AÇÃO NA JUSTIÇA

Defensoria Pública requer que Estado dimensione quantidade de profissionais do HGP

Pedido está em Recomendação protocolada nesta segunda-feira, 13, pelo Núcleo de Defesa da Saúde da Instituição

15/05/2019 12h42
Por: Alessandro Ferreira
Fonte: Ascom / DEFENSORIA PÚBLICA
161
Divulgação
Divulgação

Diante da falta de profissionais em vários setores do Hospital Geral de Palmas (HGP), a Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), protocolou uma Recomendação em que solicita, entre outros pontos, que o governo do Estado dimensione a quantidade de profissionais em cada setor do Hospital, dando prioridade a setores críticos como as salas amarela e vermelha.

Diante dos vários problemas encontrados no maior hospital público do Estado, também se recomenda uma mobilização por parte do governo para a realização de concurso público para o quadro da saúde e a regularização do setor de ortopedia. Seja com a abertura mais uma sala cirúrgica, exclusiva para cirurgias ortopédicas, ou através de parceria com a Prefeitura de Palmas ou, ainda, por meio de cirurgias noturnas.

A Recomendação pede, ainda, que seja providenciado um plano para credenciamento e possível contratação de serviços de saúde de média e alta complexidade na rede privada, ou pactuação com municípios, em caráter de retaguarda, de todas as especialidades médicas para atender as demandas que o não estão sendo supridas pelo Estado.

Demandas

A Recomendação leva em consideração várias situações detectadas em recente vistoria ao Hospital, no mês de abril, como a falta de profissionais, entre médicos, técnicos de enfermagem, enfermagem e fisioterapeutas, tanto na sala amarela como na vermelha. Além da falta de aparelhos de gasometria e medicamentos em geral. “Devido a esse quadro caótico, não há resolubilidade dos pacientes ali internados, acarretando baixa rotatividade dos leitos e consequentemente superlotação no setor”, destaca o coordenador do Nusa, o defensor público, Arthur Pádua.

Outro setor que também está com déficit de médicos na sala de tomada de decisões. Na ocasião, havia apenas dois médicos plantonistas para atender mais de 40 pacientes. Além da quantidade insuficiente de técnicos de enfermagem e enfermeiros no local.

Na farmácia central do HGP, mais uma vez foi constatada falta de medicamentos essenciais que deveriam estar disponíveis na Unidade de Tratamento Intensiva (UTI), no centro cirúrgico, nos carrinhos de emergência e no setor de oncologia. Por sua vez, o setor de ortopedia se encontra com superlotação, com pacientes aguardando a cirurgias há longos períodos de tempo.

O coordenador do Nusa lembra que todo cidadão tem direito à saúde pública. “A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as condições indispensáveis ao seu pleno exercício”, conforme Lei 8.080/90, em seu artigo 2º.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos o direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Palmas - TO
Atualizado às 06h12
24°
Poucas nuvens Máxima: 37° - Mínima: 23°
24°

Sensação

7.8 km/h

Vento

84.1%

Umidade

Fonte: Climatempo
G&H CLEAN – SERVIÇOS DE LIMPEZA
Municípios
Últimas notícias
BANNER NOVO NÚMERO ZAP
Mais lidas