
O empresário Waldecir José de Lima Júnior, suspeito de matar o vigilante Dhemis Augusto Santos, continua foragido uma semana após o crime ocorrido na noite de 29 de novembro, no Aldeia Mall, na região central de Palmas. Mesmo tendo indicado, por meio da defesa, o local onde estaria a arma utilizada no homicídio, o investigado não se apresentou à polícia e permanece com mandado de prisão em aberto, expedido pela 1ª Vara Criminal da Capital.
A Polícia Civil divulgou, em 1º de dezembro, um cartaz de procurado com a foto de Waldecir e pede que qualquer informação que possa levar ao paradeiro do suspeito seja repassada às autoridades. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 190, da Polícia Militar, ou pelo Disque-Denúncia da 1ª DHPP: (63) 98131-8454.
Dinâmica do crime
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Dhemis, que trabalhava como vigia no local, alertou o empresário sobre o estacionamento irregular de um veículo de luxo, que havia atingido uma baliza de sinalização. Após discussão, Waldecir sacou uma arma e atirou contra o trabalhador, atingindo-o na região do abdômen. Mesmo após o disparo, o suspeito ainda continuou ameaçando a vítima, que caiu no chão e não resistiu.
Investigações e busca pelo suspeito
Logo após o crime, policiais foram até a residência de Waldecir, também localizada na área central da capital. O veículo usado na ação foi encontrado coberto por lona dentro do imóvel. A casa apresentava sinais de ocupação — luz acesa e janela aberta — mas estava vazia no momento em que a equipe entrou para tentar realizar a prisão em flagrante. Munições foram apreendidas no local.
A Secretaria de Segurança Pública reforçou que a 1ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (1ª DHPP) conduz as investigações e solicita o apoio da população para localizar o foragido.
Posição das defesas
O advogado Zenil Drumond, representante de Waldecir, afirmou que o empresário só deve se apresentar “em momento oportuno”, quando dará sua versão dos fatos.
Já a defesa da família de Dhemis, representada pelo advogado Georgie Moura, disse que está requisitando todas as diligências necessárias ao delegado responsável para agilizar a localização e prisão do suspeito. Moura destacou ainda que uma equipe jurídica acompanha e presta suporte integral aos familiares do vigia assassinado.
A família da vítima reforça o pedido de colaboração da sociedade e espera que a prisão de Waldecir seja realizada o quanto antes, para que o caso siga para a responsabilização judicial.
Reportagem: Allessandro Ferreira / Agência Tocantins