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Eleições 2018

10/09/2018 às 13h02 - atualizada em 10/09/2018 às 13h24

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Redação

Palmas / TO

O favoritismo de Bolsonaro rumo ao planalto depois do atentado sofrido em Minas Gerias
Depois do choque do atentado, as próximas pesquisas deverão confirmar sua liderança na corrida ao Planalto. Dos obstáculos que enfrentará, o maior ainda é ele próprio
O favoritismo de Bolsonaro rumo ao planalto depois do atentado sofrido em Minas Gerias
Foto postada por filho de Jair Bolsonaro mostra o candidato, em poltrona do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, fazendo o gesto de quem porta armas (Foto: Reprodução/Twitter/Flavio Bolsonaro)

Passado o choque do atentado contra o deputado Jair Bolsonaro, cuja recuperação tem felizmente superado as expectativas dos médicos, as pesquisas Datafolha (hoje) e Ibope deixarão claro que, muito provavelmente, Bolsonaro consolida seu caminho rumo ao Planalto. Na pesquisa do FSB/BTGPactual, ele já subiu de 26% para 30%.


O esperado é que ele se consolide em primeiro lugar nas demais e que, em parte devido ao atentado, tenha caído a rejeição a seu nome, principal empecilho a uma vitória no segundo turno. Antes, ele entraria na disputa final como azarão; agora, é provável que entre como favorito.


O atentado tornou-o ainda mais conhecido em todo o Brasil. A principal deficiência de sua campanha, falta de tempo no horário eleitoral gratuito, passou a ser compensada pela exibição diuturna de seu nome no noticiário nacional, como vítima de um atentado bárbaro, portanto merecedor da simpatia e do voto popular


Nem mesmo o PT, que tentava apresentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como vítima de perseguição da Justiça e hesitava em confirmar a candidatura do ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (a confirmação é esperada para até amanhã), tem condição de criar uma narrativa para competir com um ato de violência real, concreto: a facada em seu maior adversário.


Mas atenção: Bolsonaro ser favorito não significa que a eleição esteja ganha para ele. Faltam ainda quatro semanas para o pleito – e o próprio atentado demonstra que ainda pode haver muitas surpresas até lá. Ele enfrentará doravante obstáculos de três tipos.


O primeiro, e mais óbvio, será a própria saúde. Quando sair do hospital, Bolsonaro estará debilitado, impossibilitado de manter a campanha de rua que vinha conduzindo pelo país. O prognóstico de recuperação é positivo, mas imprevisível. Se piorar em vez de melhorar, é natural que isso provoque hesitação nos eleitores.


O segundo obstáculo está na estratégia que seus adversários adotarão para derrotá-lo. Nenhum deles está, hoje, numa situação muito confortável para atacar Bolsonaro. Mas isso não deve perdurar. Dependerá dessa estratégia o êxito na tentativa de derrotá-lo.


Ela será diferente de acordo com o adversário. Para o PT, pouco mudou com o atentado. O objetivo essencial é o mesmo: estancar a sangria nos votos daqueles eleitores identificados com o lulismo e transferir o máximo possível para Haddad.


Tais votos estão concentrados nos estratos mais pobres, menos instruídos e no Nordeste, fatias do eleitorado que se mostravam mais resistentes a Bolsonaro. As pesquisas de hoje e amanhã ajudarão a descobrir até que ponto o atentado melhorou a penetração dele entre esses eleitores – também entre as mulheres, camada em que vinha sofrendo de maior rejeição.


É importante lembrar que o PT continua a ser o partido que desperta maior simpatia entre os brasileiros (é mencionado como preferido por 24%, de acordo com a última sondagem Datafolha divulgada no mês passado). Seu pior momento foram as eleições municipais de 2016, em que somou 6,7% dos votos (dez pontos a menos que em 2012).


Mas o impeachment de Dilma e a prisão de Lula recuperaram a popularidade petista. O PT continua a dispor da máquina de propaganda com maior capilaridade no país todo. A campanha de Haddad não precisa atacar Bolsonaro para atrair o voto daqueles que, diante da hesitação de Lula, preferem Marina Silva ou Ciro Gomes. Também não precisa insistir na ridícula vitimização de Lula.


