OUTUBRO ROSA - ASSEMBLEIA DO TOCANTINS
DECISÃO JUDICIAL

Juiz substituto manda soltar acusado de encomendar atentado contra prefeito de Novo Acordo

Apenas o atirador confesso, Gustavo Araújo da Silva, vai continuar preso até o fim do julgamento. O crime aconteceu em janeiro deste ano.

19/09/2019 22h11
Por: Alessandro Ferreira
Fonte: G1 Tocantins
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Vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR) é acusado de encomendar atentado — Foto: Reprodução/ Agência Tocantins
Vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR) é acusado de encomendar atentado — Foto: Reprodução/ Agência Tocantins

O juiz substituto José Ribamar Mendes Júnior decidiu soltar o vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), conhecido como Letim Leitão. Ele está preso em Palmas suspeito de encomendar a tentativa de homicídio contra o prefeito Elson Lino de Aguiar (MDB), o Dotozim. O crime aconteceu em janeiro deste ano.

O magistrado também determinou a soltura de outros dois investigados por supostamente intermediar o crime, Paulo Henrique Sousa e Kelly Fernanda Carvalho. Apenas o atirador confesso, Gustavo Araújo da Silva, vai continuar preso até o fim do julgamento.

Nenhum dos réus foi solto por enquanto porque José Ribamar determinou que eles sejam monitorados por tornozeleiras eletrônicas e o estado não dispõe dos equipamentos atualmente.

Além do monitoramento, ficou determinado que eles devem comparecer em juízo mensalmente para informar as atividades, não podem sair da comarca onde moram e devem ficar em casa durante a noite. O juiz disse na sentença que não vê qualquer risco ao processo ou dano social com a medida.

As audiências em que eles foram interrogados foram realizadas no início do mês, mas a Justiça ainda não decidiu se eles devem ou não ir a Júri Popular.

O caso

O vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (PR), foi preso em flagrante como suspeito de encomendar o atentado contra o prefeito, Elson Lino de Aguiar (MDB). O atentando contra o prefeito, conhecido na cidade como Dotozim, foi no dia 9 de janeiro. Ele levou três tiros, inclusive um na cabeça, mas já recebeu alta do hospital.

Além dele, foi também foi capturado Gustavo Araújo da Silva, suspeito de ser o executor do atentado. Inicialmente, eles teriam combinado um pagamento de R$ 10 mil pelo crime, mas o depósito não chegou a ser feito. Também foi preso o empresário Paulo Henrique Sousa, suspeito de fazer a intermediação entre o político e Gustavo.

A Polícia Civil concluiu as investigações e disse que o crime estava planejado para acontecer antes do Natal de 2018, mas a ação não deu certo. A motivação teria a ver com desentendimentos a respeito da divisão de propinas na cidade. Os dois políticos sempre negaram a participação em qualquer esquema de corrupção

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