OPERAÇÃO CATARSE

Suspeita de ser fantasma fotografou voto em Carlesse e enviou imagem para servidora do Araguaia

Imagens do celular de uma investigada apreendido em Paraíso mostra envio de violação do voto para servidora que atuava no auxílio da situação funcional da suspeita de ser fantasma.

17/04/2019 13h57
Por: Alessandro Ferreira
Fonte: ANTENA LIGADA
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Divulgação - SSP/TO
Divulgação - SSP/TO

Um relatório policial da Operação Catarse com o foco na extinta Secretaria de Governo, com a extração de dados de mensagens de texto, imagens e áudios do aparelho celular apreendido durante a 5º fase da operação em Paraíso do Tocantins, mostra que uma servidora investigada por peculato fotografou o voto no então candidato a governador Mauro Carlesse – PHS e enviou a uma interlocutora da Casa Civil do Palácio Araguaia. A Operação investiga a existência de servidores que recebiam sem trabalhar em órgãos estaduais como a extinta Secretaria de Governo e na Assembleia Legislativa.

O relatório de 76 páginas embasou as buscas e apreensões realizadas na terça-feira (16) e, segundo a Polícia Civil “mostra influência política” dos alvos e serão usados para comprovar a materialidade do crime de peculato. Para a polícia, as conversas provam a participação de outros agentes públicos auxiliando a servidora Cynara Leão Mota a se manter na condição de “funcionária fantasma”. A defesa da servidora nega as acusações.

A mensagem com a fotografia da urna eletrônica aparece na página 16 do relatório, no trecho que a polícia narra o diálogo da investigada com a pessoa identificada como “Elaine, Palácio” no celular apreendido, para a polícia, se trata de Elaina Rocha Chaves Menegon, servidora comissionada no cargo de assessora especial da casa Civil no governo de Marcelo Miranda – MDB, até o mês de março do ano passado, e mantida no governo Mauro Carlesse – PHS. A partir de abriu de 2018. Um dos alvos da Catarse na sexta-feira, Elaine é gerente de Capacitação aos Municípios da Secretaria de Infraestrutura, Cidades e Habitação, desde março.

Segundo a investigação, após a mudança de governo, Elaine passa a ser a principal “Influência” da servidora na Secretaria Geral de Governo ao indicar os “caminhos” para a manutenção da condição “servidora fantasma” e “fez gestão junto a outros agentes públicos visando acelerar a licença por interesse particular” da servidora.

A relação despertou gratidão na servidora beneficiada. Em um dos diálogos transcritos de um aplicativo de mensagens, em agosto de 2018, ela afirma que irá votar em quem Elaine mandar.

“Posso apoiar o Ivan vaqueiro que o do carlesse ou vc quer q eu apoio o seu ??? (sic)”. Pergunta a servidora. A interlocutora encaminha então uma mensagem padrão de pedido devoto para Eli Borges – SD eleito para a Câmara dos Deputados. “você quem manda”, responde ao afirmar que irá pedir votos para o candidato. Na operação de sexta-feira, entre os documentos apreendidos na casa de Elaine estão três ofícios do gabinete do parlamentar.

Na sequência do relatório, imagens datadas do dia 7 de outubro, dada da eleição, em mensagem remetida para Eleine às 11h51 a servidora declara. “Meu voto e (é) 31 por vc” e recebe como resposta um “obrigada”. Ás 14h14, em nova conversa com Elaine, a servidora posta à foto de sua votação. A violação do voto é infração eleitoral. No relatório, porém, não há qualquer menção de que o envio de voto fotografado tenha partido de orientação do Palácio.

Além da fotografia do voto em Carlesse, o relatório mostra outras imagens da urna eletrônica encontrado no celular da servidora pela Polícia Civil. Nenhuma delas, porém, mostra que foram enviadas para uma outra terceira pessoa. Entre as imagens está o candidato Eli Borges, o Cenourão do – PV, que disputou a Assembleia Legislativa e também mandado de busca e apreensão contra si na sexta-feira. Ele ocupou os cargos de ex-secretário estadual de integração e ex-chefe de gabinete do governo Marcelo Miranda. Outros são Melk Aires – Psol e Paulo Mourão – PT, candidatos ao Senado, e de Fernando Hadad – PT à presidência.

Outro lado

Cenourão nega que tenha atuado na movimentação da servidora e afirma que ela não pertencia a sua pasta. Segundo ele, o que motivou a busca e apreensão em sua residência, em Natividade, é um telefonema da servidora pedindo que ele testemunhasse sobre a situação funcional dela. “Como eu a conheço eu disse que iria, sim, e foi apenas isso”, disse.

Na tentativa de falar com Elaine, veículos da imprensa estadual, ligou para os telefones de vários contatos da servidora, para a irmã, esposo, além de contatos nos telefones dos recursos humanos da infraestrutura e Habitação, na tentativa de ouvir sua versão, mas não conseguiu contato.

A assessoria do governador informou que são teve acesso ao processo e se a prática realmente existiu trata-se de atitude isolado dos envolvidos.

Na tentativa de ouvir a versão do deputado Eli Borges, as chamadas realizadas para o gabinete do deputado em Brasília não foram atendidas. A defesa da servidora Cynara afirma que está analisando os autos e em outro momento oportuno se manifestará. (Matéria – Lailton Costa / Jornal do Tocantins)

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