OUTUBRO ROSA - ASSEMBLEIA DO TOCANTINS
TRIBUNAL DO JÚRI

Médico acusado de matar professora em Palmas irá a júri popular

A defesa do acusado informou que vai recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça por entender que faltam provas para a pronúncia dele pelo crime.

08/10/2019 20h06
Por: Alessandro Ferreira
Fonte: Redação / Agência Tocantins
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Divulgação
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O médico Álvaro Ferreira da Silva, acusado de matar a professora Danielle Christina Lustosa Grohs, deverá ir à júri popular. De acordo com o juiz Jordan Jardim, da 1ª Vara Criminal de Palmas o médico será julgado no tribunal do júri, mas o julgamento não tem data para acontecer.

A defesa do acusado informou que vai recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça por entender que faltam provas para a pronúncia dele pelo crime. O advogado Adelmário Alves dos Santos informou ainda que o médico segue afirmando que é inocente de todas as acusações. O crime aconteceu em dezembro de 2017 e ganhou grande repercussão em todo o estado.

Álvaro Ferreira chegou a ser preso após tentar esganar a ex-mulher, mas foi colocado em liberdade no dia 17 de dezembro após audiência de custódia. A professora foi assassinada na mesma noite.

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, após ser solto, o médico entrou na casa da ex-mulher e esganou a vítima até a morte.

O caso

O corpo da professora foi encontrado no dia 18 de dezembro. O médico ficou quase um mês foragido após o crime. Ele foi preso no dia 11 de janeiro em Goiás e levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas no dia seguinte. Ele foi localizado após postar uma selfie em uma igreja nas redes sociais. Enquanto esteve foragido, ele deu entrevistas por telefone e mandou mensagens para a mãe da vítima.

A defesa do médico tentou alegar durante as primeiras audiências do caso, em que testemunhas foram ouvidas pelo juiz, que a ex-namorada dele, Marla Cristina Barbosa poderia estar envolvida. Ela chegou a ser presa porque acompanhou ele durante parte da fuga. Não foi feita nenhuma denúncia contra ela porque tanto a polícia quando o Ministério Público entenderam que não há elementos que provem a participação dela no caso.

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