A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 11ª Delegacia de Polícia de Araguatins, concluiu a investigação sobre o furto de uma carga de produtos eletrônicos avaliada em aproximadamente R$ 952 mil. O motorista responsável pelo transporte foi indiciado por furto mediante fraude. A ação foi conduzida sob a titularidade do delegado Gilmar Silva de Oliveira.
Segundo as investigações, a carga foi embarcada integralmente no estado de São Paulo, fato comprovado por imagens e documentos logísticos obtidos pelos policiais. O destino final da mercadoria era a cidade de Araguatins. No entanto, ao ser recebida pela empresa destinatária, foi identificado um desfalque significativo no volume da carga, o que motivou o registro da ocorrência policial. O caso ocorreu em maio de 2025.
Durante o interrogatório, o motorista alegou ter realizado a entrega completa dos produtos. No entanto, a equipe de investigação, por meio do rastreamento do veículo, identificou diversas paradas indevidas ao longo do percurso, em locais não autorizados, que coincidem com os prováveis pontos de subtração da carga.
A apuração apontou ainda que o investigado desviou deliberadamente da rota original e interrompeu a comunicação com a empresa contratante, o que reforça a suspeita de intenção criminosa. A polícia também descobriu que o mesmo indivíduo foi preso em flagrante no estado de São Paulo, em uma ocorrência recente com características semelhantes.
Com base nas provas reunidas, a autoridade policial solicitou a quebra do sigilo bancário do motorista, medida já autorizada pela Justiça, e também a decretação de sua prisão preventiva, ainda em análise pelo Poder Judiciário.
Para o delegado Gilmar de Oliveira, as medidas são fundamentais para garantir a continuidade das investigações e preservar a ordem pública. “A Polícia Civil do Tocantins reafirma seu compromisso com a repressão qualificada aos crimes patrimoniais, sobretudo àqueles que envolvem fraudes e desvios de cargas de alto valor, zelando pela proteção dos setores logístico, empresarial e econômico do Estado”, afirmou.