O ex-governador do Tocantins, Mauro Carlesse, foi preso na manhã deste domingo (15) em uma fazenda localizada no município de São Salvador, próximo à cidade de Peixe, no sul do estado. A ação foi realizada durante uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público Estadual, e da Polícia Civil.
De acordo com informações obtidas pela Agência Tocantins, a prisão de Carlesse foi em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela 3ª Vara Criminal de Palmas. Durante a operação, também foi cumprida uma ordem de busca e apreensão.
As investigações, que estão sob sigilo judicial, apuram suspeitas de corrupção e desvios de recursos públicos cometidos durante o mandato de Carlesse como governador do Tocantins. Embora os detalhes oficiais ainda não tenham sido divulgados, fontes indicam que há fortes indícios de irregularidades envolvendo contratos administrativos. Segundo o Ministério Público, a ordem judicial foi motivada por indícios de um possível plano de fuga para o exterior..
Detalhes da operação
A prisão ocorreu na Fazenda Joia Rara, propriedade de Mauro Carlesse. Além dele, foi expedido um mandado de prisão contra Claudinei Quaresemin, ex-secretário estadual, também investigado por participação em esquemas de corrupção. Carlesse foi detido sem resistência e conduzido à delegacia da Polícia Civil em Gurupi, onde prestou depoimento. Posteriormente, ele será encaminhado ao sistema prisional, conforme determinação judicial.
Antecedentes
Essa não é a primeira vez que o ex-governador enfrenta problemas com a Justiça. Em 2021, Carlesse foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). À época, ele foi acusado de obstruir investigações e de envolvimento em um esquema de corrupção relacionado a contratos de prestação de serviços médicos e hospitalares no estado.
Tentativa de intimidação à imprensa
Durante a cobertura do caso, a equipe do portal Atitude enfrentou um incidente de intimidação. O advogado de defesa de Carlesse tentou impedir a presença dos jornalistas na delegacia, em uma atitude classificada como truculenta e contrária à liberdade de imprensa. A situação foi contornada por um policial presente, que pediu desculpas à equipe de reportagem e garantiu que as informações sobre a operação serão divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público Estadual.
A Agência Tocantins continuará acompanhando o caso e atualizando as informações conforme forem divulgadas.