Basta espalhar que Haddad trará de volta os bons tempos na economia que fizeram a glória do lulismo. É obviamente uma promessa impossível de cumprir diante da realidade brasileira atual. Mas pode funcionar para levá-lo ao segundo turno. Preservar Bolsonaro também ajuda a garantir que será ele, rival preferido do PT por ser mais fácil de derrotar, o adversário na segunda rodada.


A situação de Ciro e Marina é semelhante. Para eles, mais importante que atacar Bolsonaro, é impedir a transferência de votos de Lula a Haddad. Ciro tem obtido maior sucesso. Adotou como alvo o eleitor mais pobre, a quem prometeu livrar do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). As pesquisas mostrarão se a tática continua a funcionar.


O candidato que enfrenta o maior dilema é Geraldo Alckmin. A fresta que ele tinha para passar ao segundo turno se estreitou com o atentado. Ficou mais difícil atrair o antipetista que poderia trocar Bolsonaro pelo tucano. A forma como tentava fazer isso – atacar o lado violento de Bolsonaro – tornou-se, na hipótese realista, uma estratégia inviável e, na ousada, apenas canalha. Se adotá-la agora, é enorme o risco de que se volte contra o próprio Alckmin.


O último Ibope demonstrava que Bolsonaro começava a perder fôlego. Embora tivesse subido de 20% para 22%, os votos indefinidos se encaminhavam em maior proporção para outros candidatos, tanto que ele sofrera queda de 32% para 30% em votos válidos, ao mesmo tempo que o patamar de brancos, nulos e indefinidos se reduzira a 28%, pouco acima do nível verificado nos últimos pleitos.


O terceiro tipo de obstáculo que Bolsonaro enfrentará está, portanto, nele mesmo: é sua própria campanha. Para vencer, ele precisa convencer um eleitor que, até a semana passada, continuava desconfiado. Mesmo que o atentado o tenha aproximado do coração da população, ser fotografado no hospital fazendo o gesto tradicional de quem empunha uma arma não o ajuda.


Convencer o eleitor resistente implica, para Bolsonaro, dar um passo rumo ao centro, não a um discurso ainda mais radical. Isso vale não apenas para a questão da segurança, mas para tudo o que preocupa os grupos que não se veem representados nele, em especial o feminino.


Bolsonaro precisa lembrar que Lula, outro candidato visto em seu tempo como radical, só foi eleito depois de compromoter-se, na célebre Carta aos Brasileiros, a manter os pilares da política econômica do governo Fernando Henrique, tema em que despertava maior medo.


As fragilidades com que Bolsonaro precisa lidar são de outra natureza. Mas ele não pode continuar a falar apenas para seu público mais fiel, ou elas serão exploradas pelos adversários. Se não agora, com toda certeza no segundo turno. O momento lhe é favorável. Mas ele não pode errar. Depois do atentado, sua vitória depende muito mais de seus prórpios erros que dos acertos dos adversários.


 


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Comentários
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RAPIDINHAS
Postada em 20/02/2019 ás 17h47

UM DESASTRE IMINENTE EM PALMAS

Após a ocorrência de um desastre, seja ele causado pelas forças da natureza ou pela ação humana, sempre aparecem colunistas, especialistas e formadores de opinião pra dizer que a tragédia já dava sinais de acontecer e que poderia ter sido evitada. Todavia, esses formadores de opinião dificilmente alertam a população antes do fato. A própria população afetada é que denuncia o descaso com os riscos, sendo ignorada na maioria das vezes.

Foi assim nos rompimentos das barragens em Minas Gerais, como também nos casos dos deslizamentos de terra, no incêndio do alojamento do Flamengo e em tantos outros desastres que ocorreram no Brasil.

E em Palmas a história se repete, pois está em curso um outro tipo de desastre e esses formadores de opinião mais uma vez dão de ombros frente ao óbvio, mesmo vendo as pessoas emitirem o alerta todos os dias nas redes sociais, nas entrevistas de de TV e em suas reclamações nos bairros e nas ruas.

É o desastre chamado gestão Cinthia Ribeiro. Sim, uma gestão incompetente à frente de uma Capital com 300 mil habitantes pode prejudicar a população muito mais que um incêndio em um prédio ou um desastre natural.

O cenário da capital é de abandono em meio ao matagal nos bairros, as ruas esburacadas, os serviços públicos com queda de qualidade e a saúde jogada às traças, onde o único morador confortável na cidade responde por Aedes Aegypti.

