A Polícia Civil desarticulou um esquema de loterias clandestinas em Guaraí, no centro-norte do Tocantins, durante a "Operação Trapaça", deflagrada na manhã desta quarta-feira (2). A investigação teve início após um morador da cidade registrar um Boletim de Ocorrência relatando que ganhou um prêmio de R$ 43 mil, mas não recebeu a premiação.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, durante a ação policial, realizada por equipes da 47ª e da 48ª Delegacias da Polícia Civil, foram apreendidos milhares de bilhetes, cadernos com anotações e quantias em dinheiro relacionadas a três jogos de azar explorados de forma irregular na cidade. Quatro pessoas, suspeitas de serem os responsáveis pelos sorteios, foram autuadas.
O delegado-chefe da 47ª DP, Andreson Alves de Sousa, explicou que os suspeitos, naturais dos estados do Maranhão e Piauí, não possuíam autorização do Sistema de Gestão de Apostas, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, que regulamenta a realização de sorteios. "A partir da denúncia do apostador, iniciamos diligências e constatamos que os jogos estavam sendo operados sem qualquer permissão legal", destacou o delegado.
Ainda segundo apurou a Agência Tocantins, a exploração de jogos de azar é considerada uma infração penal no Brasil. Diante das evidências, a Polícia Civil realizou a operação para coibir a prática ilegal e garantir o cumprimento da lei, apreendendo todo o material utilizado na atividade criminosa.
“Inicialmente, identificamos a exploração de jogos de azar, mas acreditamos que outras infrações penais podem estar relacionadas, como lavagem de dinheiro e organização criminosa. Por isso, a Polícia Civil alerta a população de Guaraí para que não participe de apostas ilegais, pois essa prática pode estar associada a outros crimes”, reforçou o delegado.
Os quatro suspeitos foram conduzidos à 7ª Central de Atendimento da Polícia Civil, em Guaraí, onde foram ouvidos e liberados. Eles responderão por contravenção penal relacionada à exploração de jogos de azar, com a lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
(Reportagem: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins)