre amigos e companheiros de trabalho, outra parte, um vereador em contexto que se tratava da aprovação da LDO diz “Fechamos em oito”, em uma Câmara de 11 vereadores oito é um número mais que suficiente para aprovar a proposta, não? No entanto, o delegado supôs, sem fazer uma investigação mais apurada, que esse seria o valor que estariam cobrando.

Esse mesmo erro, o delegado cometeu quando supôs que certo Armando citado em um dos áudios de outra investigação, seria o Armando irmão do deputado Amélio Cayres, e assim prendendo um inocente.

Nessa suposição, sem investigação mais aprofundada, incorreu em outro erro. Durante a investigação, o delegado teria afirmado que a vereadora Luizinha seria a líder do esquema, mas não aparece uma fala dela, e se ela realmente seria a líder do esquema, porque quem aparece falando em supostos valores é Toinho? Entenderam caros leitores, a sequência de erros da investigação. Porque o delegado diante dessas subjetividades das conversas não armou um flagrante para sanar as dúvidas? Fica essa pergunta no ar.

Só que toda essa situação foi ganhando outros rumos, e a pergunta que se faz é: se houve propina, quem pagou? O prefeito não foi investigado, não apareceu nos autos do inquérito e o processo administrativo contra ele na Câmara foi extinto por não haver provas de sua participação, o que foi corroborado pelo Tribunal de Justiça que reconheceu a extinção do processo como válida. E nesse mesmo ritmo, o processo contra os vereadores é suspenso pelo juiz da Comarca de Augustinópolis. Esses últimos fatos suscita a dúvida; houve mesmo esse tal esquema?

Juntando os erros do inicio da operação, podemos chegar a conclusão que nunca existiu tal coisa.  Aí podem perguntar, porque os vereadores ainda estão afastados? O juiz determinou seis meses, ainda estamos completando 90 dias. Não se pode correr o risco de condenar um inocente, já disse Voltaire, e a justiça já mostrou que não pretende cair nesse erro.

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