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Sobre o Tempo

Ainda Dá Tempo

A Vida e o Tempo.

Ismeni Moura - Espaço Reflexão com

Ismeni Moura - Espaço Reflexão com Tudo sobre o espaço reflexão em um só lugar!

01/09/2019 10h41Atualizado há 3 meses
Por: Ismeni Lima de Moura
Fonte: Ismeni Moura / Espaço Reflexão
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Ismeni Moura - Divulgação
Ismeni Moura - Divulgação

“Não dá mais tempo”, é a afirmativa de muitos que manifestam  ausência de vigor existencial.

Muitos desistiram de viver, passando tão somente a existir. Exalando a morte de sonhos sepultados. Acreditam que o tempo passou, e que levou consigo a juventude, juntamente com o riso, amores, alegria e a esperança. Restando a amarga desilusão de quem em vida já morreu.

 Será o tempo o responsável pelas marcas e cicatrizes esculpidas em nossa alma pelas dores e decepções?

Será o tempo onipotente?  Será o juiz da nossa história? Ou até mesmo o ladrão da esperança?

Será o tempo o grande vilão? O definidor de histórias, e responsável por desfechos sombrios, cinzas e solitários? Seremos nós seres humanos, tão frágeis e débeis que tudo que podemos fazer é nos render aos anos que foram mal vividos e esperar amargamente pelo suspiro final em um futuro próximo?

Será que o tempo levou o sabor da vida? Ou teremos sido nós mesmos que perdemos o paladar? Terá o tempo passado? Ou somos nós que insistimos em permanecer no que já passou?  Chegamos ao nosso limite? Ou decidimos nos limitar?

Será que os anos levados pelo tempo são mais poderosos do que a pulsão pela vida? E o que dizer de quem tem no rosto a marca do tempo, mas o coração cheio de sol, e o riso que mais parece uma canção?  De tão bonito que é.

E que falar de quem tem no rosto a juventude e um coração escuro pelo desprazer de viver. Será mesmo o tempo a resposta para nossas inquietações?

Não dá mais tempo? Ou preferimos a comodidade da solidão, da repetição, das justificativas, conceitos, culpas, medos, mágoas, direitos, razões? A bem da verdade é que a dor é também tentadora. Tudo que ela nos cobra é o sofrimento. Não precisamos de mudanças, aceitamos ser infelizes e tudo certo. Não há necessidade de reaprender a andar, de nos reerguermos, de explorar outros terrenos, de ir até as águas mais profundas, de romper limites, de arriscar, de se expor... Enfim, tudo que a dor nos  cobra é nossa inércia e nossa insatisfação. Tudo tem o seu preço, e por mais paradoxal que seja, muitas vezes optamos pelo preço de permanecer na dor, por resistências às mudanças e por excesso de passado, o qual temos tanta dificuldade de abrir mão.

O livro de Eclesiastes diz que há um tempo para tudo.  O tempo nunca será maior do que o movimento que fazemos. O tempo sempre estará lá, nos disponibilizando várias opções de vida. Podendo tudo ser adaptado e organizado às nossas escolhas e às nossas possibilidades.

  Ouvi dizer que tem movimento por mais simples que seja, que vale uma eternidade, porque está impregnado de valor. O simples pode ser saboroso quando tem significado e profundidade.

Ainda há tempo, tempo de decidir que os dias que ainda temos ao nosso dispor, independente dos anos que temos, podem fazer valer toda uma vida. Há tantas possibilidades, tanto a aprender, a fazer. Há sempre um jardim a ser reconstruído em um lugar que foi desolado. Poderá não ser o jardim que sonhamos a alguns anos atrás, mas poderá ser incrivelmente surpreendente e cheio de vida. Dá tempo.

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