
A Polícia Civil do Tocantins (PC-TO), por meio da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Vulneráveis (DAV - Palmas), concluiu nesta quarta-feira (15) um inquérito policial que resultou no indiciamento de uma mulher de 55 anos, suspeita de ter se apropriado indevidamente de recursos obtidos por meio de um empréstimo consignado feito em nome da própria mãe, uma idosa de 78 anos.
De acordo com as investigações, a suspeita morou com a mãe por cerca de oito meses e, durante esse período, contratou um empréstimo de R$ 8 mil utilizando os dados da idosa, sem o conhecimento dos demais filhos. O crime só foi descoberto quando familiares perceberam descontos indevidos no benefício previdenciário da vítima e procuraram a delegacia.
Em depoimento, a idosa afirmou não saber da existência do empréstimo. Já a filha apresentou versões contraditórias sobre o destino do dinheiro, alegando que o valor teria sido usado em reformas na casa, compra de móveis e despesas com outros familiares, mas não apresentou documentos que comprovassem as alegações.
Segundo o delegado José Lucas Melo, responsável pelo caso, a conduta da suspeita configura crime previsto no Estatuto do Idoso, que estabelece pena de um a quatro anos de reclusão, além de multa.
“Quem administra ou movimenta valores, bens e rendimentos de pessoas idosas tem o dever legal de prestar contas, sob pena de responsabilização criminal”, destacou o delegado.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado ao Ministério Público Estadual, que deverá adotar as providências cabíveis junto ao Poder Judiciário.
A investigação integra a Operação Virtude, uma ação coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com as Polícias Civis de todo o país. A iniciativa tem como foco o combate aos crimes praticados contra pessoas idosas, promovendo a proteção e a garantia dos direitos desse público.
Reportagem: Patrícia Alves / Agência Tocantins