Investigação

Promotoria abre investigação sobre suspensão de delegados da força-tarefa que investigava fantasmas

Apurar a legalidade do memorando do delegado-geral da Polícia Rossílio Correio que revogou a força-tarefa da Operação Catarse no início desse ano e também da sindicância aberta pela Corregedoria da Polícia Civil contra os delegados Wanderson Chaves de Queiroz e Gregory Almeida Alves

13/07/2019 22h40Atualizado há 5 dias
Por: Keops Mota
417

Entre as diligências iniciais Edson Azambuja, Vinicius de Oliveira e André Ricardo querem saber que medidas delegado-geral da Polícia tomou para sanar prejuízo nas investigações após extinguir força-tarefa

Apurar a legalidade do memorando do delegado-geral da Polícia Rossílio Correio que revogou a força-tarefa da Operação Catarse no início desse ano e também da sindicância aberta pela Corregedoria da Polícia Civil contra os delegados Wanderson Chaves de Queiroz e Gregory Almeida Alves do Monte estão no foco de um inquérito civil instaurado nesta sexta-feira, 17 pela 9ª Promotoria da capital.

Assinada pelos promotores Edson Azambuja, Vinicius de Oliveira e André Ricardo a investigação é aberta com diligências iniciais que buscam levantar quais medidas tomadas pela corporação para evitar prejuízo nas investigações após delegado geral extinguir força-tarefa.

Diligências iniciais

Entre as diligências iniciais do inquérito, os promotores querem que Rossílio informe se houve a designação de outros delegados para prosseguir nas investigações da Operação Catarse após a revogação da força-tarefa e quantas medidas cautelares foram ajuizadas pela Polícia Civil após o fim da força-tarefa.

Também deverá informar quais as medidas ou providências a Polícia Civil tomou após a revogação da ordem de missão da operação e em que fase se encontra os inquéritos do caso.

Além disso, o corregedor-geral da Polícia Civil, Fábio Simon, será oficiado para fornecer cópia integral da sindicância contra os dois delegados que resultou na suspensão.

A força-tarefa da Catarse

A força-tarefa passou a existir com uma ordem de missão de Rossílio que designava os delegados Wanderson Chaves e Gregory Almeida Alves, lotados na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC/PALMAS) e na Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (DRACMA), para atuarem junto à 1ª Delegacia de Polícia da Capital na condução das investigações da Operação Catarse, que investiga servidores fantasmas na Assembleia Legislativa.

Litígio administrativo e judicial

Em janeiro deste ano o delegado-geral desfez a força-tarefa com a revogação da Ordem de Missão Policial (nº 25/2018). Contra essa medida os dois delegados pediram administrativamente a Rossílio a manutenção do grupo e, sem sucesso, apelaram à Justiça e conseguiram uma liminar anulando fim à revogação, depois derrubada pelo desembargador Eurípedes Lamounier, em medida de urgência para suspender a liminar, sacramentando o fim da força-tarefa “caça fantasmas”.

A portaria de suspensão

A atuação dos dois para impedir o fim do grupo causou a sindicância que resultou na portaria Corregepol de Aplicação de Punição Nº 001/2019, publicada na segunda-feira, 13, com data de 8 de maio, suspendendo por 20 dias Wanderson Chaves de Queiroz, e por 21 dias o delegado Gregory Almeida, com desconto de salário, por “insubordinação” e referência "desrespeitosa" a superiores. (Jornal do Tocantins)

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou com palavras ofensivas.
Palmas - TO
Atualizado às 12h12
31°
Alguma nebulosidade Máxima: 37° - Mínima: 18°
29°

Sensação

15 km/h

Vento

27%

Umidade

Fonte: Climatempo
G&H CLEAN – SERVIÇOS DE LIMPEZA
Municípios
CAMPANHA PRESENÇA DIGITAL WEB- 1
BANNER MARRONY
Últimas notícias
Mais lidas