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CAIXA 2

PGR pede ao Supremo para reabrir investigação que apurava se senadora Katia Abreu usou caixa 2

Inquérito começou em 2017, após delação da Odebrecht, e foi arquivado em 2018. Procuradores veem novas provas em registros de transportadora; defesa nega.

09/11/2019 11h13
Por: Alessandro Ferreira
Fonte: G1 Tocantins
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Senadora Kátia Abreu durante discurso na tribuna do Senado Federal - Foto: Divulgação
Senadora Kátia Abreu durante discurso na tribuna do Senado Federal - Foto: Divulgação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o desarquivamento de um inquérito que investigava se a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) cometeu caixa 2. Os procuradores argumentam que surgiram novas provas que justificam a reabertura do caso.

A defesa da senadora, que já se manifestou no caso, alega que a PGR já possuía as informações apresentadas agora desde 2017 e que elas não são suficientes para a reabertura do caso. Os advogados pedem que o inquérito seja mantido arquivado.

A investigação começou a partir da delação da Odebrecht e foi arquivada pela Segunda Turma do STF em setembro do ano passado.

À época, a PGR pedia prorrogação da investigação, mas os ministros da Suprema Corte entenderam que o caso estava se prolongando demais e que não havia provas que justificassem mais tempo para os investigadores.

O inquérito foi aberto em março de 2017 para investigar a informação de delatores de que a senadora teria recebido da empreiteira R$ 500 mil em caixa 2 para a campanha eleitoral de 2014. Os delatores apresentaram registros do sistema "Drousys", que era utilizado pela empresa para gerenciar o pagamento de propinas para políticos.

Neste sistema, a senadora teria recebido o codinome "Machado", e os R$ 500 mil teriam sido pagos em duas parcelas de R$ 250 mil. Além de Kátia Abreu, o inquérito também investigava o marido da senadora, o engenheiro Moisés Pinto Gomes.

Entre os documentos entregues pelos delatores, estavam planilhas que apontavam dois pagamentos de R$ 250 mil feitos ao codinome Machado, com datas estimadas e senhas utilizadas na entrega.

O primeiro teria sido feito, de acordo com os documentos, em 2 de outubro de 2014, utilizando a senha "bigode". Já o segundo teria sido feito na semana seguinte, em 9 de outubro, utilizando a senha "volante".

Registros de transportadora

Para pedir a reabertura das investigações, a PGR argumentou que novas provas sobre o caso foram obtidas em um HD apreendido da transportadora de valores Transnacional, utilizada pela empreiteira para fazer pagamentos ilícitos em São Paulo.

No disco rígido da transportadora estão registros de conversas entre empregados com detalhes para entregas de valores. Os investigadores apontaram a existência de registros de entregas em dinheiro, feitas em outubro de 2014, com as senhas "bigode" e "volante" citadas nas planilhas da Odebrecht.

A primeira, utilizando a senha "bigode", começou a ser planejada no dia 2 de outubro, e foi concluída no dia seguinte. Já a segunda entrega, com a senha "volante", foi feita em 9 de outubro, segundo os dados da transportadora.

Ambas as entregas, no valor de R$ 250 mil, foram feitas em hotéis da capital paulista para uma pessoa chamada "Álvaro".

 

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