E nessa marcha Cinthia Ribeiro que já é considerada no meio político a pessoa mais ingrata e infiel ao seu partido da história do Tocantins, perdendo inclusive, em materia de traição para Marcelo Miranda, pois este já havia sido eleito pelo voto popular quando empinou a carroça contra Siqueira Campos, agora caminha pra ser a pior gestora que a população de Palmas já conheceu.

Desafortunadamente, os prejuízos materiais e os danos humanos já começaram ser contabilizados e podem evoluir para consequências irreparáveis devido à mà gestão.

Enquanto isso, aqueles colunistas, especialistas e formadores de opinião se calam de 30 mil formas diferentes, invocando até questões de gênero para defender a gestora que pagou com traição a quem lhe deu a mão e está arrasando com a Cidade.

Dessa forma, a Capital antes chamada de “Sua Linda”, levará um tempo depois de 2020 para recuperar sua autoestima e superar o desastre Cinthia Ribeiro.

 

Por Iranilto Sales

Postada em 27/01/2019 ás 01h28

Sobre o caso dos vereadores. Não quero entrar na questão de culpa ou inocência, até porque não cabe a mim esse julgamento, jogar pedra em quem está caído é muito fácil, e se tratando de amigos, um ato de covardia.

Vi no dia de ontem uma enxurrada de xingamentos contra eles, até de pessoas que já foram ajudadas por algum deles; deixo claro, não estou fazendo uma defesa dos supostos atos cometidos, mas quero exaltar o valor empatia, já pensou se fosse um de nós no lugar deles? Já pensou nossa família sofrendo com seu ente querido preso e ainda tendo de suportar essa enxurrada de xingamentos? Vou repetir o que falei acima: jogar pedra em quem está caído é fácil, e se tratando de um amigo, um ato de covardia.

A exposição de suas prisões trouxe sofrimento não só à eles que agora têm que ficar em uma cela de prisão, mas também aos seus familiares. Eles não mereciam passar pelo que passaram, apesar dos pesares, e antes de lançarmos um juízo de valor sobre o caso devemos saber que até agora eles são inocentes até que se prove o contrário, ainda não há um julgamento das autoridades competentes, eles são suspeitos? Sim, mas essa suspeita não nos dar o direito de condená-los. Esse senso de justiça desmedido e irracional não cabe, ou não deveria caber, em nossos dias.

Fica aqui minha solidariedade aos amigos: Antônio Feitosa, Antônio Barbosa, Antônio Queiroz, Ângela do Rapadura, Marcos da Igreja, Luizinha do Itamar, Neguin da Civil, Nildo Lopes, Ozeas Gomes e Vaguin.

 

Keops Mota

Postada em 17/01/2019 ás 15h53

A pergunta que se faz na capital é: quem é mesmo o governador do Tocantins?. Com o protagonismo exacerbado de Wanderlei Barbosa, Mauro Carlesse foi jogado ao ostracismo, lembrado apenas quando ocorre as  inúmeras trapalhadas do governo, onde o povo cai em cima dele com todo tipo de adjetivos, quando, na verdade, o governador de fato é Wanderlei Barbosa. Carlesse é o dono da caneta, mas só escreve o que é ditado por Wanderlei.

Keops Mota

Postada em 31/12/2018 ás 16h00

019 está chegando, e com ele vem também a incerteza de um governo que começou errado (pau que nasce torto nunca se endireita, já disse "cumpade" Washington) com tentativas de obstrução de justiça, aparelhamentos, escândalos e investigações, o que pode tirar do tocantinense a esperança de um ano feliz.

O cenário que se desenha com o governo carlesse é tenebroso, nada auspicioso. Podemos estar entrando (Deus permita que não) no pior momento de nossa história. O viés autoritário desse governo pode se elevar à níveis assustadores. Não tenha isso como um escrito de quem torce pelo pior, mas de um tocantinense preocupado com o futuro. Deus nos proteja.

Postada em 23/12/2018 ás 00h49

O Natal está chegando, e que com ele também venham a união, a paz, a alegria e o gozo de estarmos reunidos com nossa família comemorando o nascimento do maior homem da história: Cristo. Que cada pessoa  deixar brotar em seu coração a semente da paz, plantada pelo ilustre aniversariante. Boas festas. São os votos de: 

 

Keops Mota/Corespondente Agência Tocantins

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